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2017 foi o ano de Pablo Vittar e Anitta. E isso é ótimo!

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2017 foi o ano de Pablo Vittar e Anitta. E isso é ótimo!

Se tem duas pessoas que não podem reclamar do ano que está terminando, são Anitta e Pablo Vittar. Pablo acabou de ganhar o prêmio de Música do Ano, com K.O. do prêmio Melhores do Ano do Domingão do Faustão. O artista não tinha como imaginar o tão importante seria este ano quando lançou seu primeiro álbum de estúdio, Vai Passar Mal, há menos de um ano.

2017 foi o ano de Pablo Vittar e Anitta. E isso é ótimo!

E o que dizer de Anitta? Uma artista brasileira já consagrada, alçou voos que poucas estrelas conseguem. Decolou na carreira internacional, fez várias parcerias incríveis, foi até plagiada por diva pop e está terminando o ano lançando o clipe Vai, Malandra, em que retorna ao funk e recusa o uso do photoshop.

2017 foi o ano de Pablo Vittar e Anitta. E isso é ótimo!

Tá, a gente sabe que todo ano um ou dois grandes nomes surgem na mídia. Alguns se consolidam, outros desaparecem. Luan Santana, Lucas Lucco, Ludmilla, banda Malta foram alguns dos premiados pelo Faustão.

Mas, o que faz ser tão importante Anitta e Pablo Vittar terem se destacado este ano?

Diversidade

Pablo Vittar apareceu como um furacão e esfregou bem na “nossa cara”, como no clipe em parceria com a Anitta, que a diversidade sexual e identidade de gênero precisam ser respeitas. Ele, que se define como um gay que se monta de drag, é uma prova a sexualidade das pessoas é muito mais fluida e diversa do que um padrão homem / mulher.

Adotar um nome artístico masculino e parecer feminina é um sinal de empoderamento para toda comunidade LGBT. E se, infelizmente, o Brasil é um país altamente homofóbico e transfóbico, há espaço para mostrar que toda diversidade é natural. E que dar visibilidade é o caminho.

Empoderamento

A mesma coisa sobre Anitta. Ela quebrou padrões, desbancou o modelo de “mulher certinha, recatada e do lar”. Mulher é poderosa, é decidia, faz o que quer, se banca, é dona do seu corpo e faz suas próprias regras.

Anitta virar uma diva internacional e celebrar o auge da sua carreira com um clipe ousado em que volta às suas origens é dizer que ela pode tudo. Ela e todas as mulheres, artistas ou não, famosas ou não.

Que o empoderamento feminino e diversidade sexual que se destacou na música, apesar de tantos ataques de pessoas conservadoras em outras áreas como educação, exposição de artes e até na política, tenha ainda mais êxito.

E que para 2018, que para cada machista ou político conservador tenhamos mais artistas gritando Vai, Malandra e dando K.O. na caretice.

Ou como na música:

Eu não sou mulher de aturar sermão

Me encara, se prepara

Que eu vou jogar bem na sua cara