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Bianca Bin conta que deposita sangue menstrual em jardim; entenda o ritual sagra

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Bianca Bin conta que deposita sangue menstrual em jardim; entenda o ritual sagra

A atriz que tem feito sucesso como Clara em A Força do Querer contou algo inusitado no Instagram: ela é adaptada do ritual “Plante sua Lua”, onde rega o jardim com sangue de menstruação diluído em água. Além disso, é preciso pensar em todas as coisas negativas e deixar isso lá, com a água e menstruação.

Segundo a atriz "Plantar a lua é devolver o sangue para a terra. Uso o coletor menstrual e coloco o sangue nas plantas, diluído em água. É uma forma de fechar o ciclo. Isso mudou minha relação com meu corpo e com me entender mulher. O universo é uma grande potência feminina e é com essa força que eu busco me conectar sempre", contou para a revista Glamour.

Ficou confuso? Achou nojento? Bem, é hora de conhecer tudo sobre o Sagrado Feminino.

Bianca Bin conta que deposita sangue menstrual em jardim; entenda o ritual sagra

O corpo é um templo e a mulher é sagrada

Sagrado Feminino é uma filosofia de vida que tenta abrir o diálogo, percepção e equilíbrio entre o corpo e a vida da mulher. Com rituais que envolvem compreender o próprio corpo, principalmente o ciclo menstrual, a filosofia propõe o auto conhecimento e observar o mundo com outros olhos.

Bianca Bin cita a página DanzaMedicina, que propõe imersões, viagens e rituais para compreender o Sagrado Feminino. A idealizadora, Morena Cardoso se descreve como “Em sua caminhada, praticou yoga com às margens do Rio Ganges, meditou nas montanhas de altitude dos Himalaias no Nepal, recebeu medicinas de mulheres curandeiras nos Andes e na Floresta Amazônica, ofereceu despachos na Indonésia, iniciou seu estudo como meditadora Vipassana na França, firmou seus rezos em templos sagrados na Tailândia, dançou sobre o solo sagrado da Floresta de Sequóias nos Estados Unidos, recebeu iniciação em partería pela tradição mexicana e em xamanismo nas montanhas do Leste Europeu, foi iniciada como MoonDancer nas terra ancestrais de Teotihuacan”.

As práticas estão sendo cada vez mais aderidas por famosas, a própria Carolinie Figueiredo, atriz que já protagonizou Malhação, tem liderado workshops e retiros de autoconhecimento feminino. A atriz que tem o blog O canto da mulher que canta, fala muito sobre maternidade, parto e compreensão dos ciclos.

Uma moda passageira?

Tem quem critique tais atitudes afirmando que menstruação é algo nojento que deve ser escondido ou que tudo isso é coisa de gente “hippie”, independente, todos os núcleos de conhecimento atrelados ao Sagrado Feminino podem ter uma visão muito machista do papel da mulher mesmo tentando o “empoderamento”.

Considerando que esse Sagrado só engloba quem tem útero ou ciclos, excluindo uma camada da sociedade que já sofre muito preconceito, como mulheres trans. A ideia de um culto pelo feminino também me causa profundo desgosto: o que seria o feminino além de uma construção social?

Se a ideia em si fosse promover diálogo e o olhar atento da mulher para si mesma e o mundo, provavelmente seria a primeira a aderir a tal moda. Mas misturando rituais com a natureza e uma visão pouco real, me parece que o Sagrado Feminino foi criada para a mulher rica que pode sim se envolver com esse conhecimento tão sagrado.

Bianca Bin conta que deposita sangue menstrual em jardim; entenda o ritual sagra

É proibido falar sobre menstruação

Mas o ponto positivo de tais polêmicas estão em mulheres famosas falarem sobre assuntos até então tabu: a menstruação. Algo muito comum e mal compreendido, que tanto os itens criados para quanto o diálogo sobre o assunto no geral é pouco ou errado. Desde produtos criados para “tirar o cheiro” da mulher, como se cheiro fosse um problema, até os absorventes comuns, que fazem um grande mal para o meio ambiente.

O coletor menstrual sim é um dos itens que vem sendo usado não só pela facilidade, mas também pela consciência que no decorrer da vida uma mulher irá consumir uma quantidade assustadora de absorventes. E sim, é importante olhar para tal.

Outros aspectos do auto conhecimento também são bons, já que o corpo da mulher tem uma visão sexualizada no geral e não sobre compreender seus ciclos e desafios. No geral, desejo que o jardim de Bianca floresça muito, seja isso estranho ou não.