FUTEBOL

Ju Paes, o Flamengo e o gosto amargo do que podia ter sido, mas não foi

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“Saí de casa com aquele clima ‘vai que é tua’ e quando o prêmio não veio, doeu mesmo!!!” (Juliana Paes sobre premiação no Domingão do Faustão)

Ganhar ou perder faz parte de qualquer competição. Quando se entra em campo em uma partida de futebol, por exemplo, não se sabe o resultado, o favoritismo é mero detalhe. O adversário, ainda que “inferior”, se iguala dentro da arena – todo mundo sabe. Só há um desejo para ambos, ser campeão. Isso vale para qualquer outra disputa, não apenas a esportiva.

Mas por que pautar esse tema aqui? É que recentemente duas situações, no esporte quanto na arte, me chamaram a atenção envolvendo disputas que deveriam coroar um trabalho. Contudo, o resultado ficou manchado por atitudes nada profissionais.

De um lado, Juliana Paes, concorrendo ao prêmio de melhor atriz por sua atuação na badalada novela “A Força do Querer”, no Melhores do Ano, premiação que ocorre anualmente no programa Domingão do Faustão. Ela concorria com mais duas colegas que assim como ela fizeram excelentes trabalhos, Paolla Oliveira e Letícia Colin, a Jeiza de A Força do Querer e a princesa Leopoldina de Novo Mundo, respectivamente. A vencedora, de acordo com votação popular, foi Paolla Oliveira. Até aí tudo bem. O que ninguém esperava era que no dia seguinte Juliana Paes fosse desabafar em suas redes sociais. Em um "textão" ela disse o quanto estava decepcionada e que saiu de casa certa de que levaria o troféu para seus filhos, pois eles foram os que mais sentiram sua ausência em casa devido ao trabalho. 

Ju Paes, o Flamengo e o gosto amargo do que podia ter sido, mas não foi

Por outro lado, vi notícias a respeito da final da Copa Sul-americana entre Independiente e Flamengo. Dessa vez, foi a vez dos jogadores cariocas darem show de antiprofissionalíssimo ao receberam a medalha de prata pela segunda colocação na competição. Eles deram demonstrações de insatisfação com o resultado do jogo e mal colocaram a medalha no pescoço e já tiraram, fazendo pouco caso daquela.

Ju Paes, o Flamengo e o gosto amargo do que podia ter sido, mas não foi

Nos dois episódios tivemos demonstrações claras de falta de ética profissional e o não reconhecimento do trabalho do adversário. É claro que ganhar e ter sucesso nas atividades que exercemos é o desejo da maioria, mas é preciso entender que assim como nós também há pessoas tão capacitadas quanto e que também merecem congratulações pelo desempenho.

Com o findar de mais um ano e o despontar de outro bem aí à nossa frente, achei interessante trazer o assunto à tona. Acredito de verdade que o bom profissional não se destaca somente pelo recebimento dos prêmios. Antes, é refletido pelas suas atitudes com adversário e sua equipe.

O que acharam da reflexão?

Desejo um Natal fantástico a todos vocês e um ano novo cheio de novas oportunidades de recomeço e superação nas conquistas, sejam elas em família ou profissionais.

Beijos no coração

Ju Paes, o Flamengo e o gosto amargo do que podia ter sido, mas não foi