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Luana Piovani está certa em bater no filho mais velho? Entenda a declaração

Bapho Cabeça
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Bapho Cabeça
Luana Piovani está certa em bater no filho mais velho? Entenda a declaração

Luana Piovani sempre foi uma figura controversa no meu universo. Repeti isso algumas vezes e cada vez que tenho contato com a atriz, mais confusa me sinto. Atualmente Luana tem um canal no Youtube que fala de várias assuntos, e um deles é a maternidade.

Mãe de três crianças, Dom de 5 anos e um casal de gêmeos de 2 anos, Luana sempre tem fala polêmicas, desafios e realidade sobre a maternagem de três crianças. E no último vídeo contou que deixou seu filho mais velho de castigo por duas horas, trancado no quarto, algo que foi muito mais eficiente do que que as “palmadas” educativas que aplicava.

Num misto de comentários positivos sobre a ótima forma da atriz em criar vídeos íntimos e também críticas sobre o tempo do castigo e até por assumir que batia em Dom. A questão, tão banal mas séria nos dias hoje, me fez pensar algumas coisas sobre crianças, famosos e mães. Vamos conversar?

Luana Piovani está certa em bater no filho mais velho? Entenda a declaração

Sou mãe de uma criança de quase cinco anos, bem ativa, e não irei falar que nunca deu muita vontade de fazer algo, então não existe possibilidade de condenar uma mãe ou pai que realmente acredite que palmada pode educar. Na minha infância fui ensinada que esse era o método mais eficiente para me educar.

Acho que grande parte das pessoas com mais de quinze anos passaram pelo menos. Era “comum” a famosa chinelada, mas hoje é muito discutido a criação com o afeto e métodos não violentos. Seja com a Super Nanny, um programa que fez muito sucesso no Brasil, onde uma babá iria até a casa da família com “criança problema”, que inseriu o “castigo” ou “cantinho da disciplina”, onde a criança ficava pensando no que fez de errado.

Longe de querer dizer o que é certo, pois depois de cinco anos sendo mãe ainda me sinto bem perdida em como fazer isso certo, mas a conclusão mais clara que cheguei sobre isso, assim como vários estudos, é que violência não é método de educação.

Como se espera ensinar para uma criança com violência? Quando alguém faz algo errado nos batemos? É isso? Na vida adulta, se for bater em todo mundo que me faz algo errado, seria processada todo dia por agressão. Pois sim, a famosa palmada é isso: uma agressão. E uma agressão de um adulto para com uma criança.

O assunto já foi levantado muito durante a tramitação da “Lei da Palmada” ou “Lei Menino Bernardo”, com vários médicos e especialistas explicando as implicações de usar violência. Seja por acreditar que a criança não é indivíduo, mas sim uma continuação de si ou um ser sem direitos, ou pela verdadeira crença de que métodos violentos podem ter algum ensinamento pedagógico.

Luana Piovani está certa em bater no filho mais velho? Entenda a declaração

Essa foi a pergunta que mais li nas redes sociais e internet. E acho que quando pessoas públicas falam sobre isso é sempre positivo, mesmo que o julgamento de Luana esteja certo ou errado, o assunto é tão invisibilizado, raramente nos lembramos que muitos dos famosos que gostamos são pais e que as opiniões e posições deles influenciam o público. Nesse caso, acho que levanta a oportunidade de pais discutirem o assunto e se informar.

Eu, acredito que ela não está fazendo algo correto ao bater no filho ou prendê-lo num quarto por duas horas como um método corretivo. Me parece algo muito violento para um garoto de cinco anos, quando outras abordagens podem ser testadas.

Luana Piovani está certa em bater no filho mais velho? Entenda a declaração

Mas como fugir daquilo que somos ensinados desde cedo, certo?

Páginas como Mamatraca no Facebook e Crescer sem violência debatem muito o assunto para informar e criar um espaço para pais discutirem sobre. Espero que a própria Luana pesquisa outros métodos e quem sabe possa compartilhar em seu canal.

Pois uma forma de transformar o passado é zelar para que ele não se repita. Crianças não deviam ser sobreviventes da educação com a velha frase “Mas meu pai me batia e não morri, tô aqui, bem”. Mas pensar numa criação baseado no diálogo e onde os alicerces se solidifique em outro tipo de troca além de tapas, berros e castigos de horas.

Você acha que bater é uma forma de educar crianças? Deixe sua opinião.