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Polêmica da vez: que já esperamos do BBB 18 sem ele nem ter começado

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Casais, intrigas, festas – depois de 18 anos do reality e já podemos ter certeza do que vem por aí. As últimas edições “da casa mais vigiada do país” trouxeram mais do mesmo, o que nos faz refletir sobre as expectativas de mais um ano do programa.

É claro que sempre tem o básico do programa, aquilo presente desde o primeiro: casais se formando, pessoas bêbadas, brigas pela louça. Alguns destes pontos são parte da base do programa: se não tiver, não é BBB.

Polêmica da vez: que já esperamos do BBB 18 sem ele nem ter começado

As provas e imunidades já funcionam muito bem para que os editores possam ter o melhor do programa se todo mundo na casa “se dê super-bem”, o que nunca aconteceu de fato.

Mas o que mais esperar do BBB18, apresentado este ano por Tiago Leifert (que às vezes até me faz ter saudades do Bial)? Polêmicas. Na verdade elas sempre estiveram presentes, mas com o passar dos anos, parece que temas ditos “importantes” têm sido discutidos por causa do programa.

Na última edição, por exemplo, o tema foi relacionamentos abusivos. O casal Marcos e Emilly protagonizaram um país dividido entre os que “apoiavam a moça” e os que “não viam nada demais no comportamento de Marcos”. A Globo, obviamente se aproveitando da audiência, esticou ao máximo a discussão para, somente muito depois, expulsar Marcos do reality.

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E o que falar de Laércio de Moura, acusado de pedofilia no "BBB 16" e que também dividiu opiniões sobre se julgá-lo de “certo” e “errado” por gostar de meninas mais novas? E qual foi o choque quando, no mesmo, o ex-BBB foi preso em Curitiba?

Polêmica da vez: que já esperamos do BBB 18 sem ele nem ter começado

Pelo menos o Marcos saiu da casa com a reputação quase ilesa, uma vez que foi estrela e vice-campeão da edição de A Fazenda. Já Daniel, expulso por estupro do BBB 12, nunca mais conseguiu qualquer emprego. Não estou nem entrando no mérito de ter sido estupro ou não, apenas comparando os três casos que dividiram opiniões.

Ficamos então curiosos sobre o próximo tema a ser discutido no Brasil, lembrando que este ano temos eleições. Aqueles que dizem não assistir o programa são os mesmos que defenderam a atitude “de macho” de Marcos. Vergonha de assumir ou hipocrisia?

Meu palpite é algum episódio sério de racismo ou algum caso de assédio moral grave. Isso porque, desde a última edição, a opção de escolher participantes “fora do padrão” expõe a nossa face mais preconceituosa quando as pessoas “esquecem” que estão sendo gravadas. William Waack que o diga.

De certa forma torço para algo grave, mesmo. Por mais maléfico ou estranho que pareça, BBB têm desempenhado um papel importante em promover a discussão de assuntos polêmicos e que, normalmente, que preferimos não falar com os amigos e familiares. O debate, quando feito racionalmente e com respeito, nos ajuda a crescer como homens.

Assim, desejo também muita sorte aos participantes – porque o que está pra vir pode ser pesado. E que siga o jogo!