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Vida imita a arte: Robin Wright pediu e conseguiu mesmo salário de Kevin Spacey

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Vida imita a arte: Robin Wright pediu e conseguiu mesmo salário de Kevin Spacey
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Como Claire faria!

Quem está em dia em “House of Cards” já sabe que Claire Underwood está longe de ser uma primeira-drama “bela, recatada e do lar”. Ela faz inúmeras exigências para o seu marido e geralmente as consegue, pois tem noção de sua popularidade e de como Frank Underwood precisa dela.

Aparentemente, Robin Wright não é tão diferente da personagem que interpreta. A atriz revelou nesta semana em conversa na Fundação Rockefeller que exigiu de seus patrões o mesmo salário de Kevin Spacey, o protagonista do seriado.

“Eu disse ‘Quero ser paga o mesmo que o Kevin’. Foi o paradigma perfeito, porque há pouquíssimos programas de TV em que o homem, o patriarca, e a matriarca estão em pé de igualdade. Eles estão em ‘House of Cards’. Vi as estatísticas e a personagem Claire Underwood era mais popular que Frank já há algum tempo. Então tivei proveito disso. Disse ‘É bom vocês me pagarem ou vou a público. E eles pagaram’”.

A atriz mais popular a falar publicamente sobre a frustração de não ser paga como seus colegas foi Jennifer Lawrence, em 2015. A vencedora do Oscar escreveu um artigo revelando que recebeu muito menos do que Christian Bale, Bradley Cooper e Jeremy Renner por “Trapaça”, mesmo tendo o mesmo destaque do filme que eles.

Em debate realizado no fim do último ano, com a presença de Lawrence, Helen Mirren disse que as mulheres precisam parar de ter medo de pedir coisas e de desagradar homens com suas exigências, tendo a consciência de seu valor nos filmes e seriados.

Por incrível que pareça, a reação ao artigo de Lawrence não foi totalmente positiva. Houve quem a acusasse de ser ‘uma milionária mal agradecida’, que não se preocupava com as mulheres que realmente sofriam com a diferença de pagamento (o apresentador do último Globo de Ouro, Ricky Gervais, fez uma piada falando exatamente isso). Mas J-Law havia já reconhecido seu privilégio no próprio texto.

A verdade é que, quando se trata de mulheres lutando por seus direitos, sempre haverá um homem para falar que já deveríamos estar contentes com o que temos. Fica a dica: não estamos satisfeitas. Aceitem, que dói menos.

#robinwright #houseofcards #jenniferlawrence #equalpay #hollywood

Novo filme de Woody Allen é ofuscado pelo passado obscuro do diretor em Cannes

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Novo filme de Woody Allen é ofuscado pelo passado obscuro do diretor em Cannes
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Está no passado o tempo em que um filme de Woody Allen estreia sem colocar em pauta a acusação de abuso sexual que sua filha Dylan Farrow fez contra ele. O longa “Cafe Society”, com Kristen Stewart, Jesse Eisenberg e Steve Carrell, conquistou menos manchetes em Cannes do que as pessoas abordando novamente as questões obscuras da vida do diretor.

Tudo começou com a Hollywood Reporter publicando uma entrevista com Allen, na qual ele falou de forma constrangedora sobre sua esposa, Soon-Yi (que, vocês sabem, era enteada dele). Leia o trecho (minha tradução):

Pergunta: Como a sua esposa, Soon-Yi, te mudou?

Allen: Bom, uma das grandes experiências da minha vida tem sido minha esposa. Ela teve uma infância muito difícil na Coreia: era uma órfã nas ruas, vivendo de latas de lixo e passando fome aos seis anos de idade. Ela foi pega e colocada em um orfanato. Então consegui fazer a vida dela ficar melhor. Dei a ela inúmeras oportunidades e ela as aproveitou. Ela se educou, tem vários amigos, fez faculdade e viajou o mundo todo comigo. Ela é muito sofisticada e esteve nas grandes capitais da Europa. Ela virou outra pessoa. Então as contribuições que eu tive na vida dela me deram mais prazer que meus filmes.

Pergunta: Você está dizendo como você a mudou. E como ela te mudou?

Allen: (Pausa). Ela tem me dado muito prazer. Eu a adoro, ela me deu uma grande vida. Estamos casados há 20 anos e estivemos juntos alguns anos antes disso. Ela me deu os melhores anos da minha vida. É uma grande companheira e uma ótima esposa. Me deu uma casa estável e maravilhosa. Quando você conhece alguém que é certo para você, eles dão uma contribuição emocional enorme na sua vida.

Pergunta: Mas ela te mudou de alguma forma?

Allen: (Pausa). Me mudou? Não acho que posso falar que ela me mudou. Acho que não mudei. Posso ser a mesma pessoa que era com 20 anos. Não sei. Acho que tenho os mesmos hábitos de trabalho, as mesmas fobias, os mesmos hobbies. Não acho que mudei muito durante os anos. Quando você menciona isso, tento lembrar. Acho que não mudei muito.

A segunda pessoa a se pronunciar foi Kristen Stewart, ao ser questionada pela Variety se ela hesitou ao aceitar o papel por conta do histórico de Allen:

Eu disse (a Eisenberg) ‘O que você acha? Não conheço nenhuma das pessoas envolvidas. Posso personalizar situações, o que seria muito errado’. No fim das contas, Jesse e eu conversamos sobre isso. Se a gente fosse perseguido por todas as merdas que já falaram sobre nós que não eram verdade, nossas vidas teriam acabado. A experiência de fazer o filme foi tão exterior a isso, que foi natural nós dois seguirmos em frente.

Em reação à entrevista de Allen, o jornalista Ronan Farrow, irmão de Dylan, veio a público defender a irmã publicamente na Hollywood Reporter:

Eu acredito na minha irmã. Isso sempre foi verdade como irmão que confiou nela e que, aos cinco anos de idade, achava estranho o comportamento estranho de nosso pai com ela: subindo na cama dela à noite, forçando-a a chupar o dedo dele. Comportamento que o levou a terapia focada em sua conduta inapropriada com crianças antes das alegações.

(...)

(Em 1993), o promotor se encontrou com minha mãe e minha irmã. Dylan já estava profundamente traumatizada - pelo abuso e pela batalha legal subsequente que a forçou a repetir a história inúmeras vezes. (E ela contou a história repetidas vezes, sem inconsistências, apesar do peso emocional que isso tinha nela.) Quanto maior a batalha, mais grotesco era o circo midiático envolvendo minha família. Minha mãe e o promotor decidiram não submeter minha irmã a mais anos de loucura. Em um passo raro, o promotor anunciou publicamente que ele tinha motivos para acusar Allen, mas não o fez por causa da “fragilidade da jovem vítima”. Minha mãe ainda acha que era a única escolha que ela tinha para proteger sua filha. Mas é irônico: foi justamente esta decisão, de colocar o bem-estar de Dylan acima de tudo, que virou uma maneira de Woody Allen ridicularizar ambas.

(...)

Por estar dentro da mídia quando o relato da minha irmã virou notícia, tive uma visão de como é forte a pressão para tomar o caminho mais fácil. Todos os dias, meus colegas em organizações me encaminhavam emails do poderoso empresário de Allen, que por anos orquestrou uma robusta campanha de publicidade para validar o relacionamento sexual do meu pai com uma das minhas irmãs. Estes emails tinham instruções prontas para serem colocadas em matérias, com terapeutas, advogados e amigos e qualquer um disposto a rotular uma jovem mulher confrontando um homem poderoso como louca, adestrada, vingativa.

Allen fez a egípcia e disse em Cannes que não havia lido o texto do filho e nada sobre o assunto por anos. Só que algo bizarro aconteceu na apresentação de Cafe Society no festival: o apresentador Lauren Lafitte disse, com o diretor ao lado: “É muito legal que você esteja filmando tantos filmes na Europa, mesmo não tendo sido condenado por estupro nos EUA”. 

Alguns dizem que a piada era direcionada a Roman Polanski, diretor que não pode pisar no país norte-americano por ter estuprado uma menor. Mesmo assim, o climão reinou em Cannes.

Cafe Society pode ser mais um bom filme de Allen. Mas tudo indica que sua reputação está manchada para sempre.

#woodyallen #dylanfarrow #cafesociety #kristenstewart #sexualabuse

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Equipe Storia Brasil