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Netflix cancela 'Girlboss' e deixa claro que não terá dó de nenhuma série

BingeWatchMe
há 4 meses780 visualizações
Netflix cancela 'Girlboss' e deixa claro que não terá dó de nenhuma série
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A Netflix veio como uma avalanche no mercado de seriados, mas está aprendendo a tomar as mesmas decisões difíceis que uma emissora de televisão normal. Já foram três cancelamentos chocantes em pouco tempo: "The Get Down", "Sense8" e agora de "Girlboss", após somente uma temporada.

Empresária que inspirou a série sobre uma garota que vende roupas vintage online e fica milionária, Sophia Amoruso deu a notícia nos Stories de seu Instagram: "Por mais que eu tenha orgulho do nosso trabalho, estou feliz de poder controlar minha narrativa daqui para frente. Foi um seriado legal e tive o privilégio de trabalhar com grandes talentos, mas foi difícil ver minha vida como uma caricatura, mesmo que só por dois meses", desabafou.

"Não, eu não sou escrota. Não, ninguém chamado Shane me traiu. Será legal um dia poder contar a história do que aconteceu nos últimos anos. As pessoas leem a manchete, não a correção dela, eu aprendi", continuou Amoruso, que já escreveu um livro sobre sua trajetória meteórica.

Em uma conferência de produtores recente, o Diretor de Conteúdo da Netflix, Ted Sarandos, explicou a postura do serviço de streaming: "As pessoas estão assistindo, em relação ao que você está gastando? Isso é bem tradicional. Um programa caro para uma grande audiência é ótimo. Um programa caro para uma audiência pequena é difícil, mesmo no nosso modelo, para dar certo por muito tempo."

"Girlboss" também tinha outro problema, além dos custos de produção: foi uma série mal avaliada pela crítica, com índice de 33% no site Rotten Tomatoes.

Portanto, fica a dica para quem é louco para conferir os lançamentos da Netflix: tente não se apegar. Principalmente se a série promover diversidade. Falando nisso, seguimos no aguardo da renovação de "Dear White People".

Trump conseguiu prejudicar ‘House of Cards’, como se não bastasse todo o resto

BingeWatchMe
há 4 meses2.0k visualizações

ALERTA DE SPOILER: este texto contém informações sobre a quinta temporada de “House of Cards”. Favorite o link e leia depois que terminar de assistir.

Trump conseguiu prejudicar ‘House of Cards’, como se não bastasse todo o resto
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por Sheila Vieira

Logo antes da abertura do episódio piloto de “House of Cards”, Frank Underwood (Kevin Spacey) nos diz: “Bem-vindo a Washington”. A excitação de poder acompanhar por uma espécie de buraco da fechadura os esquemas de corrupção e as ameaças entre políticos foi fundamental para o sucesso da série e para a consolidação na Netflix no mercado. No entanto, a sensação de assistir à quinta temporada é menos de espiar e mais de ler um jornal.

Chega até a ser engraçado escutar expressões como “fechar as fronteiras”, “ataque cibernético”, “interferência estrangeira na eleição”, “coibir votação” e “vocês não gostam do que eu defendo, mas que eu defendo algo”. “HoC” previu exatamente como seria um governo autoritário dentro da democracia americana e assim perdeu não só o fator surpresa, mas o seu senso de distopia. E com a mídia totalmente determinada a dissecar Donald Trump e seu governo, restaram poucos segredos na Casa Branca.

O fim da eleição presidencial entre Frank e Will Conway (Joe Kinnaman) é uma perda de tempo, quando todos sabemos que não havia chance de os Underwood perderem, por mais enrolação que houvesse para chegarmos à vitória deles. Também poderíamos passar sem cenas repetitivas de “amor” entre Claire (Robin Wright) e Tom (Paul Sparks), sendo que claramente os atores não tinham tanta química assim. Já as adições de Jane (Patricia Clarkson) e Mark (Campbell Scott) foram bem interessantes, enfim colocando os Underwood diante de pessoas igualmente cínicas e inteligentes.

A parte mais controversa da temporada é o momento da revelação de Frank havia articulado sua própria queda para sair da presidência e conquistar o “poder de verdade” no setor privado. Ou seja, Frank quer ser um Joesley. Ele só não contava com a traição de Claire, que parece aproveitar o momento para colocar o marido para escanteio.

Isso significa que a próxima temporada será uma guerra entre Frank e Claire? Talvez seja um bom caminho a trilhar, já que está um pouco cansativo ver o casal matando ou jogando escada abaixo qualquer pessoa que os incomode. Se ninguém pode alcançá-los, não há saída além de colocar um contra o outro.

Se Hillary Clinton tivesse sido eleita, como certamente os produtores imaginavam quando escreveram estes episódios, a quinta temporada de “HoC” teria sido um bom exercício de imaginação. Mas Trump tinha que estragar isso também.

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Equipe Storia Brasil