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Cinco filmes que foram roubados no Oscar e mereciam ter vencido Melhor Filme

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Você achou que eu não ia mais falar de Oscar né? TOLINHO.

Estou aqui para falar sobre algumas das grandes injustiças que a Academia já cometeu em sua história. Escolher os “melhores” filmes é algo que sempre trará controvérsia, já que há um componente de subjetividade enorme em cada decisão.

Quem é da minha geração provavelmente não consegue entender como “A Rede Social” pode ser pior do que “O Discurso do Rei”. Mas quem se identifica mais com as histórias da Segunda Guerra Mundial e acha que redes fazem jovens não serem capazes mais de ler deve pensar diferente.

Porém, há alguns casos em que até os próprios membros da Academia perceberam que não mandaram bem e deixaram de premiar filmes que ainda são muito mais celebrados atualmente, enquanto os vencedores parecem extremamente datados.

Eis os cinco exemplos mais emblemáticos:

“Apocalypse Now” perdendo para “Kramer vs Kramer” em 1980

O filme de Francis Ford Coppola sobre a Guerra do Vietnã é presença garantida na lista de melhores longas de todos os tempos até hoje. A brutalidade com que a obra capta a loucura da guerra influenciou diversos filmes posteriores com o mesmo tema. Mas a Academia optou pelo drama familiar “Kramer vs Kramer”, que teve o mérito de mostrar de forma igual a ótica do homem e da mulher de uma separação, mas não deixou grande impacto no futuro da indústria.

“Os Bons Companheiros” perdendo para “Dança com Lobos” em 1991

Martin Scorcese demorou muito para agradar completamente a Academia, mas a história deu ao seu filme sobre crime o lugar que ele merece. Comparado positivamente com “O Poderoso Chefão”, o longa só recebeu os maiores prêmios do BAFTA, provando que britânicos entendem mais de cinema do que americanos. Já o filme estrelado e dirigido por Kevin Costner é um exemplo perfeito de obra que envelheceu mal. O homem branco que vira amigo dos pacatos índios foi sucesso enorme de público e o Oscar mordeu a isca.

“Pulp Fiction” perdendo para “Forrest Gump” em 1995

Esta pode incomodar algumas pessoas que amam “Forrest Gump” ou odeiam Tarantino. Mas o fato é que o longa estrelado por Tom Hanks é tão inofensivo quanto um bebê recém-nascido. Só tem apelo para quem cresceu assistindo. Já “Pulp Fiction”, apesar de também ser uma série de pequenas histórias que não levam a lugar algum, assume sua incoerência e caos com diálogos que até hoje causam espanto e gargalhadas.

“Fargo” perdendo para “O Paciente Inglês” em 1997

Os irmãos Coen até hoje são alternativos demais para a Academia, e foram premiados com seu filme mais sóbrio (“Onde os Fracos Não Têm Vez”). Mas eles realmente estouraram como uma força na indústria com esta comédia policial. Como a regra nos anos 90 era premiar os filmes mais épicos e não-inovadores entre os concorrentes, o melodrama sobre o paciente e a enfermeira levou a melhor.

“Brokeback Mountain” perdendo para “Crash” em 2006

Este foi claramente um caso de Academia premiando algo que ela conhece: a Los Angeles da classe média que se sente culpada por perpetuar racismo. “Crash” se esforça tanto em redimir todo mundo, que acaba não tendo profundidade alguma. Já o drama de Ang Lee capta perfeitamente a dor de uma história de amor frustrada por pressões externas e tem a performance da carreira de Heath Ledger (sim, melhor que o Coringa).

Só gostaria de dizer uma coisa para a Academia:

Humpf.

#oscars