MÚSICA

Katy Perry está superexposta e não de uma maneira boa

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BingeWatchMe

por Sheila Vieira

Katy Perry está superexposta e não de uma maneira boa

As intenções de Katy Perry são as melhores nesta era "Witness": ela quer largar a imagem de boneca sexualizada e ser mais honesta e profunda. Mas o tiro está saindo um pouco pela culatra. A diva pop está superexposta a ponto de ter ranqueado seus parceiros sexuais e de não saber se enfrenta ou perdoa Taylor Swift. Junte isso a um álbum sem apelo e a receita é preocupante.

O primeiro sinal amarelo aconteceu quando o primeiro single de "Witness" a ser lançado foi "Chained To The Rhythm", uma música um tanto esquecível e nem um pouco engajada como ela prometia, após ter participado ativamente da campanha de Hillary Clinton. Depois veio "Bon Appétit", outra canção mediana cheia de trocadilhos óbvios sobre comida e sexo, com a participação do grupo Migos e seus integrantes polêmicos.

A última cartada antes do lançamento do álbum foi "Swish Swish", colaboração com Nicki Minaj, que é claramente uma resposta a Taylor Swift. No entanto, ao comentar o assunto no Carpool Karaoke de James Corden, Katy adotou um tom de lamento pelo desentendimento com ela e fugiu do combate com a ex-cantora country desde então, o que só dará uma dose extra de constrangimento às futuras apresentações da música.

Katy então se ofereceu para ser jurada do reboot do "American Idol", um emprego que ela claramente não precisa. Qual era a necessidade?

"Witness" enfim saiu e, infelizmente, as três músicas lançadas como singles eram realmente as melhores do álbum. Para piorar, Taylor Swift fez a sacanagem de liberar seus álbuns no Spotify no mesmo dia e acabou roubando a cena.

Porém, a parte mais surreal estava por vir. Katy e sua equipe decidiram transformar o lançamento de "Witness" em um Big Brother da vida da cantora em uma casa-estúdio por NOVENTA E SEIS HORAS. QUATRO DIAS.

Neste período, Katy transmitiu a própria sessão de terapia e teve uma crise de choro ao contar que já pensou em suicídio. 

É por isso que terapia é algo confidencial, gente!

Outro momento que Katy poderia ter evitado foi a conversa com James Corden em que ela faz um ranking de destreza sexual entre três de seus ex-parceiros: John Mayer, Orlando Bloom e Diplo. Isso é algo que você conta em um jantar com amigos? Sim. Para o mundo inteiro? Não. Katy realmente parecia um participante do BBB que perde a noção de que está sendo filmado depois de um tempo.

Por fim, ela foi tema de um perfil do New York Times, em que fala constantemente de maturidade, mas ainda demonstra uma certa dificuldade para transformá-la em ações. Não há problema em ser contraditória, mas artistas que passam por momentos difíceis de transformação costumam traduzir estes conflitos em sua arte. "Witness" passa longe disso e só nos faz testemunhar uma diva que parece atirar para todos os lados sem muita mira, ao vivo e 24 horas por dia.