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Na briga Taylor Swift vs. YouTube, quem sempre vence no final é a gravadora

BingeWatchMe
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Na briga Taylor Swift vs. YouTube, quem sempre vence no final é a gravadora

O céu é azul, o mundo gira e Taylor Swift está em guerra com outra grande corporação, desta vez o YouTube (e por consequência o Google). Mas não pense que é só a artista ex-country-atual-pop que assinou uma petição pedindo que a empresa proteja mais os direitos autorais dos músicos: Lady Gaga e outros 178 profissionais e entidades da indústria também entraram na briga.

Para explicar melhor, os artistas na verdade querem a reforma do DCMA, o Digital Millennium Copyright Act (de 1998), que determina as regras de direitos autorais no mundo digital. Na petição, está escrito que o Ato “permite que grandes companhias de tecnologia cresçam e obtenham grande lucro criando facilidades para consumidores carregarem quase todas as músicas já gravadas na história em seus bolsos via smartphones, enquanto os rendimentos dos artistas e compositores continuam a diminuir”.

O Spotify ainda não é totalmente aceito por artistas e gravadoras, mas, pelo menos, só tem canções originais. Já o Youtube é um mundo completamente diferente. Quando você busca uma música no site, além do clipe oficial, provavelmente aparecerão umas 300 versões da música, como covers e apresentações ao vivo, além dos vídeos em que a pessoa pega o áudio original e coloca imagens toscas com a letra embaixo para acompanhá-lo:

O YouTube alega que o sistema Content ID é capaz de identificar rapidamente quando um vídeo usa material protegido por direitos autorais, e costuma oferecer às gravadoras a chance de bloquear o vídeo ou monetizá-lo. A empresa do Google também acusa os selos de faturarem muito mais do que divulgam, sem dividir este lucro com seus artistas.

Obviamente, ninguém é santinho nesta história, afinal, são todos ricos. O YouTube, com um sistema bem simples, conseguiu basicamente virar a maior rádio do mundo. Já os artistas, que precisam das redes sociais para divulgarem seu trabalho no início da carreira (Justin Bieber foi descoberto no YT, Gaga no My Space), querem impedir que novos músicos mostrem seu trabalho usando as músicas deles. É o famoso cuspir no prato que comeu.

Este canal, por exemplo, vive de covers.

Mas quem sempre vence no final são as gravadoras. Elas atualmente ficam com mais de 70% do lucro da indústria, enquanto a fatia dos artistas é de cerca de 10%. Estes números não mudarão se o Ato for atualizado e empresas como o Spotify ou o YouTube tiverem que aumentar a recompensa para os selos.

Como não conseguem se desvencilhar do sistema das gravadoras, os artistas estão combatendo o inimigo que não os alimenta. 

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