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Não se engane: o desabafo de Jennifer Aniston também é um tapa na nossa cara

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Por Sheila Vieira

Não se engane: o desabafo de Jennifer Aniston também é um tapa na nossa cara

Sim, Jennifer Aniston é o máximo. Seu artigo-desabafo no Huffington Post está rodando o mundo, com destaque para a parte em que ela deixa claro que não tem a obrigação de ter filhos e está “farta” de carregar esta expectativa, como se todas as mulheres do mundo (especialmente as famosas) estivessem incompletas sem um marido e crianças.

Porém, lendo o texto completo de Aniston, percebemos que o recado não é só para os tabloides e revistas de fofoca: é também para nós. Sim, você e eu. Pessoas que consumem fofocas vazias diariamente, produzidas por fotógrafos que literalmente perseguem famosos na rua e acampam na porta de suas casas e por repórteres que muitas vezes simplesmente inventam uma notícia.

“Às vezes, padrões culturais só precisam de uma nova perspectiva para que nós os vejamos pelo que eles realmente são - uma aceitação coletiva… um acordo subconsciente. Nós temos o controle sobre este acordo”, escreveu a atriz. Ela está certa. Nós podemos não compartilhar uma notícia que, no fundo, sabemos que tem poucas chances de ser verdadeira. Porém, escolhemos levar tudo isso como uma brincadeira.

Afinal, que mal estaríamos fazendo a uma pessoa ao ler e replicar um boato ridículo sobre ela? Aniston explica: “Eu dizia a mim mesma que tabloides eram como revistas em quadrinhos, que não eram para ser levados a sério, eram só uma novela que as pessoas acompanhavam quando precisavam de uma distração. Mas não posso mais me dizer isso, porque a realidade é perseguição e a objetificação que experencio pessoalmente, há décadas, e que reflete a deformada maneira com que calculamos o valor de uma mulher”.

Quer mais um pouco de sermão? Aqui vai o último parágrafo: “Com anos de experiência, aprendi que tabloides, por mais perigosos que sejam, não mudarão, pelo menos não no futuro próximo. O que pode mudar é nossa consciência e reação às mensagens tóxicas contidas nessas aparentemente inofensivas histórias, servidas como a verdade e modelando as ideias do que somos. Nós podemos decidir o quanto compramos do que está sendo oferecido, e talvez um dia os tabloides serão forçados a ver o mundo de uma maneira diferente, através de uma lente mais humanizada, porque os consumidores pararam de alimentar a porcaria”.

Estas palavras entrarão por um ouvido dos "donos" do jornalismo de fofocas e sairão pelo outro, já que o lucro está acima da ética em sua lista de prioridades. No entanto, elas podem ser absorvidas por nós, consumidores da tal “porcaria”.

Leia o texto completo:

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