O papa é pop
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Gaga atira em várias direções, mas ainda não se encontra em ‘Joanne’

BingeWatchMe
há um ano5 visualizações
Gaga atira em várias direções, mas ainda não se encontra em ‘Joanne’
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Reinvenção é um conceito extremamente complicado para muitos artistas. Especialmente se você apareceu para o mundo meio como um cartoon, cheio de perucas, figurinos estranhos e com mensagens bem concretas a dizer. Quando este modelo se esgota (e o próprio artista junto), não há outra saída além de tentar mostrar a sua verdadeira personalidade. Tirar todas as máscaras. Mas quanto a cantora ainda não sabe exatamente o que há por baixo delas, o resultado é um álbum como “Joanne”.

Lady Gaga veio ao mundo com o propósito de nos ensinar sobre como a fama é sedutora e perigosa. Também para cantar sobre liberdade sexual. E, depois disso, para tentar elevar o pop a uma forma de arte superior. Houve certos momentos de vulnerabilidade, como em “Speechless” ou “Dope”, mas o seu tom sempre foi professoral. A Mother Monster estava nos mostrando a verdade e ensinando uma geração a ser ela mesma.

Por outro lado, quase todas as músicas de “Joanne” são confessionais. As exceções são “Come To Mama” e “Hey Girl” (com Florence Welch), que tentam passar uma mensagem positiva sobre união e poder feminino, e, infelizmente, também são as canções mais entediantes do álbum. De resto, Gaga atira em várias direções e se inspira em cantoras conhecidas por abrirem seus corações, mas não se encontra totalmente em nenhum desses caminhos.

Gaga atira em várias direções, mas ainda não se encontra em ‘Joanne’

A música de abertura, “Diamond Heart”, por exemplo, poderia facilmente estar em um álbum da Sia. Aí entra o primeiro problema de tentar fazer releituras de outras artistas: quando a cantora australiana leva sua voz ao limite, o produto é divino. Quando Gaga faz o mesmo, soa forçado.

Assim que a batidinha de “A-YO” começa a tocar, você acha que está em “1989”, da Taylor Swift, só que com uma letra muito mais ousada. Aliás, para não ser tão negativa, devo dizer que Gaga continua sendo uma letrista maravilhosa. Gostaria de vê-la ampliando o seu talento como escritora em outros formatos. Fecha parêntesis.

Gaga também atira para o folk (nem toda música com violão é country, galera) em “Joanne” e “Million Reasons”. São belas canções sobre o fim do longo relacionamento da cantora, mas deixam a mesma sensação de “já ouvi uma versão melhor disso em outro álbum”. E, sim, você ouviu, em Joni Mitchell ou até no último álbum da Adele.

Duas músicas estão mais perto das ~discotecas~: “Dancin’ In Circles”, que tem uma excelente letra sobre as sensações boas e ruins de ficar sozinha após um longo namoro, e “Perfect Illusion”. Falta a mesma coisa a ambas: explosão. Em “Perfect”, por exemplo, quando você ouviu o “It wasn’t looooove” pela primeira vez, provavelmente achou este era o pré-refrão, não o refrão. É como se elas nunca chegassem a um pico, aquele momento que te faria clicar para ouvir novamente.

Esta frase, inclusive, é um bom resumo de “Joanne”: nunca chega a um clímax. É admirável que Gaga tenha a humildade de tentar ser mais uma artista honesta do que uma líder, mas esta vulnerabilidade acaba expondo ainda mais algumas falhas. Como, por exemplo, de que ela talvez não seja tão original como pensávamos.

#ladygaga #gaga #joanne #music #popmusic #review

12 músicas do britpop que todo mundo ama

BingeWatchMe
há um ano7 visualizações
12 músicas do britpop que todo mundo ama
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Mesmo se você odeia rock ou é daqueles roqueiros muito puristas que abominam qualquer vertente que não seja pesada, você gosta de alguns hinos do britpop. Não tem como não gostar! Se seu negócio é solo de guitarra, tem. Se prefere um piano ou orquestra dramática, também tem. Canções divertidas ou tristes? Tudo no pacote. Se você duvida de mim, eu te desafio a passar pela lista a seguir e admitir que não tem pelo menos três músicas aqui que você já cantou no karaokê ou cantarolou junto quando tocou no rádio.

Obs: as músicas não estão em ordem de melhor/pior porque eu simplesmente não consegui fazer isso (#toohard) e eu estou contando aqui só a fase "clássica" do britpop, dos anos 90. Eu gosto da leva anos 2000 também, mas daí eu teria que colocar umas 40 músicas nesta página.

Blur - Song 2

Ironicamente, começo com uma música que é uma paródia do grunge (o gênero que o britpop ajudou a enterrar), mas acabou sendo o maior sucesso do Blur nos EUA. A verdade é que não há uma parte desta canção que não seja deliciosa. Assim que o primeiro refrão começa, a sua vontade de sair pulando, chutando coisas e gritando WOOHOO é incontrolável. Até tirando um sarro, o Blur fazia coisas boas.

It's not my problem... it's not my probleeeeeem... WOOHOO

Radiohead - Paranoid Android

Você pode não reconhecer a canção pelo nome, mas basta um minuto para entender por que esta música engloba tudo que é o britpop: um riff aparentemente inocente, que acaba explodindo no meio da música, um homem cantando em falsete, violinos dramáticos do nada e uma mistura de raiva e tristeza.

What's thaaaaaaaaaaaaat? 

Oasis - Live Forever

Como negar o talento de Noel Gallagher para compor músicas após ouvir o primeiro grande hit do Oasis? Um manifesto de uma geração um tanto egoísta, ambiciosa e urbana, com um solo de guitarra basicamente perfeito no final.  

Maybeeeee I don't really wanna know

Blur - Coffee and TV

Considerada por muitos o "canto do cisne" do britpop, a canção é um perfeito exemplo da sensibilidade que fez deste estilo musical algo único dentro do rock e do pop. E A CAIXINHA DE LEITE!!!

So we can start over agaaaaain

Pulp - Common People

Para os britânicos, o britpop era basicamente uma música para a classe média baixa e "Common People" representa muito bem esta crítica aos rhycos. A canção é sobre uma moça grega que Jarvis Cocker conheceu que disse querer viver como as "pessoas comuns". Juntando isso com o estilo mais ligado ao disco (o gênero) da banda, e o resultado é só maravilhoso.

I want to sleep with common people like you

Oasis - Champagne Supernova

Esta música foi uma tentativa extremamente bem-sucedida de imitar a fase psicodélica dos Beatles. Tanto que, mais de 20 anos depois, as plateias ainda sabem cantar cada verso nos shows do Noel. 

The world's still spinning around, we don't know whyyyyyy, why why why why

Blur - Parklife

Este deboche maravilhoso da classe média alta britânica lançou o Blur para o mundo e o britpop para o auge.

park-life

Radiohead - Fake Plastic Trees

Brasileiros se referem a esta canção como "música da AACD", porque a balada realmente fez você chorar naquele comercial. Não negue.

My fake plaaaaaaaaaastic love

Oasis - Wonderwall

Cada banda tem a "Anna Júlia" que merece. Apesar de não ser uma música que defina tudo que o Oasis foi, "Wonderwall" arrepia qualquer pelo do seu corpinho. A melodia é linda e grudenta e este é provavelmente o melhor vocal da vida do Liam. 

Blur - Girls and Boys

É TÃO DIVERTIDO! TÃO DIVERTIDO! O Blur pulando em uma tela verde com projeções de pessoas em um parque aquático atrás! É genial. Simplesmente genial.

Girls who want boys who like boys to be girls who do boys like they're girls who do girls like they're boys. Always should be someone you really loooooooove

The Verve - Bittersweet Symphony

Para muitos, esta é a canção mais icônica do britpop, o que é muito engraçado, já que o Verve é uma banda one-hit-wonder. De qualquer forma, impossível negar que acertaram na mosca. O "riff" dos instrumentos de corda (nem sei se isso é tecnicamente correto, mas vocês entenderam) é muito bom, assim como a letra, a batida, as intervenções da guitarra e o clipe. Os Gallaghers e Alburns da vida jamais admitirão, mas gostariam de ter escrito esta canção.

Oasis - Don't Look Back in Anger

Noel percebeu que talvez ele pudesse cantar algumas das músicas do Oasis para as pessoas lembrarem não só que ele existe, mas que ele é muito mais do que um mero guitarrista. A introdução copiada de "Imagine" e o refrão icônico fazem desta balada um hino eterno.

Qual é a sua favorita?

#music #britpop #musica #oasis  #blur #pulp #theverve #radiohead

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Equipe Storia Brasil