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Os “Erramos” mais engraçados de todos os tempos

BingeWatchMe
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Nesta terça-feira, a Folha de S. Paulo produziu mais um clássico da seção “Erramos”, na qual o jornal corrige informações (obviamente) erradas que publicou no dia anterior. Veja só:

Os “Erramos” mais engraçados de todos os tempos

Claramente um jornalista PETRALHA produziu esta matéria.

A seção Erramos é um absoluto terror para qualquer jornalista, que terá seu descuido eternizado, mas um absoluto presente para os leitores do veículo. É preciso tomar cuidado com cada detalhe, inclusive com suposições que você faz ao escrever uma legenda de foto.

Quando a notícia envolve palavrão, pode ser ainda mais constrangedor.

No acervo da Folha, percebemos que é necessário tirar os pensamentos sujos da mente antes de escrever uma matéria:

"No artigo 'A nova guerra civil', publicado à pág. 5-7 (Mais!) de 1°/10, onde se lê 'uma menina sexualmente retardada...', leia-se 'uma menina mentalmente retardada...';" (8.dez.95)

Tentar não dar umas indiretas involuntárias:

"Na nota 'Balão', da coluna Joyce Pascowitch, publicada à pág. 5-2 (Ilustrada) de 18/12, onde se lê 'bando Opportunity', leia-se 'banco Opportunity';" (21.dez.95)

Ter um conhecimento básico sobre a história mais reproduzida do mundo:

"Diferentemente do que foi publicado no texto 'Artistas 'periféricos' passam despercebidos', à pág. 5-3 da edição de ontem da Ilustrada, Jesus não foi enforcado, mas crucificado, e a frase 'No princípio era o Verbo' está no Novo, não no Velho Testamento." (7.dez.94)

E sobre o corpo humano:

"O quadro da edição de 9/1 de 'Ciência', referente à reportagem 'Viagra para mulher', à pág. 25 do caderno Mais!, indica erroneamente a vagina no local do ânus. No mesmo quadro, o testículo está incorretamente indicado no local do escroto." (14.mar.00) 

Este a seguir eu nem sei como a pessoa conseguiu elaborar:

"Em parte dos exemplares da Ilustrada da edição de 22/3, na pág. 6-1, sob o título 'Repercussão', o cineasta Rogério Sganzerla foi erroneamente identificado como sendo protagonista do filme 'Laranja Mecânica'". (27.mar.99)

O jornalista também deve prestar atenção na hora de escrever sobre a duração das coisas:

"A reunião do ministro Eliseu Resende com sua equipe durou quatro horas horas e não quatro anos, como foi publicado no caderno Brasil de 28/03." (30.mar.93) 

Neste vídeo, a própria Folha coloca Marcelo Tas, Barbara Gancia e Gregório Duvivier para ler algumas das pérolas e explicar por que os jornalistas às vezes cometem erros bobos.

Sim, o fechamento de um jornal é uma loucura e nem sempre dá tempo de revisar algo antes de publicar. Mas pelo menos nunca vimos algo deste tipo na Folha:

QUEM NUNCA?

(Rezando para não ter algum erro neste texto.)

#jornalismo #erramos #folha