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A evolução das tochas olímpicas: escolha a sua preferida

Daniel Akstein
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Daniel Akstein

Começou o revezamento mais importante da Olimpíada deste ano: o revezamento da tocha aqui no Brasil.

A evolução das tochas olímpicas: escolha a sua preferida

A chama olímpica chegou ao País na manhã desta terça-feira e foi a presidente Dilma quem acendeu a tocha em Brasília, passando o bastão para a jogadora de vôlei Fabiana, a primeira no revezamento. Agora, em 95 dias, a tocha passará por 327 cidades até ser acesa no Maracanã dia 5 de agosto.

Ao longo da história, a tocha passou por uma evolução notável. Mais simples, em Berlin, 1936, até chegar à modernidade atual, com uma tocha feita de alumínio reciclado, cheia de cores e que muda de tamanho: fechada quando está sem fogo, aumenta de tamanho quando a chama é colocada.

Cada sede desenha sua tocha de acordo com suas tradições. Na brasileira, podemos ver que os desenhos no objeto lembram o calçadão de Copacabana. Mas todas as outras têm também sua história.

A primeira tocha, de Berlim, é até agora a menorzinha já feita, com apenas 28 cm de altura e feita toda em aço inox. A de Londres, em 1948, já ganha uma divisão um pouquinho mais clara entre a chama e o local onde se segura. A de Helsinque, 1952, tem uma história interessante: apenas 22 foram fabricadas, e seu corpo foi feito de madeira:

A evolução das tochas olímpicas: escolha a sua preferida

Em 1956, temos a tocha australiana. Em 1960, a tocha de Roma trazia inspirações em monumentos clássicos. A do Japão, em 64, é uma das mais feias em minha opinião, apesar de a sobriedade dela ser proposital:

A evolução das tochas olímpicas: escolha a sua preferida

Em 1968, no México, o modelo também não era dos mais bonitos. Em Munique, 72, tivemos uma das tochas mais pesadas, toda em aço inoxidável. Já a de Montreal, 76, foi toda feita em alumínio:

A evolução das tochas olímpicas: escolha a sua preferida

Apesar da simplicidade, acho bacana o modelo da tocha de Moscou, 1980, na cor branca e com detalhe em dourado. Em 1984, em Los Angeles, a tocha trazia em seu topo a inscrição ‘Citius Altius Fortius’ (do latim: mais rápido, mais alto e mais forte). O topo da tocha de Seul, 88, também tem detalhes como dragões:

A evolução das tochas olímpicas: escolha a sua preferida

A parte superior da tocha de Barcelona, 1992, lembra a pira olímpica. A de Atlanta, 1996, é a mais pesada e alta (82cm) de toda história. Já a de Sidney, 2000, traz formas inspiradas na Opera House:

A evolução das tochas olímpicas: escolha a sua preferida

De volta a Atenas, em 2006, a tocha tem a simplicidade de uma folha de oliveira, símbolo de Olímpia. Em 2008, em Pequim, a tocha remete a um pergaminho. A de Londres, em 2012, traz 8 mil círculos perfurados em seu corpo, alusão aos condutores da tocha no Reino Unido:

A evolução das tochas olímpicas: escolha a sua preferida

Temos ainda a tocha olímpica do Rio, que abusa das cores e dos movimentos e é realmente bela. Com 19 tochas diferentes ao longo dos anos, qual é a sua preferida?

A evolução das tochas olímpicas: escolha a sua preferida

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