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'Brasil fez o melhor que podia', diz Phelps a Jimmy Fallon. E sobrou para Lochte

DeTudoUmPouco
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'Brasil fez o melhor que podia', diz Phelps a Jimmy Fallon. E sobrou para Lochte
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Michael Phelps continua determinado a manter sua barra limpa com o Brasil. O maior nadador (atleta?) da história elogiou os nossos esforços para realizar as Olimpíadas do Rio no programa de Jimmy Fallon e, obviamente, riu da situação ridícula em que seu colega, Ryan Lochte, se meteu.

Primeiramente, Fallon deu a Phelps uma versão grande de sua "cara de morte", feita logo antes da semifinal dos 200m borboleta contra Chad Le Clos. O nadador confessou que sabia na hora que sua expressão estava sendo captada pela câmera e que aquilo daria assunto.

Em seguida, Fallon pergunta como foi a experiência de Phelps no Brasil. Ele disse que as pessoas eram muito bacanas e que "eles fizeram o melhor que podiam". Difícil discordar. Quando o apresentador quis saber mais sobre a vida social na Olimpíada, Phelps deixou claro que foi da Vila para um hotel com a família e deixou o país após dois dias.

"Ao contrário de certas pessoas...", engatou Fallon, que se vestiu de Ryan Lochte para apresentar o prêmio de Melhor Clipe do Ano no VMA. O humorista ainda brincou que Lochte não o convidou para a noitada que acabou com seu falso testemunho e que Phelps poderia ter falado para ele onde estava o banheiro. #LOL

Além de ter vencido Lochte nas piscinas, Phelps claramente venceu seu compatriota em nossos corações.

#phelps #jimmyfallon #ryanlochte #lochtegate #swimming #rio2016 #olympics

Entenda como funcionam as categorias da natação e do atletismo nas Paralimpíadas

DeTudoUmPouco
há um ano61 visualizações
Entenda como funcionam as categorias da natação e do atletismo nas Paralimpíadas
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O assunto do momento agora é a contagem regressiva para os Jogos Paralímpicos do Rio, entre 7 e 18 de setembro. Como sabemos, o Brasil é uma potência no esporte paralímpico, mas nunca é fácil para o público geral entender como funciona a divisão dos atletas em categorias, especialmente na natação e no atletismo, os esportes mais “inclusivos” dos Jogos.

Vamos tentar entender, então? Comecemos pela natação:

O esporte da piscina divide os nadadores em 14 categorias. As de 1 a 10 são para atletas que têm limitações estritamente físicas (sem envolver visão ou deficiência intelectual). Quanto mais impactante for a limitação do nadador, menor é o número de sua categoria (esta é a informação principal deste texto inteiro).

A S1 reúne atletas que geralmente são tetraplégicos, usam cadeira de rodas e têm extrema dificuldade para comandar braços, pernas e o tronco. Por isso, precisam ser segurados na hora da largada. Mesmo assim, eles conseguem nadar. Veja a prova dos 50m costas de Londres:

Um resumo das outras:

S2: os nadadores geralmente só contam com os braços para nadar.

S3: atletas com amputações nos braços e pernas, que tenham movimento de braço razoável, mas não usam pernas e tronco, e nadadores com graves problemas de coordenação nos quatro membros.

S4: conseguem usar braços, mas não tronco e pernas e nadadores com amputações em três membros.

S5: a classe do Daniel Dias! Nadadores com baixa estatura e uma limitação adicional, com perda de controle de um lado do corpo ou com paraplegia completa. No caso do Daniel, ele teve má formação congênita dos dois braços e da perna direita. Veja um dos SETE ouros dele em Londres:

S6: nadadores com baixa estatura ou amputações nos dois braços, ou problemas de coordenação moderados em um lado do corpo.

S7: nadadores que tenham amputação de uma perna e um braço em lados opostos, ou paralisia de um braço e de uma perna do mesmo lado. Atletas com controle completo de braços e tronco, além de algum movimento de perna podem competir nesta classe.

S8: nadadores que têm amputação em um braço, além de atletas com limitações significativas nos quadris, no joelho e nas juntas do tornozelo.

S9: nadadores com limitações nas juntas de uma perna ou com dupla amputação de perna abaixo dos joelhos.

S10: a classe do André Brasil. Estes nadadores têm limitações “mínimas”, como perda de uma mão ou restrição em um quadril. O brasileiro, quatro vezes campeão paralímpico e duas vezes recordista mundial, teve paralisia infantil (que ele pegou por reação à vacina) e por isso têm a perna esquerda extremamente fina e o pé menor, com restrição de movimento. Veja Brasil batendo o recorde mundial dos 50m livre em Londres:

As categorias de S11 a S13 são para deficientes visuais e seguem o padrão “quanto menor o número, maior a limitação”. Ou seja, os atletas da S11 são quase ou totalmente cegos.

Já a categoria S14 é para nadadores com deficiências intelectuais. Geralmente têm problemas de memória e para reconhecer padrões e sequências, além de poderem ter um tempo de reação mais lento. Seus índices de QI são costumeiramente iguais ou menores do que 75 (a média mundial é 100) e eles encontram dificuldades para lidar com áreas como cuidados pessoais, comunicação e aprendizado.

Mas, calma, ainda não acabamos com a natação! A classificação de um mesmo atleta para nado livre, costas e borboleta (S) pode ser diferente da categoria dele no nado peito (SB), porque este nado especificamente exige muito das mãos e do quadril. Para o medley (SM), uma fórmula é usada para determinar a categoria: 3xS + SB/4, exceto os nadadores das S1 a S4, cujo medley é formado por três nados. Para estes, a fórmula é 2S + SB/3.

Compreendido? Acho que agora vai ser mais fácil entender o esquema do atletismo:

Todos os atletas são divididos em T (track = provas de pista) e F (field = provas de campo). Quem possui deficiência visual, assim como na natação, fica entre as categorias 11 e 13.

A Terezinha Guilhermina, dona de três ouros paralímpicos, é da categoria T11:

Já os atletas com deficiências intelectuais são T20/F20. Eles disputam salto em distância, arremesso de peso, 400m e 1500m.

Atletas das classes F31 e T32/F32 a T38/F38 têm dificuldade para controlar movimentos, geralmente por conta de paralisia infantil ou lesão cerebral séria. Novamente, quanto menor o número da categoria, maior a limitação. Os atletas de 31 a 34 competem sentados em uma cadeira de rodas, enquanto os de 35 a 38 competem em pé.

As categorias T/F 40 e 41 são de atletas com baixa estatura. Além da altura em si, é levada em conta a proporcionalidade dos membros superiores.

Entre 42 e 47 estão os atletas com amputações ou membros com má formação. Os atletas com pernas afetadas estão entre 42 e 44 e os com braços afetados ficam entre 45 e 47, dependendo se a amputação é abaixo do cotovelo ou não. Todos entre 42 e 47 competem em pé, usando prótese quando necessário. Foi na categoria T44 que Alan Fonteles tombou o favorito (e agora assassino) Oscar Pistorius em Londres:

Os atletas das categorias 51 a 57 (nas provas de pista, temos somente categorias 51 a 54) competem sentados, por falta de potência muscular, restrição de movimentos, deficiência de membros ou diferença de tamanho de pernas. Nas classes T51 e T52, os atletas não controlam o tronco e têm limitações nos braços. Já os da T53 têm mais controle sobre os membros superiores. Os da T54 têm movimentos parciais ou totais nos braços e podem ter algum movimento nas pernas.

Para os eventos de campo, as classes F51 a F53 têm atletas geralmente tetraplégicos, com funções limitadas nos ombros, braços e mãos e geralmente nenhum movimento no tronco ou nas pernas. Os da F54 costumam controlar os membros superiores. Quanto maior o movimento de tronco, pernas e quadril, maior a categoria do atleta. Alguns da F57 conseguem ficar em pé e andar, com ou sem ajuda de aparelhos, mas com limitações.

As outras modalidades também têm suas classificações, mas costumam ter uma variedade menor de limitações. O tênis é disputado só por cadeirantes e o judô só por deficientes visuais, por exemplo. Ainda faltam duas semanas para você estar por dentro da Paralimpíada!

#rio2016 #paralympicgames 

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Equipe Storia Brasil