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11 erros de português cometidos a todo momento na internet

DeTudoUmPouco
há 7 meses10 visualizações
11 erros de português cometidos a todo momento na internet
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Eu não estou aqui para julgar ninguém. A língua portuguesa é realmente bem complexa e o nosso sistema de educação é, digamos, uma porcaria. O resultado é uma população que vive em constante dúvida sobre como se expressar. Na era das redes sociais, em que todo mundo virou produtor de conteúdo, este tipo de erro fica cada vez mais em evidência. Então vamos repassar os mais comuns. Talvez você descubra algo que não sabia!

1. Escrever "porque" no lugar de "por que" só porque (rs) a frase não tem ponto de interrogação.

Esta eu coloco um pouco na conta das aulas ruins de gramática, que em grande parte simplificam a diferença de por que e porque desta forma: o primeiro é usado em perguntas e o segundo em respostas. Não é bem assim. O separado é a junção da preposição por com o pronome interrogativo ou indefinido que, e você pode substitui-lo por por qual motivo na frase. Veja só:

Eu não sei por que sempre faço papel de trouxa.

Eu não sei por qual motivo sempre faço papel de trouxa.

Não é uma pergunta e se usa por que. Já o porque é uma conjunção causal ou explicativa e você pode substitui-la por pois, uma vez que ou para que:

Você faz papel de trouxa porque quer.

Você faz papel de trouxa pois quer.

Achou a explicação confusa? Então vou entregar um truque para quem fala inglês: sempre que você estiver em dúvida, traduza a frase para o inglês e veja se você está usando why ou because. Why = por que e because = porque.

2. Evitar o por quê.

Por algum motivo, todo mundo sempre lembra que o porquê é o substantivo da turma e gosta de usá-lo. Já o por quê é sempre ignorado. Mas ele é necessário e importante. Tem a mesma função do por que, mas precisa de acento circunflexo quando está antes de algum tipo de pontuação:

Ninguém me dá um emprego e eu queria saber por quê.

3. Ver crase onde não tem.

Uma grande confusão que a galera sempre faz é achar que crase é questão de acentuação. Não é. As pessoas têm dificuldade de compreender quando ela existe porque não entendem muito de morfologia (saber quando o a é um artigo ou preposição) e de regência (saber quando o verbo ou nome demanda a preposição a). 

Crase é a junção do artigo a com a preposição a, que juntas formam o à (com o acento grave). Não tem muito segredo. Um truque velho é imaginar a mesma frase no masculino e ver se aparece o ao. Exemplo:

Estou à disposição.

Estou ao seu dispor.

4. Confundir mau e mal.

Mais um problema que seria rapidamente eliminado se a gente levasse as aulas de classificação das palavras a sério. Mau é um adjetivo, ou seja, uma característica, assim como bom, seu antônimo. Mal, por sua vez, é na maioria das vezes um advérbio, ou seja, refere-se ao modo de alguém/algo. Você não diria que o sofá que você comprou é um "bem sofá". Você diz que é um bom sofá. Então lembremos do truque fácil de pensar no contrário:

Mal é oposto de bem. (advérbios, modo)

Mau é oposto de bom. (adjetivos, característica)

5. Colocar hífen em todas as palavras compostas por justaposição.

A gente gosta de colocar hífen em todos os lugares porque fica mais bonitinho e fácil de ler. Tendemos a cometer este erro principalmente quando a primeira palavra termina com vogal. Mas não podemos fazer isso, a não ser que a palavra seguinte comece com a mesma vogal ou com H. Ou seja, as palavras semianalfabeto, autoajuda, autoestima, autoescola e afins (chegaremos ao afim mais tarde) não têm hífen. E micro-ondas tem. Lidemos com isso.

6. Trocar eu por mim e vice-versa.

Sim, o famoso "pra mim fazer". Está errado mesmo, porque o sujeito da oração é sempre eu, ou, como diz a galera, "mim não faz nada". Mas este erro também acontece ao contrário. Exemplo:

Ainda existe amor entre mim e você.

Sim, você provavelmente diria entre eu e você e estaria errado. O pronome oblíquo mim tem uma função na nossa língua e não podemos evitá-lo pelo medo do "pra mim fazer". Outro exemplo:

Para mim, é importante não dar CTRL C - CTRL V no tweet dos outros.

O mim está juntinho do para e a frase está correta, porque o sujeito da frase são as crianças.

7. Conjugar o verbo haver (no sentido de existir) no plural.

Você pode achar esta regra sem pé nem cabeça, mas ela existe. Haver no mesmo sentido de existir é um verbo impessoal e não vai para o plural. Ou seja:

Houve muitas mortes desnecessárias na última temporada de The Walking Dead.

Mas, se o verbo haver for auxiliar de outro com sentido de ter, ele varia:

Vários telespectadores haviam assistido ao episódio de Game of Thrones simultaneamente aos EUA.

8. Escrever a fim quando a ideia é de finalidade.

Este erro virou praticamente uma epidemia. Vamos lá: a fim significa uma coisa, e afim significa outra completamente diferente. 

A fim: locução prepositiva, com ideia de finalidade ou intenção. Ou seja, você está a fim de alguém, a fim de sair à noite, a fim de dormir 12 horas seguidas etc.

Afim: adjetivo ou substantivo, com ideia de similaridade e afinidade (HÁ!). Resgatando a frase que eu escrevi lá em cima:

As palavras semianalfabeto, autoajuda, autoestima, autoescola e afins não têm hífen.

9. Escrever em anexo ao invés de anexo(s).

Pois é, pessoal. Anexo é um adjetivo! Seu currículo não está "em anexo" (nem faz sentido esta construção, porque, se a ideia fosse de lugar, "no anexo" cairia muito melhor), ele está simplesmente anexo. E, como todo adjetivo, ele flexiona em gênero e número:

As fotos estão anexas.

10. Confundir sessão e seção.

Não tem segredo: sessão é algo que acontece em um intervalo de tempo (de cinema, esportiva) e seção é um espaço físico ou não (de um site, de uma loja, de uma cidade).

11. Escrever paralização.

É compreensível, porque muitos substantivos que terminam com ção vêm com um za logo antes. Mas o verbo é paralisar e o substantivo é paralisação.

É isso! Vamos valorizar nossa língua, porque ela é incrível, e ajudar todo mundo a se comunicar da melhor forma possível!

E se você achar algum erro neste texto, fique à vontade para corrigir! :)

Os melhores escritores que foram ignorados pelo Prêmio Nobel

DeTudoUmPouco
há um ano13 visualizações
Os melhores escritores que foram ignorados pelo Prêmio Nobel
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O Prêmio Nobel decidiu OUSAR e premiou o cantor Bob Dylan na categoria Literatura neste ano. Não estou aqui para questionar a decisão, já que canções são compostas por poemas, além de melodias (apesar de ser difícil separar uma da outra, né?), mas para relembrar alguns grandes autores que foram esnobados pela academia sueca:

Liev Tolstói

O escritor russo de "Guerra e Paz" chegou a ser cogitado nas primeiras edições do Nobel de Literatura, em 1901 e 1902, mas não ganhou. De forma nada surpreendente, ele até comemorou: "Fiquei muito feliz de saber que o Prêmio Nobel não foi dado a mim. Isso me livrou do grande problema de como usar este dinheiro. Estou certo de que este dinheiro só pode trazer o mal".

James Joyce

Sim, o autor de um dos livros mais marcantes do século XX, "Ulisses", além de ser um dos pioneiros da literatura modernista, não venceu o Nobel. Porém, o irlandês acabou influenciando escritores que receberam o prêmio posteriormente, como Samuel Beckett.

Os melhores escritores que foram ignorados pelo Prêmio Nobel

Jorge Luis Borges

Um dos grandes nomes da história da literatura latino-americana também nunca foi agraciado com um Nobel. O poeta, contista e ensaísta argentino tinha posições políticas mais conservadoras, contra movimentos populistas (alô, peronismo) e apoiando discretamente os generais que tomaram a América Latina no meio do século XX. A academia sueca deixava bem claro que isso prejudicava suas chances. Mesmo admitindo depois que os militares causaram danos irreparáveis à região, Borges não conseguiu recuperar sua imagem a ponto de conquistar o prêmio.

Virginia Woolf

Provavelmente a autora mulher mais reconhecida da história, a britânica, que escreveu "Mrs. Dalloway", nunca teve a chance de ganhar o Nobel. Só 14 mulheres venceram o prêmio na categoria Literatura até hoje, a última sendo a canadense Alice Munro em 2013.

Chinua Achebe

Nome mais prestigiado da literatura africana, o nigeriano marcou época com a obra "O Mundo se Despedaça". Sabemos que o Nobel é um prêmio bem eurocêntrico, não é mesmo? Até os americanos reclamam.

Marcel Proust

Você vai encontrar Proust na grande maioria das listas de maiores autores de todos os tempos, mas não na lista de vencedores do Nobel. O francês, que deu "Em Busca do Tempo Perdido" ao planeta, era considerado muito experimental.

Philip Roth

Único desta lista que ainda vive, o norte-americano ganhou basicamente todos os prêmios que um escritor pode ganhar, exceto o Nobel. Nem livros como "O Complexo de Portnoy" ou "Pastoral Americana" comoveram os suecos. Espero que, pelo menos, ele goste de escutar Bob Dylan.

#literatura #livros #books #nobelprize 

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DeTudoUmPouco
Equipe Storia Brasil