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7 romances icônicos e os drinks com os quais você deve combiná-los

DeTudoUmPouco
há 7 meses60 visualizações

Tradução do texto original de Kate Jackson Sabelhaus.

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7 romances icônicos e os drinks com os quais você deve combiná-los

A presença do álcool na ficção não pode ser subestimada. Romancistas de Atwood a Steinbeck usaram há tempos a "goró" como um símbolo literário. Considere as cenas altinhas de Fitzgerald sobre os anos 20 - as festas de Gatsby eram tanto sobre rebelião social quanto sobre uma afeição particular pelo gosto do gim. Então, na próxima vez que um personagem pedir um Dark 'N' Stormy, esteja alerta, porque pode ser o sinal de uma intensa bebedeira.

Esta lista de combinações de livros e drinks foi criada para você, se sua ideia de diversão inclui se perder em uma narrativa sobre um herói trágico. Agora tire seu mixer de drinks do armário, coloque sua calça moletom favorita e mergulhe no seu cantinho da leitura, porque a festa vai começar!

1. “O Grande Gatsby” de F. Scott Fitzgerald

7 romances icônicos e os drinks com os quais você deve combiná-los

No capítulo sete de "O Grande Gatsby", as coisas começam a esquentar. É o dia mais quente do verão, quando a suspeita de Tom Buchanan de que Daisy está tendo um caso com Gatsby se confirma, e nada vai acalmá-lo, nem os gelados gin rickeys que ele preparou na suíte deles no Plaza Hotel.

Faça seu próprio gin rickey enquanto lê este clássico sobre a ambição norte-americana e você será transportado para os anos 20 em Manhattan com toda a sua glória.

Gin Rickey

1 ½ Partes de Gim

⅔ Parte de Suco de Limão

⅔ Parte de Xarope simples

Água com gás

1 Pedaço de Limão

Encher uma coqueteleira com cubos de gelo. Adicionar gim, suco de limão e xarope simples. Agitar e coar em um copo alto cheio de cubos de gelo. Completar com água com gás. Decorar com limão. (Fonte: Absolut)

"O Sol é Para Todos" de Harper Lee

7 romances icônicos e os drinks com os quais você deve combiná-los

A trama de Harper Lee sobre a busca de um advogado por justiça em uma cidade sulista repleta de preconceito é bem sóbria. Tanto, que um drink iria bem enquanto você a lê. Eis um brinde para Tom Robinson, o mockingbird de Maycomb, que passou seus últimos dias em uma prisão (slammer) de Alabama.

Alabama Slammer

1 Parte de Vodka

2 Partes de Suco de laranja

Encher uma coqueteleira com cubos de gelo. Adicionar todos os ingredientes. Agitar e coar em uma taça de coquetel. (Fonte: Absolut)

"As Vinhas da Ira" de John Steinbeck

7 romances icônicos e os drinks com os quais você deve combiná-los

Considerado um dos grandes romances americanos, "As Vinhas da Ira" coloca seus leitores ao lado da família Joad em sua busca por trabalho e dignidade durante a Grande Depressão. Durante o livro, a fruta é um símbolo importante, dando aos leitores modernos a referência dos prazeres mais simples da vida: maçãs, laranjas e o doce néctar que chamamos de vinho. Desfrute da beleza da natureza e faça uma jarra de sangria - sua apreciação deste drink frutífero vai crescer a cada página que você virar. 

Red Sangria

2 unidades de maçã argentina picadas

1 unidade de abacaxi pérola picado sem o miolo 

700 gramas de uva-itália sem sementes (cacho grande) 

1/2 copo de suco de laranja natural 

1 garrafa de vinho tinto 5 unidades de cravo-da-índia (ou cravinho) 

2 paus de canela 

1 lata de refrigerante sabor limão 

1/4 xícara (chá) de licor de laranja

açúcar refinado a gosto 

cubos de gelo picados a gosto

Coloque as maçãs, o abacaxi, as uvas e o açúcar numa jarra grande de vidro ou em um recipiente com concha. Adicione o suco de laranja, o vinho, os cravos, os paus de canela, o refrigerante e o licor. (Fonte: Rita Lobo)

4. "Orgulho e Preconceito" de Jane Austen

7 romances icônicos e os drinks com os quais você deve combiná-los

Assim como em muitos romances da Jane Austen, casamento e riqueza são temas recorrentes em "Orgulho e Preconceito". Acompanhamos as repercussões de um encontro inusitado entre Sr. e Sra. Bennet, 22 anos depois. Sem um irmão para herdar a propriedade do pai, as cinco irmãs Bennet estão desesperadas para encontrar um "homem solteiro que possua uma grande fortuna". As leitoras hoje podem rir da tolice das personagens de Austen enquanto passam para a esquerda em seus apps de paquera, mas algumas coisas ainda não mudaram, como a tradição de um café da tarde e o poder de cura de um conselho valioso de uma grande amiga.

Faça um favor a você mesmo e planeje uma leitura em grupo deste clássico (sotaque britânico é opcional). Sirva a seus convidados um chá earl grey, mas batizado.

Earl Grey Martini

1 colherada de folhinhas de Earl Grey (pode abrir o saquinho do chá e pronto, se quiser)

1.5 dose de gin (ou 2, depende do gosto do freguês)

1 toque de vermouth

1.5 suco de limão

Açúcar branco e casca de limão para decorar

Misture as folhas do chá com o gin num copinho e deixe descansar por duas horas. Prepare os copos de martini passando as bordas no açúcar e com a casca de limão no centro. Misture a infusão de gin, o suco de limão e o leve toque de vermouth numa coqueteleira com gelo e chacoalhe! (Fonte: Mari Campos)

"O Apanhador no Campo de Centeio" de J.D. Salinger

7 romances icônicos e os drinks com os quais você deve combiná-los

Não importa o que faça, não beba um Tom Collins enquanto estiver lendo "O Apanhador no Campo de Centeio", pelo amor de Deus. Holden Caulfied te chamaria de hipócrita, que nem chamou aquele turista simples no Hotel Edmont, porque pedir uma bebida de verão fora de época é horrível, claro. Ao invés disso, opte por um drink clássico como uísque e com água com gás. Garanta que o uísque seja feito de centeio maltado e você está no caminho para ser o apanhador de centeio - herói de crianças e cínicos.

Highball clássico 

1 ½ Partes de Uísque de centeio

Água com gás

Encher um copo alto com cubos de gelo. Adicionar uísque de centeio. Completar com água com gás. (Fonte: Absolut)

6. "Cassino Royale" de Ian Fleming

7 romances icônicos e os drinks com os quais você deve combiná-los

O romance de Ian Fleming de 1953 "Cassino Royale" introduziu o Agente Internacional 007 ao mundo, estabelecendo o cenário para mais 11 livros sobre Bond e um apetite para diálogos com duplo sentido:

Fatima Blush: "Que descuidada eu! Fiz você ficar todo molhado."

James Bond: "Sim, mas meu martini ainda está seco. Meu nome é James."

O que nos traz ao Vesper Martini, mencionado primeiramente nas páginas de "Cassino Royale", quando Bond pergunta pelas "três medidas do Gordon's, uma de vodka, metade de Kina Lillet. Chacoalhe bem até ficar muito gelado e então adicione uma fatia fina de casca de limão.

Agora você também pode exercitar este tipo especial de civilidade brutal ao preparar o drink que é assinatura de Bond.

Vesper Martini

1 ½ Partes de Gim (velho Tom)

½ Parte de vodka

¼ Parte de Lillet Blanc

1 Casca em espiral de limão

Encher uma coqueteleira com cubos de gelo. Adicionar todos os ingredientes. Agitar e coar em uma taça de coquetel. Decorar com limão. (Fonte: Absolut)

"O Conto da Aia", de Margaret Atwood

7 romances icônicos e os drinks com os quais você deve combiná-los

Na estória distópica de Margaret Atwood, as empregadas domésticas são as pessoas que criam bebês, então o álcool está fora das regras. As "jezebéis" podiam beber enquanto faziam seus turnos nos bordéis permitidos, mas seja solidário e abstenha-se de beber enquanto estiver lendo este livro. Ou melhor, ofereça uma taça à Offred da sua vida.

#drinks #livros #books 

11 erros de português cometidos a todo momento na internet

DeTudoUmPouco
há 7 meses10 visualizações
11 erros de português cometidos a todo momento na internet
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Eu não estou aqui para julgar ninguém. A língua portuguesa é realmente bem complexa e o nosso sistema de educação é, digamos, uma porcaria. O resultado é uma população que vive em constante dúvida sobre como se expressar. Na era das redes sociais, em que todo mundo virou produtor de conteúdo, este tipo de erro fica cada vez mais em evidência. Então vamos repassar os mais comuns. Talvez você descubra algo que não sabia!

1. Escrever "porque" no lugar de "por que" só porque (rs) a frase não tem ponto de interrogação.

Esta eu coloco um pouco na conta das aulas ruins de gramática, que em grande parte simplificam a diferença de por que e porque desta forma: o primeiro é usado em perguntas e o segundo em respostas. Não é bem assim. O separado é a junção da preposição por com o pronome interrogativo ou indefinido que, e você pode substitui-lo por por qual motivo na frase. Veja só:

Eu não sei por que sempre faço papel de trouxa.

Eu não sei por qual motivo sempre faço papel de trouxa.

Não é uma pergunta e se usa por que. Já o porque é uma conjunção causal ou explicativa e você pode substitui-la por pois, uma vez que ou para que:

Você faz papel de trouxa porque quer.

Você faz papel de trouxa pois quer.

Achou a explicação confusa? Então vou entregar um truque para quem fala inglês: sempre que você estiver em dúvida, traduza a frase para o inglês e veja se você está usando why ou because. Why = por que e because = porque.

2. Evitar o por quê.

Por algum motivo, todo mundo sempre lembra que o porquê é o substantivo da turma e gosta de usá-lo. Já o por quê é sempre ignorado. Mas ele é necessário e importante. Tem a mesma função do por que, mas precisa de acento circunflexo quando está antes de algum tipo de pontuação:

Ninguém me dá um emprego e eu queria saber por quê.

3. Ver crase onde não tem.

Uma grande confusão que a galera sempre faz é achar que crase é questão de acentuação. Não é. As pessoas têm dificuldade de compreender quando ela existe porque não entendem muito de morfologia (saber quando o a é um artigo ou preposição) e de regência (saber quando o verbo ou nome demanda a preposição a). 

Crase é a junção do artigo a com a preposição a, que juntas formam o à (com o acento grave). Não tem muito segredo. Um truque velho é imaginar a mesma frase no masculino e ver se aparece o ao. Exemplo:

Estou à disposição.

Estou ao seu dispor.

4. Confundir mau e mal.

Mais um problema que seria rapidamente eliminado se a gente levasse as aulas de classificação das palavras a sério. Mau é um adjetivo, ou seja, uma característica, assim como bom, seu antônimo. Mal, por sua vez, é na maioria das vezes um advérbio, ou seja, refere-se ao modo de alguém/algo. Você não diria que o sofá que você comprou é um "bem sofá". Você diz que é um bom sofá. Então lembremos do truque fácil de pensar no contrário:

Mal é oposto de bem. (advérbios, modo)

Mau é oposto de bom. (adjetivos, característica)

5. Colocar hífen em todas as palavras compostas por justaposição.

A gente gosta de colocar hífen em todos os lugares porque fica mais bonitinho e fácil de ler. Tendemos a cometer este erro principalmente quando a primeira palavra termina com vogal. Mas não podemos fazer isso, a não ser que a palavra seguinte comece com a mesma vogal ou com H. Ou seja, as palavras semianalfabeto, autoajuda, autoestima, autoescola e afins (chegaremos ao afim mais tarde) não têm hífen. E micro-ondas tem. Lidemos com isso.

6. Trocar eu por mim e vice-versa.

Sim, o famoso "pra mim fazer". Está errado mesmo, porque o sujeito da oração é sempre eu, ou, como diz a galera, "mim não faz nada". Mas este erro também acontece ao contrário. Exemplo:

Ainda existe amor entre mim e você.

Sim, você provavelmente diria entre eu e você e estaria errado. O pronome oblíquo mim tem uma função na nossa língua e não podemos evitá-lo pelo medo do "pra mim fazer". Outro exemplo:

Para mim, é importante não dar CTRL C - CTRL V no tweet dos outros.

O mim está juntinho do para e a frase está correta, porque o sujeito da frase são as crianças.

7. Conjugar o verbo haver (no sentido de existir) no plural.

Você pode achar esta regra sem pé nem cabeça, mas ela existe. Haver no mesmo sentido de existir é um verbo impessoal e não vai para o plural. Ou seja:

Houve muitas mortes desnecessárias na última temporada de The Walking Dead.

Mas, se o verbo haver for auxiliar de outro com sentido de ter, ele varia:

Vários telespectadores haviam assistido ao episódio de Game of Thrones simultaneamente aos EUA.

8. Escrever a fim quando a ideia é de finalidade.

Este erro virou praticamente uma epidemia. Vamos lá: a fim significa uma coisa, e afim significa outra completamente diferente. 

A fim: locução prepositiva, com ideia de finalidade ou intenção. Ou seja, você está a fim de alguém, a fim de sair à noite, a fim de dormir 12 horas seguidas etc.

Afim: adjetivo ou substantivo, com ideia de similaridade e afinidade (HÁ!). Resgatando a frase que eu escrevi lá em cima:

As palavras semianalfabeto, autoajuda, autoestima, autoescola e afins não têm hífen.

9. Escrever em anexo ao invés de anexo(s).

Pois é, pessoal. Anexo é um adjetivo! Seu currículo não está "em anexo" (nem faz sentido esta construção, porque, se a ideia fosse de lugar, "no anexo" cairia muito melhor), ele está simplesmente anexo. E, como todo adjetivo, ele flexiona em gênero e número:

As fotos estão anexas.

10. Confundir sessão e seção.

Não tem segredo: sessão é algo que acontece em um intervalo de tempo (de cinema, esportiva) e seção é um espaço físico ou não (de um site, de uma loja, de uma cidade).

11. Escrever paralização.

É compreensível, porque muitos substantivos que terminam com ção vêm com um za logo antes. Mas o verbo é paralisar e o substantivo é paralisação.

É isso! Vamos valorizar nossa língua, porque ela é incrível, e ajudar todo mundo a se comunicar da melhor forma possível!

E se você achar algum erro neste texto, fique à vontade para corrigir! :)

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Equipe Storia Brasil