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Cinco maneiras de elogiar mulheres sem ser um idiota

DeTudoUmPouco
há um ano42 visualizações

Não é tão difícil!

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Cinco maneiras de elogiar mulheres sem ser um idiota

Em um acontecimento absolutamente inédito na história da humanidade, um homem poderoso achou que a maneira mais adequada de elogiar duas profissionais era destacando a beleza das mesmas. O homo sapiens do sexo masculino em questão foi Marcelo Crivella, candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, e as senhoras eram as jornalistas Mariana Godoy e Amanda Klein, mediadoras do debate da Rede TV. 

Godoy, que tem se revelado uma grande lacradora, resolveu dar um tchauzinho de miss como despedida para deixar o seu recado. 

Recado: nós não somos só um acessório bonitinho aqui, mané.

A gente ainda se sente um pouco professora do Jardim I ao precisar explicar essas coisas em outubro de 2016 (momento da história do mundo em que ainda existem concursos de miss, aliás), mas vamos lá: por que é tão difícil para tanta gente ver algo positivo em uma mulher que não tenha a ver com a sua aparência? 

Se alguém pedisse para o Crivella trocar o "Com certeza, a beleza de vocês encantou os telespectadores e a todos" por outra frase, o cérebro dele provavelmente daria tilt. Ou só substituiria beleza por graça, elegância, classe ou algo do tipo.

Por isso, venho por meio desta mostrar cinco métodos que você, homem, pode utilizar para elogiar a sua irmã, mãe, colega, amiga, namorada ou whatever, quando ela fizer um bom trabalho.

Maneira 1: "Parabéns pelo ótimo trabalho!"

Olha só como é simples! Basta... reconhecer o bom trabalho da pessoa!

Maneira 2: "Você é muito competente!"

Use quando a mulher em questão fizer ótimos trabalhos de forma constante.

Maneira 3: "Eu não deveria ter te subestimado. Desculpa!"

Quando você conhece uma profissional mulher, não espera muito dela, e depois vê que olha, ela tem um cérebro funcional e é tão boa ou melhor quanto os homens da equipe.

Maneira 4: "Sempre admirei o seu trabalho".

E pare por aí. Não acrescente nada. 

Maneira 5: "Tomara que a gente possa ver cada vez mais mulheres ocupando posições de destaque, como você".

Você também pode fazer um elogio e ao mesmo tempo comentar a desigualdade geral. Olha só!

Mas, caso você queria continuar se achando no direito de ELOGIAR A BELEZA DE UMA MULHER com a qual você não tem intimidade, viva com este tchauzinho de miss.

#marianagodoy #crivella #rio #mulheres #women #machismo #sexism

Angelina e Brad ensinaram o mundo como lidar com uma filha que desafia gêneros

BingeWatchMe
há um ano46 visualizações
Angelina e Brad ensinaram o mundo como lidar com uma filha que desafia gêneros
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A discussão sobre a existência ou não dos gêneros ainda é bem tímida na sociedade e de certa forma ainda restrita à vertente mais radical do feminismo. Mas uma das filhas do casal mais famoso do mundo fez com que muita gente abrisse um pouco a cabeça: Shiloh Jolie-Pitt sempre quis se vestir "como um menino".

Desde pequena, ela apareceu com cortes de cabelo curtos, calças, cores escuras, camisetas largas e nunca usou um vestido. Muita gente dizia que Jolie (a responsabilidade é só da mãe, sempre, pfff) forçava Shiloh a ser transgênero. A atriz se defendia dizendo que apenas aceitava o que a filha pedia.

Quando Shiloh tinha oito anos, Pitt e Jolie revelaram que ela gostava de ser chamada de John e se achava "um dos irmãos". Nos últimos anos, o casal não tem falado muito sobre seus filhos, mas se sabe que ela aceita ser chamada de Shiloh novamente.

A conversa mais rasa sobre o assunto puxa pelo lado de que Shiloh queria ser um menino. Mas aí vem a pergunta: o que é ser um menino? É vestir um determinado tipo de roupa? É preferir tal corte de cabelo? É não gostar de vestidos rosas? E aí entramos em um território mais complexo.

A conversa difícil

Esta é uma discussão extremamente delicada, porque muitas vezes antagoniza o feminismo radical e as pessoas trans. O primeiro grupo acredita que os gêneros são uma construção social para reprimir mulheres, fazendo com que elas sintam que têm a obrigação de parecerem bonecas e cuidarem da casa e dos filhos, porque têm "talento natural" para isso. O que define uma mulher, para elas, é ter nascido com o aparelho reprodutor feminino e, por isso, ter passado por diversos tipos de repressão durante a criação e depois. 

Uma parte (não estou generalizando!) do feminismo radical não entende como alguém pode se identificar como mulher, se o "sentimento feminino" não existe de fato. Elas argumentam que alguém que nasceu com um pênis não passou pela mesma repressão que alguém nascido e criado com uma vagina. Ou seja, que as mulheres trans têm uma pauta de reivindicações diferente da das mulheres (direito a aborto, por exemplo), por não terem passado pelas mesmas experiências anteriormente.

As pessoas trans, por outro lado, dizem que este questionamento é um desrespeito à angústia e ao sentimento deles de não pertencer ao próprio corpo. Diminuir todo o trauma (e repressão) que uma pessoa trans passa a "vontade de ter peitos e usar vestido e maquiagem" é leviano e um tipo de transfobia.

Voltando a Shiloh

No caso da filha mais velha de Jolie e Pitt, as pessoas em geral já tiraram a conclusão precipitada de que ela seria um garoto trans. Mas, quem sabe, Shiloh é apenas uma garota que não se identifica com o que é definido como "feminino"? E, por isso, achava que era um menino, já que não via nenhuma menina como ela?

Agora, com 10 anos, é possível que Shiloh entenda que ela não precisa ser um menino para ser ela mesma. Ou, talvez, ela realmente seja um menino trans, mas precisará amadurecer bastante para entender o que isso significa.

O principal é que Jolie e Pitt deram uma verdadeira aula ao mundo de como lidar com esta complexa situação: simplesmente deixaram Shiloh (e John, por um momento) ser o que quisesse. Independentemente do gênero, esta é uma lição valiosa para qualquer casal.

#angelinajolie #bradpitt #shiloh #trans #gender #genero

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