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12 descobertas chocantes do julgamento que baniu Sharapova por dois anos

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12 descobertas chocantes do julgamento que baniu Sharapova por dois anos
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Finalmente saiu o tempo de suspensão de Maria Sharapova: dois anos, pela substância meldonium presente em sua amostra de urina durante o jogo de quartas de final do Australian Open deste ano. A russa, obviamente, recorrerá ao Tribunal Arbitral do Esporte, mas dificilmente conseguirá diminuir a pena para menos de um ano.

Como de costume, a Federação Internacional de Tênis (ITF) publicou em seu site a “sentença” completa, detalhando as provas da acusação e os argumentos da defesa. O documento traz descobertas surpreendentes e faz com que novas perguntas apareçam. Eis os fatos que sabemos hoje:

Sharapova também testou positivo em outro torneio

Além da amostra adquirida no Australian Open, Sharapova testou positivo para meldonium durante o confronto da Fed Cup entre Rússia e Holanda em Moscou, no qual ela ficou apenas no banco. A ITF considerou as duas ofensas como uma só no julgamento.

Meldonium foi encontrado em cinco testes de Sharapova em 2015

Como sabemos, o meldonium foi adicionado à lista de substâncias proibidas neste ano porque foi encontrado em muitas amostras de atletas nos anos anteriores e a WADA acredita que ela melhora a performance. Em 2015, 24 amostras de tenistas tinham meldonium e cinco delas eram de Sharapova (em Wimbledon, WTA Finals e final da Fed Cup). No entanto, a ITF alega que só soube destes resultados em março de 2016, quando a russa já havia sido “pega” em janeiro, e não poderia tê-la avisado com maior veemência em relação a outros tenistas.

Sharapova tomou meldonium antes de todos os jogos do Australian Open

A russa admitiu que ingeriu a substância antes das cinco partidas que disputou em Melbourne neste ano, apesar de só ter sido testada após a última.

Ela foi instruída a aumentar a dose de meldonium antes de jogos

Um dos argumentos principais de Sharapova era de que o Mildronate (remédio que contém meldonium) foi indicado a ela por indícios de que ela poderia ter problemas cardíacos comuns em sua família. No entanto, a recomendação do Dr. Skalny era que aumentasse a dose logo antes das partidas: duas pílulas uma hora antes e três ou quatro para jogos de “importância especial”. A ITF notou que o médico não é um cardiologista e não pediu exames específicos para diagnosticar doenças cardíacas, como o teste da esteira ou ecocardiograma.

Sharapova não disse a seu nutricionista que tomava o remédio

No final de 2012, Sharapova parou de trabalhar com Skalny e decidiu contratar um nutricionista americano, Nick Harris. Apesar de não trabalhar mais com o russo, a tenista continuou tomando três remédios receitados por ele: Magnerot, Riboxin e Mildronate, e não informou Harris sobre isso. Durante três anos, Sharapova não avisou nenhum médico que visitou (pessoal ou da WTA) sobre essas pílulas. A exceção foi Sergei Yasnitsky, um médico da equipe olímpica russa. A atleta alegou que não revelou o uso porque os profissionais não perguntaram.

Sharapova não disse à sua equipe técnica que tomava o remédio (!!!!!)

Essa é surreal: Sharapova alega que só duas pessoas sabiam que ela tomava Mildronate, seu pai, Yuri, e seu empresário, Max Eisenbud. Toda a equipe técnica dela, que inclui treinador (Sven Groenefeld), preparador físico e fisioterapeuta, além de seu nutricionista, não sabiam. Nem os médicos da WTA, com quem a russa se consultava esporadicamente. 

Sharapova não revelou uso do remédio em formulários oficiais

Os tenistas precisam revelar em formulários todas as substâncias que estão ingerindo. Ela não colocou o Mildronate na lista que assinou em 2014 e 2015. Ela disse: “Não achava que era uma grande responsabilidade minha escrever todos aqueles medicamentos”.

O técnico de Sharapova não deu a ela o cartão com as mudanças do antidoping

Uma das maneiras que a ITF avisa sobre mudanças e novas substâncias proibidas é uma cartela entregue aos treinadores. Sven Groenefeld disse que não deu o folheto a Sharapova e que nenhum dos jogadores que ele treinou perguntava sobre as alterações.

Empresário de Sharapova não checou a última lista porque se divorciou (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!)

We have a winner! Max Eisenbud contou ao tribunal que costuma checar os medicamentos de seus atletas durante férias anuais no Caribe. Porém, como não fez a viagem em 2015, porque se separou da mulher, ele não realizou o procedimento desta vez. A ITF não deixou barato: “A ideia de que um empresário profissional, confiado pela IMG para gerenciar a carreira de uma de suas estrelas globais, deixaria passar de forma tão casual e inepta se o tenista dele estava cumprindo as regras do antidoping, algo crítico para sua carreira profissional e sucesso comercial, é inacreditável”.

O tribunal não acha que Sharapova tomou intencionalmente o meldonium

A conclusão a que o tribunal chegou é de que Sharapova teria parado de tomar a substância se realmente soubesse que estava proibida, porque sabia que seria testada no Australian Open. Por isso a pena foi de “apenas” dois anos, não quatro.

Ter vindo a público fará com que ela volte dois meses mais cedo

A atitude de Sharapova ao fazer uma entrevista coletiva e admitir o uso da substância foi considerada pelo tribunal, que decidiu iniciar a suspensão em janeiro de 2016, ao invés de março, que era o determinado anteriormente.

A última frase da “sentença” é fatal

“Se ela não tivesse escondido o uso do Mildronate das autoridades antidoping, de membros de sua equipe e dos médicos com quem se consultou, mas tivesse pedido conselhos, a contravenção teria sido evitada. Ela é a única culpada por seu infortúnio”.

#sharapova #doping #tennis #mariasharapova #meldonium

10 lições que aprendemos em Roland Garros 2016

DeTudoUmPouco
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A edição de 2016 de Roland Garros foi uma das mais estranhas dos últimos tempos: Roger Federer não estava na chave (algo que não acontecia em um Slam desde a época que "Baby One More Time" era o hit do momento), Rafael Nadal desistiu por lesão no meio do torneio, houve um dia com nenhum segundo de jogos em quadra pela chuva e Serena Williams foi dominada em uma final.

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O que aprendemos nessas duas longas semanas?

1. Novak Djokovic gosta do Guga tanto quanto a gente.

A admiração do número 1 pelo tricampeão em Paris já havia ficado clara na exibição entre os dois em 2012, quando Djokovic colocou a peruca loira de cachinhos e imitou o catarinense. O sérvio também já declarou no passado que o coração que Guga desenhou na quadra (duas vezes, poucos se lembram deste detalhe) em 2001 foi um momento bem marcante para ele. Mesmo assim, repetir o gesto ao vencer Roland Garros pela primeira vez foi uma reverência tão explícita, que nos faz pensar mais uma vez no tamanho do feito de Kuerten e como a marca que ele deixou naquele saibro nunca será desfeita.

2. Andy Murray tem chance real de ganhar Roland Garros um dia.

Apesar de ter jogado muito bem no saibro nos últimos dois anos, a campanha deste ano provou que Murray, aos 29 anos, enfim se tornou um favorito no saibro. Não foi uma jornada fácil, já que ele quase foi eliminado por Radek Stepanek e pelo famoso-quem Mathias Bourgue, mas a vitória contra Stan Wawrinka e o primeiro set diante de Djokovic deixaram claro que o britânico pode sim ter como objetivo fechar o Grand Slam um dia. Talvez seja até mais fácil levar a melhor em Paris do que parar a sequência de finais perdidas na Austrália.

10 lições que aprendemos em Roland Garros 2016

#PratoSlam

3. O teto de Roland Garros terá que sair antes do previsto.

A cada ano que passa, o Aberto da França sai com a imagem mais danificada. O público não aguenta mais correr o risco de ver uma sessão inteira ser cancelada (ou de ver a rodada ser interrompida com 2 horas e um minuto de jogo, impedindo o reembolso) e vários tenistas ficaram revoltados por terem sido obrigados a jogar na chuva. Com o US Open inaugurando o teto da Arthur Ashe neste ano, Roland Garros já está com a fama de "Slam ultrapassado". 

O torneio quer fazer todas as reformas necessárias de uma vez, enfrentando uma burocracia grande (mas necessária, para não danificar o Jardim Botânico vizinho), mas a solução deve ser pelo menos resolver o problema da cobertura rapidamente. O tênis foi jogado por muito tempo sem esta preocupação, mas também temos que levar em conta que as mudanças climáticas estão afetando o calendário (como vimos pela neve no torneio de Munique).

10 lições que aprendemos em Roland Garros 2016

4. Você pode vencer Serena Williams fazendo o jogo dela.

Todos os especialistas dizem que o segredo para vencer Serena Williams é variar o jogo. Se você tentar bater forte como ela, não tem chance. Garbiñe Muguruza provou que não é bem assim. A espanhola encarou a número 1 na agressividade, adicionando uma inteligência tática muito bem-vinda. Além de se movimentar bem e devolver as bolas de Serena com a mesma potência, Muguruza conseguiu uma profundidade de bola perfeita, jogando a vencedora de 21 Slams para trás o tempo todo. A nova campeã não foi Roberta Vinci, mas barrou Serena da mesma forma.

5. A melhor tenista da Espanha na atualidade é uma mulher.

Garbiñe Muguruza é a número 2 do ranking mundial. O melhor entre os homens no momento é Rafael Nadal, quarto colocado. A Espanha sempre deixou o tênis feminino em absoluto segundo plano e só começou a dar o destaque que Muguruza merecia depois que ela foi finalista de Wimbledon. Com a geração de ouro masculina mais perto da aposentadoria e pouca renovação à vista, é hora de olhar para as moças com mais carinho.

Muguruza: "Eles escutam o hino (espanhol) e não é Rafa, é uma meninaaaaaa!"

6. Não desista da Olimpíada antes de jogar Roland Garros.

O ranking que define os classificados para as Olimpíadas é o de 6 de junho (também conhecido como hoje), mas alguns jogadores já anunciaram que não pretendem vir ao Rio antes de Roland Garros. Imagino que a falta de pontos para o ranking nesta edição tenha a ver com isso. Feliciano López foi um destes tenistas, mas descobriu em Roland Garros que tem boa chance de medalha ao lado de Marc López. Os espanhóis venceram ninguém menos que Marcelo Melo/Ivan Dodig e irmãos Bryan em sequência para serem campeões em Paris. Acompanhemos os próximos capítulos...

10 lições que aprendemos em Roland Garros 2016

7. Federetes, nadaletes e sharapovetes ainda veem tênis, mesmo quando seus ídolos não estão presentes.

Os três tenistas com maiores "fanbases" não foram um fator em Roland Garros neste ano. Isso certamente tem um impacto no entusiasmo do público, mas, pelo que acompanhei nas redes sociais, todos eles continuavam de olho no torneio, torcendo por Stan Wawrinka, Andy Murray ou comprando camisetas da Zara para ajudar a Sharapova a ganhar dinheiro.

8. Leander Paes ainda é uma pedra no sapato.

Aos 93 anos de idade (42), o indiano eliminou Bruno Soares das duas chaves e foi campeão nas mistas com Martina Hingis. Pior: USANDO LEGGING.

10 lições que aprendemos em Roland Garros 2016

9. Não corte uma transmissão antes do discurso do campeão.

Este foi um grande deslize do Bandsports no domingo. Por mais que Djokovic já tivesse falado na entrevista pós-jogo, foi uma enorme falta de respeito encerrar a transmissão logo antes de o sérvio pegar o microfone com o troféu em mãos, livre para agradecer quem quisesse. Provavelmente foi por pressão da Band aberta, mas não custava continuar passando no Bandsports. Eles recuperaram o discurso assim que voltaram do comercial, mas não pediram desculpas pelo erro.

10. Tenistas precisam treinar mais curtinhas.

As quadras muito pesadas de Roland Garros neste ano inspiraram os jogadores a encurtarem os pontos com o drop shot. O problema é que até os tenistas top erraram grande parte das tentativas. A grama está aí para eles treinarem mais um pouco.

#rolandgarros #djokovic #guga #muguruza #murray #nadal #tennis #frenchopen #tenis

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Equipe Storia Brasil