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Maria Sharapova completa 30 anos: relembre as polêmicas envolvendo a russa

DeTudoUmPouco
há 6 meses101.1k visualizações
Maria Sharapova completa 30 anos: relembre as polêmicas envolvendo a russa
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Provavelmente a atleta mulher mais conhecida do planeta, Maria Sharapova faz parte da esfera pública há tanto tempo, que parece estranho que ela esteja completando 30 anos só agora. Desde que venceu o torneio de Wimbledon em 2004, com apenas 17 anos, a russa quebrou os estereótipos relacionados às "musas", através de uma personalidade forte e um jeito duro de lidar com a imprensa e com suas colegas, e viu sua carreira virar de cabeça para baixo por uma suspensão por doping, que pegou o mundo de surpresa. Vamos relembrar as principais controvérsias que marcaram a vida de Sharapova até agora:

Uma russa que mais parece americana

Apesar de ter feições bem típicas da Rússia, Sharapova fala inglês com um sotaque 100% americano e sempre mostrou ter uma mentalidade mais ocidental, não muito apegada a tradições do Leste Europeu. Nas raras vezes em que defendeu o país na Federation Cup em Moscou, ela geralmente voltava gripada, por não estar acostumada com a temperatura. O motivo para tudo isso é óbvio: Sharapova se mudou para os EUA com sete anos de idade.

Ela defendeu a igualdade de salários entre homens e mulheres no tênis quando suas compatriotas ainda mostravam receio de fazer o mesmo e sempre deixou claro que sua carreira era prioridade em relação à vida pessoal. Suas contemporâneas Maria Kirilenko e Elena Dementieva, por exemplo, deixaram cedo o esporte para serem esposas e mães (direito delas, claro, mas exemplos de uma visão de mundo mais tradicional).

Sempre deixou claro que não queria ter amigas no circuito

Sororidade no trabalho não é muito a praia de Sharapova. Ela nunca escondeu que não faz questão de conversar com suas colegas, jamais quis ser amiga de nenhuma delas e mal cumprimenta as adversárias no vestiário. Isso ficou bem claro quando ela foi pega pelo antidoping e quase ninguém veio defendê-la. Suas relações mais afetivas no circuito são com homens, como o ex-namorado Grigor Dimitrov, o alemão Tommy Haas e o sérvio Novak Djokovic.

Já brigou publicamente com Serena Williams por causa de homens

A relação conturbada entre Sharapova e Serena começou em 2004, quando a russa derrotou a norte-americana na final de Wimbledon com 17 anos, e depois voltou a derrotá-la no mesmo ano. Porém, desde então, Serena JAMAIS PERDEU OUTRO JOGO PARA SHARAPOVA. Já são 19 partidas e mais de 12 anos de invencibilidade da americana contra a russa.

O ápice da rivalidade, no entanto, foi em 2013, quando as duas trocaram farpas em Wimbledon. Um perfil de Serena na Rolling Stone tinha uma declaração em que a americana criticava uma colega, sem falar o nome dela, dizendo que ela se relacionava com um homem de coração negro. A associação com Sharapova foi rápida, já que a russa estava namorando Grigor Dimitrov, que chegou a sair com Serena anteriormente. #babado

Sharapova respondeu com um canhão: "Se ela quer falar de coisas pessoais, devia falar sobre o seu próprio relacionamento, com um cara que era casado, está se divorciando e tem filhos". Pior: o homem em questão era (e ainda é) o treinador de Serena, o francês Patrick Mouratoglou. Atualizando: Sharapova está solteira e Serena vai se casar com o empresário Alex Ohanian e anunciou HOJE que está grávida.

Nunca quis ser muito forte fisicamente

Serena Williams até hoje é alvo de muitas piadas maldosas (e machistas e racistas) a respeito de seu corpo forte. Certamente não ajuda o fato de que a maioria de suas rivais tem físicos que não são extremamente atléticos. Sharapova é parte deste grupo: "Quero ser mais magra e sem celulite. Acho que é o sonho de toda garota", ela disse ao NY Times em 2015. "Não consigo levantar mais que 3 quilos. É chato e dá muito trabalho. Acho que, para o meu esporte, não é muito necessário".

Foi uma das atletas russas pegas por uso de meldonium

Uma das poucas conexões que restaram de Sharapova com a Rússia foi justamente um médico que a receitava a substância, que entrou para a lista de proibição da WADA em janeiro de 2016. Sharapova usava o remédio praticamente desde que virou atleta de altíssimo nível. Ela alega que foi crucificada por ser famosa e se deu mal por ser honesta sobre o uso, ao contrário de outros atletas, que usaram a desculpa de terem ingerido a substância antes da proibição e ficaram com ela no organismo por meses. 

Pode ser verdade, mas não apaga o fato de que a justificativa inicial dela de um problema cardíaco não se sustentou diante da constatação de que o meldonium era claramente tomado pela maioria dos atletas russos para fins de performance. 

Muita gente não está feliz com os convites que ela tem recebido em seu retorno

Sharapova está suspensa até o dia 25 de abril, uma terça-feira da semana em que acontece o torneio de Stuttgart, patrocinado pela Porsche (que tem a russa como embaixadora). Foi feita uma gambiarra para que ela pudesse jogar a competição, adiando sua estreia para quarta-feira, seu primeiro dia após a suspensão. Ela não pode nem treinar no local antes disso.

Muitas atletas não gostaram desta manobra, assim como dos convites (uma maneira fácil de entrar em um torneio sem ter ranking) que ela recebeu para os torneios de Madri e Roma, principais preparatórios para Roland Garros. Pessoas como Andy Murray e Dominika Cibulkova declararam que convites são para atletas que perderam seus rankings por conta de lesões ou outros problemas pessoais, não quando foram pegos pelo antidoping. Já Venus Williams disse que ela cumpriu sua pena e tem o direito de recomeçar da melhor forma possível.

Gostando dela ou não, Sharapova sempre será assunto. E o mundo estará de olho em seu retorno na próxima semana.

Todas as bolaças de esquerda do Federer contra Nadal, para sua apreciação

DeTudoUmPouco
há 7 meses259 visualizações

Desculpem-me, nadaletes, mas isto é algo para guardar.

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Todas as bolaças de esquerda do Federer contra Nadal, para sua apreciação

Roger Federer está disputando sua vigésima temporada como tenista profissional e, por mais que ele tenha levado o esporte a um outro patamar em todos os sentidos, sempre havia um buraco em seu jogo a ser explorado: o backhand (esquerda). O golpe com uma mão perdeu espaço na era das raquetes com cabeça maior e o suíço nunca conseguiu confiar 100% nele, especialmente contra um canhoto que coloca uma quantidade impressionante de spin (efeito que gira a bola para frente) nas bolas, como Rafa Nadal.

Bem... aos 35 anos de idade, Federer resolveu o problema. Ele tem um backhand confiável, que está fazendo estrago contra Nadal (que também não tem o mesmo forehand, mas esta é outra conversa). Veja só a segurança e potência de Federer com sua esquerda nesta sequência incrível de bolas vencedoras:

Após o jogo, Federer explicou ao Tennis Channel que tudo tem a ver com sua mudança de raquete para uma com cabeça maior em 2014. Desde então, ele se sente mais confiante para fazer a devolução de backhand sem precisar do slice (efeito que faz a bola girar para trás e quicar mais baixa). Simplificando: ele consegue devolver o saque dos adversários com mais potência, começando o ponto de uma posição menos defensiva. E tudo isso facilita bem mais a sua vida nos games de devolução, já que ele não costuma ter problemas em seus próprios games sacando. Assista (em inglês):

Até o momento, Federer só sofreu duas derrotas no ano: para Alexander Zverev na Copa Hopman (que é uma exibição) e uma vacilada contra Evgeny Donskoy em Dubai (o jogo estava nas mãos dele). Todos os seus colegas de Big 4 já foram eliminados em Indian Wells e ele enfrenta Nick Kyrgios, que também tem um jogo agressivo. Será que vem chuva de winners de backhand de novo?

#federer #rogerfederer #tennis #nadal #rafanadal #shots #hotshot #backhand #indianwells #atp

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DeTudoUmPouco
Equipe Storia Brasil