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Por que você deve ir ao US Open um dia

DeTudoUmPouco
há um ano51 visualizações

Além do fato de que, DUH, é um Slam.

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Por que você deve ir ao US Open um dia

Todo fã de tênis com a esperança de ver um torneio grande no exterior um dia fica em dúvida sobre qual deve ser o escolhido para receber o seu suado dinheirinho. Não é uma decisão fácil e qualquer um deles certamente vale a pena, mas a minha intenção aqui é argumentar a favor do US Open, de certa forma relembrando o que me fez gostar do Slam nova-iorquino. Here we go:

1. O motivo mais óbvio: Nova York

Sim, Nova York é tão maravilhosa quanto falam. Tem todos os serviços e tipos de pessoas, culturas e comidas diferentes de uma cidade como São Paulo e paisagens de deixar o queixo no chão, como o Rio. Os clichês turísticos de Manhattan não decepcionam, mas também tente explorar o Queens, região onde fica o Billie Jean King National Tennis Center. Lá você verá a Nova York dos imigrantes (e seus descendentes) e entenderá que os EUA não são formados apenas por brancos falando inglês. E poderá fazer tudo isso só usando metrô e trem.

Por que você deve ir ao US Open um dia

2. Não é um parto conseguir ingressos

Um dos maiores impedimentos para ir a Wimbledon é a questão dos ingressos: se você não for um dos poucos sorteados com vários meses de antecedência, terá que encarar #TheQueue, o acampamento-fila para quem deseja ingressos para o dia seguinte. O recomendado é chegar na madrugada, ou seja, passar mais de 24 horas em uma barraca para comprar ingresso para a Quadra Central ou 1 e ainda encarar o dia todo no clube.

Não é assim nos outros três Slams, mas o Australian Open é inevitavelmente o mais caro (pois Austrália), e Roland Garros não vende ingressos na bilheteria, só com antecedência. O US Open facilita tudo: você compra ingresso pela Ticketmaster quando quiser, mas também pode comprar em Flushing Meadows. E os ingressos colocados para revenda aparecem no próprio Ticketmaster (com a indicação de que podem estar com preço maior do que o oficial). Não tem dor de cabeça.

Por que você deve ir ao US Open um dia

3. É um Slam acessível

Assim como o Australian Open, o US Open é um Slam que curte uma FAROFA. As marcas colocam os tenistas em sessões de autógrafos e fotos constantemente, incluindo alguns top 5. Se o seu tenista favorito só jogar em quadra grande e for difícil se aproximar dele, esta pode ser sua única chance de trocar umas palavrinhas com ele/ela.

4. Tem sessão noturna

Se você quiser aproveitar um dia para fazer um passeio longo, não quer dizer que você perderá o tênis! A sessão noturna está aí para isso (e para os nova-iorquinos que trabalham). Em Roland Garros e Wimbledon, você tem que vazar assim que o sol se põe.

Por que você deve ir ao US Open um dia

5. Agora há um teto!

O US Open foi o Slam mais afetado por chuvas na última década e realizou inúmeras finais na segunda-feira por isso (e também por imposições de televisão, que exigiam semifinais masculinas no sábado e agora não exigem mais). O teto retrátil do Arthur Ashe finalmente está pronto e você poderá marcar sua passagem de volta para a segunda-feira sem medo.

Por que você deve ir ao US Open um dia

6. O estádio Arthur Ashe

Já foi ao Maracanãzinho? Agora pense em um estádio com mais que o dobro da capacidade dele (23.771 pessoas, para ser exata. Cabem 14.800 na Rod Laver Arena, 15.166 na Philippe Chatrier e 15.000 na Centre Court.)

O Ashe é um monstro tão grande que você até se questiona como achavam que ele daria certo. Mas funciona. Você consegue ver o jogo lá de cima, porque é um estádio bem íngreme, como uma caixa. É mais Bombonera do que Morumbi.

7. O inglês americano é mais fácil de entender

A maior parte dos brasileiros que sabe falar inglês entende melhor o sotaque americano do que o britânico ou o australiano. Afinal, não passamos a infância assistindo “Seinfeld" e/ou “Friends” à toa. Quando você precisar se comunicar com a galera de lá, a chance de ter que pedir para eles repetirem a frase é menor. Mesma coisa com vocabulário, especialmente na hora de escrever. As grafias têm muitas diferenças.

Por que você deve ir ao US Open um dia

Convencido? Veja bem, se o maior sonho da sua vida é Wimbledon, invista nele. Nunca fui ao torneio, mas a tradição do templo do tênis com certeza é única. Roland Garros obviamente também tem o seu charme, assim como Paris, e o Australian Open tem tudo a seu favor, menos o rim que você gastará com passagens. Mas, caso você esteja a fim do US Open, não vai se arrepender. Afinal, fechando com um clichê, if you can make it there, you can make it anywhere.

#tennis #usopen #travel #NYC #newyork #travel

10 valiosas lições que Wimbledon nos ensinou em 2016

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há um ano38 visualizações
10 valiosas lições que Wimbledon nos ensinou em 2016
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O maior torneio de tênis no mundo acabou com um país comemorando, após semanas de desesperança, e com uma mulher negra alcançando o recorde mais cobiçado de seu esporte. Estas duas semanas de Wimbledon (que, como em todo Slam, parecem que duram um ano) deixaram lições valiosas que carregaremos para estes próximos meses de Olimpíadas e US Open. 

1. A Grã-Bretanha tem um motivo para sorrir.

Depois de muito tempo de manchetes de jornais pessimistas, retratando um país dividido, com a economia desabando e os responsáveis pela tragédia fugindo da responsabilidade, a Grã-Bretanha foi muito feliz por um dia. Andy Murray fez pessoas na Inglaterra, na Escócia e no País de Gales levarem o punho ao ar e sorrirem em um domingo de sol. 

Ele já havia tirado de Dunblane, sua cidade natal, o rótulo de "município em que um massacre matou 16 crianças em uma escola". Depois, encerrou um jejum de 77 anos sem um campeão britânico em Wimbledon e de 79 anos sem título na Copa Davis. Neste domingo, descobrimos que há sempre uma nova maneira de Murray fazer pessoas levantarem a bandeira do Reino Unido com orgulho.

2. Andy Murray deu muito azar em finais de Slam no passado.

O aproveitamento de Murray em finais de Slam é ruim (três vitórias e oito derrotas), mas só agora percebemos o quanto ele deu azar nesta vida. Todas as decisões anteriores foram contra Novak Djokovic ou Roger Federer. Ou seja, esta foi a primeira vez em que ele entrou em um jogo para o título como favorito. Comparando: o primeiro adversário de Rafael Nadal em uma final de Slam foi Mariano Puerta e Jo-Wilfried Tsonga foi o de Novak Djokovic.

3. Serena Williams é uma das melhores atletas da história. Sim, levando em conta homens e mulheres.

A mídia esportiva tem a mania de tratar os recordes masculinos como algo absoluto e os femininos como algo específico. Porém, essa lógica fica confusa no tênis, um esporte em que grande parte das melhores marcas é de mulheres. Serena alcançou os 22 Grand Slams de Steffi Graf na Era Profissional (Margaret Court tem 24, mas a ganhou grande parte deles na época em que o Australian Open era quase um campeonato nacional) e é considerada por cada vez mais gente a melhor tenista da história. Porém, quando questionaram a norte-americana sobre isso, ela respondeu: "Gostaria de ser considerada uma das melhores atletas da história". Sim, homem ou mulher. Como dizer que ela está errada?

4. É possível vencer Novak Djokovic em uma partida de tênis.

E SAM QUERREY foi o responsável. É claro que Djokovic não estava em seu melhor nível em Londres. A vitória em Roland Garros foi um fim de um ciclo para o sérvio e, por mais que houvesse uma expectativa para um Grand Slam de calendário, vencer quatro consecutivos já é um peso maior do que o mundo para um tenista. A própria Serena sabe disso também. A derrota não muda o status de Djokovic como jogador soberano do circuito no momento. Mas tira um pouco de sua aura de invencibilidade.

5. Roger Federer encontra limitações maiores. Mas isso não significa que ele "acabou".

Sim, Federer não venceu um Slam mais uma vez. Mas seus fãs precisam parar de exigir disso dele como uma obrigação. Estamos falando de um jogador de quase 35 anos, que passou por uma cirurgia no joelho e tem um problema crônico nas costas. Ele é número 3 do mundo. Ainda tem um espírito de luta impressionante, como vimos no jogo contra Marin Cilic, mas também pode deixar escapar vitórias quase ganhas, como na semifinal diante de Milos Raonic. Mostrem mais carinho do que cobrança. Não peçam em vão que ele se aposente. Quando ele realmente fizer isso, vocês vão se arrepender.

10 valiosas lições que Wimbledon nos ensinou em 2016

6. Teto retrátil não resolve todos os problemas (e pode criar outros).

A insistente chuva da primeira semana trouxe um bocado de problemas para a organização e nem o teto retrátil da Quadra Central conseguiu resolver todos. A ocorrência de partidas em uma só quadra fez com que jogadores avançassem no torneio enquanto seus possíveis próximos adversários sequer houvessem começado seus jogos. Petra Kvitova, bicampeã de Wimbledon, só terminou (e perdeu) sua segunda rodada no sábado, dia em que a terceira rodada deveria ser finalizada. Sou do time que prefere sempre atrasar o menor número de jogos possível (e, por isso, a favor dos tetos), mas é inegável que acabar com o problema da chuva em um torneio outdoor é impossível.

7. Venus Williams devia escrever um livro de autoajuda.

Aos 36 anos, Venus alcançou as semifinais da chave de simples e ganhou o título de duplas com Serena (o décimo quinto das irmãs!) e isso nos deu a oportunidade de ouvir um pouco de sua sabedoria: 

"Na primeira vez que você vence, ninguém aposta em você. Na última vez que você vence, ninguém aposta em você. Você tem que apostar em si mesmo".

"Acho que ninguém se sente mais velho. Você tem este infinito dentro de você que te faz sentir que você pode continuar para sempre".

#lifelessons

8. Angelique Kerber não está satisfeita com só um Slam.

Quem achava que a alemã desapareceria dos holofotes após o troféu no Australian Open se enganou. Kerber fez um torneio impecável, inclusive na final, exigindo o máximo de Serena Williams em um piso que favorece completamente a norte-americana. Ela ainda não é extremamente regular em resultados, como Maria Sharapova era, mas deixou claro que está bem determinada a aumentar sua coleção de Slams.

9. John McEnroe não é treinador de Milos Raonic.

Se alguém tinha dúvidas de que McEnroe não era treinador de Raonic, elas desapareceram em Wimbledon. O norte-americano não estava presente nos treinos do finalista canadense, nem no seu camarote durante os jogos. Enquanto Raonic lutava para virar um 0-2 contra David Goffin, McEnroe comentava na TV o jogo de Federer contra Cilic. O papel dele era simplesmente de consultor (também conhecido como 'dou uns conselhos para o lado mental') e Carlos Moyá e Ricardo Piatti foram os verdadeiros responsáveis pela evolução de Raonic nos últimos meses e anos.

10. Um homem que está fora dos 700 melhores do ranking pode disputar Wimbledon, ganhar um jogo e dar um lob em Roger Federer.

Marcus Willis dominou a primeira semana (tirando o momento em que Del Potro venceu o Wawrinka) com sua história de superação. O inglês estava perto de abandonar a carreira de jogador profissional para virar treinador, quando conheceu uma garota que o convenceu a continuar. Depois de vencer um pré-quali, o quali e a primeira rodada da chave principal, ele não fez feio contra Roger Federer na Quadra Central e deu um lob no gênio suíço. 

Agora vamos descansar um pouquinho...

#Wimbledon #tennis #murray #serena #federer #djokovic #kerber #venus

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DeTudoUmPouco
Equipe Storia Brasil