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Coxinha, estátua da Liberdade, peladão: 10 curiosidades das finais dos estaduais

Fábio Tava Hecico
Autor
Fábio Tava Hecico

Podem falar que eles perderam a graça, que são pobres e esvaziados, mas os estaduais ainda têm, sim, seu charme. E o fim de semana de decisões é, e sempre será, um barato. Quem desdenha certamente é porque seu time decepcionou e acabou ficando pelo caminho.

Coxinha, estátua da Liberdade, peladão: 10 curiosidades das finais dos estaduais

Muitas equipes deram a volta olímpica neste fim de semana, a grande maioria no domingo, e os roteiros dariam um belo - em alguns casos, preocupante - livro.

Vai dizer que não é sadia uma provocação? Ou um adeus com título? Vale, sim, a alegria, a festa, a espontaneidade. Foi legal ver Ricardo Oliveira desencantando após um mês pra dar o título ao Santos. Assim como Walter, que só Deus sabe quando havia marcado pela última vez.

A despedida de Alisson no Beira Rio? Emocionante. A alegria do América? Contagiante. Lentos para quem optou por brigas. Veja as curiosidades das decisões dos estaduais.

1 - Mais máscaras

No Paulistão, Ricardo Oliveira fez um golaço e garantiu a taça ao Santos. O clube não teve dúvidas e acirrou ainda mais a briga com o Palmeiras, que com máscaras e caretas havia ironizado o atacante na Copa de Brasil e pediu a confecção de mais máscaras para o pastor.

Coxinha, estátua da Liberdade, peladão: 10 curiosidades das finais dos estaduais
Coxinha, estátua da Liberdade, peladão: 10 curiosidades das finais dos estaduais

2 - Cinco coxinhas

Walter se destacou na final do Paranaense, com gol, assistência e boa apresentação. Aproveitou para brincar com o placar agregado de 5 a 0 (3 a 0 na ida e 2 a 0 domingo ) para falar de sua dieta. "Agora estou liberado e vou comer cinco coxinhas", disse o atacante do Atlético-PR, aproveitando para ironizar o apelido do rival que é Coxa.

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3 - Cadê, Galo?

O América foi campeão mineiro e não teve dúvidas em provocar o Atlético após a decisão. Jogadores ironizarem a faixa de bicampeão do rival que estava confeccionada e saíram do Mineirão, em cima de carro de bombeiros cantando "Cadê, Galo? Cadê, Galo?".

Vale lembrar ainda que Danilo tirou a camisa e também o short para festejar o gol do empate e do título no Mineirão. Ele anotou os três gols do time nos jogos da final. Haja euforia.

4 - Adeus emocionante

Alisson vai defender a Roma no segundo semestre. A conquista do Gaúcho foi praticamente seu adeus ao Inter. E a imagem dele sentado ao lado da trave, primeiro com o irmão Muriel, também goleiro do clube e duas crianças (sobrinhas) e depois sozinho, foi emocionante. Ali estava provado o quanto ama o clube hexacampeão do Gaúcho. Enquanto todos faziam festa, ele lamentava o adeus.

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5 - Futebol ou UFC?

O UFC Brasil será apenas no dia 14, na Arena da Baixada. Mas as torcidas de CRB, campeão alagoano, e CSA, resolveram dar uma prévia. Uma barbárie após o apito final com invasão a campo das duas facções e briga generalizada. Tem gente em estado grave no hospital. Um horror.

6 - No campo e no tapa

A decisão baiana também terminou com cenas lamentáveis de briga. Mas na Arena Fonte Nova a confusão foi entre os jogadores. Jogo brigado e violento o tempo todo e após a confirmação da taça ao Vitória, os atletas saíram no tapa. Victor Ramos, ex-Palmeiras, pegou até a bandeirinha de escanteio para encarar os rivais do Bahia. Coisa feia.

7 - Rei do Rio

O Vasco disputará a Série B, mas é quem manda no Rio. O bicampeão do estado conquistou o título invicto (a sexta taça sem nenhuma derrota). Curioso ver o técnico Jorginho festejar sua primeira conquista como treinador ajoelhado e abraçando os jogadores.

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8 - Estátua da Liberdade

Não, não estamos nos Estados Unidos e você enxergou direitinho. Em Santa Catarina, a Chapecoense ergueu uma taça diferente: a Estátua da Liberdade. Culpa da empresa patrocinadora do campeonato, a Havan, rede de lojas de departamento que usa símbolos americanos como a Estátua da Liberdade e a Casa Branca para se promover. Engraçado, vai. 

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9 - Campeão no estado errado

Edmar Sucuri fechou o gol e o Luziânia é bicampeão candango. Superou o Ceilândia por 1 a 0 para levar a taça para a cidade que carrega o mesmo nome do time e fica em... Goiânia. Sim, o campeão de Brasília é um estrangeiro'.

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10 - Pontapé inicial

A conquista do ABC em Natal com surra de 4 a 0 no América ficou marcada pelo pontapé inicial de João Gabriel, torcedor símbolo do clube que vive numa cadeira de rodas por causa de doença rara. Legal, né? 

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Agora que venha o longo Campeonato Brasileiro.