FUTEBOL

Time desiste de esperar acertado Seedorf e tira técnico que nem estreou em rival

Fábio Hecico
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Fábio Hecico

Os treinadores costumam reclamar da postura dos clubes que não respeitam contratos e os demitem sem cerimônia. Mas e quando é o contrário? Com apenas 12 dias de trabalho no Guarani, Fernando Diniz optou por "deixar o time na mão". Vai para o Atlético-PR que, com tanto nome no mercado, optou pela falta de ética ao buscar alguém empregado -algo também muito condenado no mundo da bola. Os paranaenses cansaram de esperar pelo holandês Seedorf, que já tinha tudo apalavrado.

Para contar com Fernando Diniz, os paranaenses devem pagar a multa rescisória que é de R$ 30 mil (um mês de salário do técnico no Bugre). E certamente ofereceram bem mais, o que fez com que o vice-campeão paulista de 2016 com o Oeste não pensasse duas vezes para pedir demissão.

Curiosamente, Diniz não quis romper o compromisso com o Oeste no começo de 2017 sob alegação que não era correto deixar de cumprir contrato. O respeito ao Oeste faltou com o Guarani. Pior que sua atitude são as palavras ao deixar o Brinco de Ouro.

"Tenho o maior respeito pelo Guarani e pela torcida, mas é o momento que eu acho que tenho que sair." Respeito? Momento de sair, antes mesmo da estreia? Aceitou a proposta então por quê?

E não parou por aí, deixando a saída ainda mais desastrosa. "Não posso falar que deixei o clube na mão. Plantei uma semente boa no clube e quem chegar vai pegar um time motivado. Deixo alguma coisa positiva e também levo coisas positivas. Saio em paz comigo. Tudo aconteceu muito rápido e eu mesmo fui surpreendido."

Semente? Quem fica motivado ao ser abandonado? Fernando Diniz pensou no dinheiro e pode pagar caro por isso. Clubes não aceitam traidores. E o Atlético-PR tem boa parcela de culpa, pois agiu, podemos dizer, equivocadamente.

Time desiste de esperar acertado Seedorf e tira técnico que nem estreou em rival

Foto: Rafael Fernandes/GuaraniPress