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Você vai estranhar essas coisas básicas na Europa

Amanda Previdelli
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Amanda Previdelli

Acha que estilos de banheiros são bem universais? Nop.

Você vai estranhar essas coisas básicas na Europa

Em vez de uma privada... uma máquina de lavar. Oi?

A gente sabe que existem diferenças culturais e coisas que vão nos surpreender durante viagens, mas nunca imaginamos o que pode vir pela frente. Prestes a passar seis meses estudando em Viena, na Áustria, já estou bem chocada com algumas das coisas que vi por aqui. O jeito é se acostumar.

1. Banheiros

Os austríacos (e muitos europeus) têm uma relação diferente com banheiro. O lugar de se limpar é diferente do lugar de, bem... fazer suas necessidades. Isso até é bom, né? Nada de privada jogando nojeiras na sua escova de dentes, mas acaba gerando ambientes esquisitos pra nós, brasileiros. Por exemplo, muitas das casas não são grandes o suficiente para caber uma torneira no lugar da privada. Então você entra nesse ambiente minúsculo, fecha a porta e faz lá o que precisa fazer. Aí joga o papel higiênico na privada (yep, nada de lixinho que eles morrem), abre a porta, fecha a porta, abre a porta de outro ambiente (às vezes, passa pela cozinha!), fecha essa porta e só aí lava as mãos.

Urgh.

Você vai estranhar essas coisas básicas na Europa

2. Sapatos

Pode ir separando suas melhores meias. Os gêrmanicos tiram os sapatos ao entrar em casa. É até meio triste. Uma vez, fui jantar na casa de uns amigos e fui toda ~apresentável, né? Sapatinho salto alto bonitinho e tudo. Cheguei lá e a realização: tem que tirar o sapato. Sai o salto alto lindo... entra a meia calça rasgada. Ótimo.

3. Algumas profissões simplesmente não existem (ou são bem diferentes)

Você começa a perceber o tal do legado da escravidão na Europa, viu. No velho continente, onde o trabalho manual não é visto como algo ruim e onde não existe o hábito de deixar para os outros coisas que você deveria estar fazendo, não existem faxineiras. Quer dizer, até existem, mas são raras e é um luxo que poucas pessoas têm. Algumas chegam a cobrar 20 euros a hora e definitivamente você não vai ver aquela coisa bem brasileira: a empregada que é "quase da família" e dorme em casa.

Também não tem porteiro. Os europeus acham que nós temos porteiros por questão de segurança, tive que explicar que não. Já parou para pensar nisso? O porteiro não tem nada de segurança: ele serve literalmente para abrir e fechar as portas para você, ser humano de classe média. Quer dizer, para nós. E isso para o europeu é bizarro, inexplicável. Por outro lado, para nós é bizarro imaginar que os carteiros têm uma espécie de "chave mestra" com a qual podem entrar em todos os prédios para deixar encomendas. Imagina isso?

4. Quase nenhum prédio tem garagem

As construções são, muitas delas, bem antigas. E dão praticamente para as ruas. Resultado? O carro não é uma coisa muito privilegiada por aqui. Chama atenção quando você vê uma entrada de garagem em algum prédio. 

5. A Europa é um continente de imigrantes

Sabemos que o Brasil foi formado por imigrantes (entre índios massacrados e africanos forçados, claro), e a gente se orgulha muito disso, dessa miscigenação. Mas a Europa tem imigrações recentes, de povos que deixaram suas terras por conta de guerras pós-1989 e questões econômicas pós anos 2000. 

Então até as ruas são diferentes. Existem restaurantes de comida que você não vê no Brasil (de países do leste europeu, por exemplo), ou então a cada esquina você cruza com um stand de kebab. As máquinas para comprar passagens de metrô e três estão em alemão, inglês e línguas eslávicas - a maior parte de imigrantes em Vienna são dos países da ex-Iugoslávia. Então se prepare para ler muito croata por aí e passar por situações como essa: uma mãe conversando com a filha, a mãe fala em croata, língua do país onde nasceu e cresceu e a filha responde em alemão, linda do país onde cresceu. As duas se entendem perfeitamente, mas se sentem mais confortáveis falando línguas diferentes.