AMOR

Culpa de que?

Helena Sordili
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Helena Sordili

Existe aquela máxima que diz: nasce uma mãe, nasce a culpa. (Tem aquela outra também que diz que “nasce uma mãe, nasce uma blogueira”, mas vou deixar isso para outro post)

Culpa de que?

E eu fico me perguntando: Culpa de que?

Eu sei que consigo ter essa visão agora, com os filhos maiores, mas acredito que há mais uma culpa compulsória do que real.

Me parece que se você NÃO sente culpa, você está errada. Percebe a confusão?

Gerimos uma vida dentro de nós, com todas as dores e delícias únicas desse período. Parimos, alimentamos, cuidamos. Por que deveríamos sentir CULPA?

É consenso que todos os pais e mães sempre querem O MELHOR para os seus filhos, em qualquer das esferas.

Mas daí para a culpa, por coisas muitas vezes TÃO pequenas, me incomoda um pouco. A gente tem uma inexperiência própria do momento, especialmente com o primeiro filho, e vamos aprendendo a criar/educar a medida que os dias/meses/anos passam.

As mães não devem sentir culpa por escolherem o parto X ou Y, por amamentar ou não, por deixar usar eletrônicos ou não, por preparar uma alimentação extremamente balanceada ou não e etc.

Os pais fazem aquilo que está dentro da capacidade deles como pais e seres humanos, dentro dos recursos que tem (intelectual, financeiro e etc). E certamente fazem o melhor a partir do que eles tem em mãos.

Claro que o ideal seria que todos tivessem acesso ao que tem de melhor em saúde, alimentação, educação. Mas essa não é a realidade. Então, pais e mães, se vocês precisam de um conselho para se livrar da culpa, o meu conselho é: façam com amor.

O AMOR genuíno na criação dos filhos elimina qualquer culpa. E isso você percebe no dia-a-dia, no apego dos filhos com os pais, no desenvolvimento deles e nos laços de confiança que estão sendo criados.