MULHERES

Do Home Office ao Coworking familiar

Helena Sordili
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Helena Sordili

Há uns anos atrás a grande polêmica em torno do trabalho da mulher era a questão de voltar ou não ao trabalho pós-maternidade.

Acabada a licença maternidade muitas mães ficavam tensas com a decisão de voltar e deixar os filhos com babás, em berçários ou com cuidadores familiares (irmãs, tias, avós).

Mas, de acordo com a necessidade de cada um, as escolhas não são bem escolhas e aí você faz o que está dentro do seu contexto.

Passado um tempo, o que mais se falou foi sobre mães que passaram a empreender pós-maternidade para tentar ganhar tempo com os filhos. Balela! Empreender requer tempo e dedicação, ter filhos e cuidar dos filhos, idem. Não vai dar para fazer tudo ao mesmo tempo.

Nesse modelo, o trabalho em home office ganhou destaque. Um escritório dentro de casa que está sujeito a interrupções ao telefone, choros e gritaria ao fundo e cenas constrangedoras como a que vimos recentemente.

Do Home Office ao Coworking familiar

Você pode ter no mesmo terreno um outro espaço reservado e, ainda assim, pode "sofrer" com as consequências acima.

Atualmente a moda são os coworkings - lugares compartilhados de trabalho onde se paga por período e/ou hora, além de benefícios como lugar marcado, sala de reunião, secretária e telefone fixo.

A ideia, especialmente para as mães nesse momento de retomada do trabalho, é ótima pois você pode empreender e estar em contato com os outros profissionais, sair da toca, ver gente e respirar algo mais do que creme para assaduras e lencinhos umedecidos.

Começam a surgir os coworkings familiares. São espaços em que as mães podem levar seus filhos e estes estarão perto e terão atenção especial de cuidadores. Você não correrá o risco de ser interrompido no meio de uma ligação, por exemplo.

A ideia é muito boa mas deve ser acompanhada de regras. Crianças precisam se relacionar por faixa etária e podem demandar atenções especiais que espaços assim talvez não dêem conta.

De qualquer forma, é uma luz para os novos modelos de trabalho, novas formas de ocupação de espaços e mais possibilidades para aquela mulher que quer manter a produtividade e o trabalho formal ativo mesmo depois de ser mãe.