MULHERES

Mãe de segunda viagem também tem medo

Helena Sordili
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Helena Sordili

Há toda uma aura em torno da mãe de primeira viagem: dos apelos emocionais/comerciais, ao purismo de uma situação inédita e incrível que muda a vida da mãe e de todos à sua volta.

Mas, e a mãe de segunda viagem?

Quando me dei onta de que era mãe de segunda viagem, percebi que haviam experiências e expectativas diferentes da primeira gestação.

Mãe de segunda viagem também tem medo

Medos de uma mãe de 2a viagem

Quando estava grávida do meu segundo filho muita gente me perguntava como estava a primogênita em relação ao irmão.

E eu sempre respondia que ela estava bem e sem grandes expectativas. Ela tinha 2 anos exatos quando ele nasceu, não tinha dimensão do que estava acontecendo. Apenas instintos.

Ela beijava a barriga, abraçava, falava do irmão, e foi ela quem deu os apelidos que ele carrega até hoje: Tato e Tatinho.

É CLA-RO que ela estava sentindo que algumas coisas iam acontecer e mudanças estavam por vir. Fizemos alguns marcos para essa transição de irmã mais velha: "demos" a nova cama para ela, eu já não a pegava no colo quando estava de pé, a minha barriga não parava de crescer, de repente a casa estava tomada de coisas azul/verde e não mais só o rosa/lilás dela. Começamos o desfralde, enfim, uma série de mudanças que alteraram, de alguma forma, a rotina dela.

Ela sempre foi uma criança carinhosa mas tinha receio das reações depois do nascimento do irmão.

Todos sempre me aconselharam dizendo que eu devia aproximá-la, pedir ajuda para cuidar do irmão e tal. E foi isso que fiz. Era estranho tentar prever as reações, tentar imaginar o que ia acontecer que até tentava não pensar nisso.

Meu maior medo era do período em que ficaria na maternidade.

Pensava desde a ida para a maternidade, onde ela estaria/ficaria... Como seria o nosso primeiro encontro e tal. Uma das nossas táticas foi o irmão trazer um presente para ela quando chegou. Foi bem legal e ela tem a boneca até hoje.

E eu pensava nela, tão pequena, como irmã mais velha. Perdendo o colo e dividindo as atenções.

Além disso, meu medo maior era de não amar meu segundo filho como amava a primeira. #quemnunca E, claro, também ficava me questionando se daria conta.

A verdade verdadeira é que a gente SEMPRE dá conta! E o amor se multiplica! UFA!