MULHERES

Quantas crises existenciais temos ao longo da vida?

Helena Sordili
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Helena Sordili

Eu já disse algumas vezes que a crise da adolescência foi a mais marcante para mim. MEU DEUS! Eu era desengonçada, muito maior que a média, explosiva, emotiva, #tudoaomesmotempoagora!

Quantas crises existenciais temos ao longo da vida?

Essa foi, para mim, a maior crise existencial até agora (e olha que já cheguei aos 40!!).

Eu entendo que cada fase da vida traz um desafio, um medo, uma angústia e um (ou vários) obstáculo(s) a ser(em) vencido(s). E a medida que passamos por tudo isso parece que se torna mais fácil superar e seguir em frente.

Agora que sou mãe consigo desenhar melhor algumas dessas fases. Os filhos começam a vida outdoor precisando superar uma crise adaptação absurda. A mudança de ambiente, a indisponibilidade de alimento, as variações de temperatura.

Seria essa a nossa primeira crise existencial?

Após esses primeiros meses de adaptação, outro marco importante é o sentar e depois, um libertador, é ficar de pé! Ver o mundo em outro ângulo. 

No auge dos 3 anos eles testam TUDO! Essa não é uma crise para eles, mas para os pais é um grande teste de paciência.

Até os 7 ou 8 anos a fase do lúdico, das brincadeiras se mantém. Mas, a partir daí, começa mesmo uma crise. Aquela da pré-adolescência: sou criança? Sou adolescente? O que isso implica?

Estamos convivendo com essa fase aqui.

Mudanças de humor constantes, sentimentos polares, confusão entre escolhas e vontades. Só para dar um exemplo: minha filha fez 9 anos e no aniversário ganhou livros, que aliás foram pedidos por ela. Algumas amigas deram perfumes, acessórios, outras deram roupas de presente. E ela? Ficou decepcionada por não ganhar.... BRINQUEDOS!

Aí eu disse: mas qual brinquedo você queria? Ela: não sei!

#táfácil #sqn

Sei que ainda teremos a crise da adolescência em si, depois da escolha da profissão/faculdade, o início da vida adulta, foco na carreira ou na vida emocional, enfim... tenho muito a viver e aprender com eles. Mas fico pensando como é duro crescer, como é difícil crescer, fazer escolhas.

Não há respaldo e segurança familiar que sejam suficientes para inibir uma crise.

Aos pais só resta compartilhar suas experiências e estar por perto para ouvir e (tentar) ajudar a sair da crise.