Reflexões - vida de mãe
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A Bela e a Fera: primeiras impressões

Estive ontem na cabine de imprensa e só posso dizer para quem é fã, como eu, da Disney ou da história em si: Vá! Você não vai se decepcionar!

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A Bela e a Fera: primeiras impressões

A história é a mesma, com pequenas pitadas adicionais que fazem mais sentido ainda. As cores são as mesmas assim como as músicas. Mas o toque contemporâneo está presente no roteiro, na produção, nas falas das personagens.

Há uma certa nostalgia em algumas cenas musicais com forte inspiração em Fantasia, bem ao estilo Disney que, na minha opinião, são ENCANTADORAS!

A versão legendada (que foi a que assisti) é perfeita. Fiquei me questionando o que acontecerão com as músicas na versão dublada - se forem dubladas acho que será uma perda.

Emma Watson como Bela é perfeita. Linda, forte e super adequada. Aliás, todo o elenco britânico dá conta do recado. O sotaque é maravilhoso e nos transporta para a Europa.

Há cenas bem densas, escuras e até violentas, mas nada demais se comparadas aos trailers de heróis e afins.

A Bela e a Fera: primeiras impressões

Sobre a polêmica da cena/personagem gay, é MUITO sutil. Nem vale falar sobre. 

Aliás, o filme todo é leve, sutil, apesar de cenas intensas tanto para a emoção quanto para o drama.

A Bela e a Fera: primeiras impressões

A Bela e a Fera é uma história de amor! Sobre conhecer as pessoas além das aparências, sobre viver sua verdade e ser livre para amar. É uma história sobre relacionamentos difíceis, sobre resiliência, sobre perdão.

Imperdível já que são temas MUITO ATUAIS revisitados agora no novo live action da Disney! Quem for me conta depois o que achou!

Falei mais sobre o filme lá no blog também:

A geração do unfollow

Deixar de seguir parece ser a regra do momento. 

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Não gostei do que falou: unfollow.
Discordo de você: unfollow.
Me ofendeu: unfollow.

A geração do unfollow

Já falamos aqui sobre "As Bolhas da Maternidade" e o tema "bolhas" está na boca de 9 entre 10 influenciadores digitais ou estudiosos da área.

A minha questão é muito mais sobre que sociedade estamos cultivando do que qualquer outra discussão possível.

Se você simplesmente apaga, deleta, bloqueia ou deixa de seguir alguém pelas razões acima você está sinalizando o que?

Vai lá assistir Black Mirror e depois me conta... (aliás essa dica foi da Cynthia, minha amiga. Episódio NATAL da segunda temporada).

Se por um lado tem a turma que dá unfollow por preguiça de argumentar, ou por não querer enfrentar um problema, do outro lado temos pessoas que querem impor, a qualquer custo, suas vontades e opiniões.

A real? As relações estão doentes!

As pessoas não sabem mais lidar com diversidade de qualquer ordem. Não é um contra-senso?

Num mundo de diversidades estamos cada vez mais polarizados. 

Se você não pensa como eu, eu deixo de te seguir. Argumentar pra que? Conversar pra que? Entender o ponto de vista do outro? Nem pensar.

A gente pode (e DEVE) discordar, ter opiniões diferentes. Mas acima de tudo é preciso ter respeito e VALORIZAR as relações e as diversidades.

Eu respeito muito amigos que pensam diferente de mim. Muitas vezes eles sinalizam uma outra forma de pensar e, se não me faz mudar de opinião, pelo menos me faz ver o outro lado.

Se a gente continuar dando unfollow a cada discordância vamos viver em que mundo? Estamos mostrando que mundo para os nossos filhos?

Parece até aquela máxima do "porque não e ponto". Tenho razão, sem argumentos e acabou.

Num mundo de unfollow e blocks compulsórios estamos dizendo: não quero argumentar, quero viver aqui no mundo irreal que criei com as minhas certezas e verdades. Seu ponto de vista diferente do meu não serve para mim, nem para me fazer pensar.

Definitivamente, não é esse o mundo que quero para os meus filhos. Quero que eles desenvolvam o poder de argumentação, quero que conheçam cada lado dos seus pontos de vista e escolhas.

Formar cidadãos críticos e que pensem e RESPEITEM os outros é o que mais quero para os meus filhos e isso não cabe na cultura do unfollow.

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escrita por
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HelenaSordili
Pra emagrecer, coma! Pra relaxar, grite! Pra ser perfeita, erre! Pra ser você, mude! Autora do blog Eu, ele e as crianças