Reflexões - vida de mãe
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A geração do unfollow

Deixar de seguir parece ser a regra do momento. 

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Não gostei do que falou: unfollow.
Discordo de você: unfollow.
Me ofendeu: unfollow.

A geração do unfollow

Já falamos aqui sobre "As Bolhas da Maternidade" e o tema "bolhas" está na boca de 9 entre 10 influenciadores digitais ou estudiosos da área.

A minha questão é muito mais sobre que sociedade estamos cultivando do que qualquer outra discussão possível.

Se você simplesmente apaga, deleta, bloqueia ou deixa de seguir alguém pelas razões acima você está sinalizando o que?

Vai lá assistir Black Mirror e depois me conta... (aliás essa dica foi da Cynthia, minha amiga. Episódio NATAL da segunda temporada).

Se por um lado tem a turma que dá unfollow por preguiça de argumentar, ou por não querer enfrentar um problema, do outro lado temos pessoas que querem impor, a qualquer custo, suas vontades e opiniões.

A real? As relações estão doentes!

As pessoas não sabem mais lidar com diversidade de qualquer ordem. Não é um contra-senso?

Num mundo de diversidades estamos cada vez mais polarizados. 

Se você não pensa como eu, eu deixo de te seguir. Argumentar pra que? Conversar pra que? Entender o ponto de vista do outro? Nem pensar.

A gente pode (e DEVE) discordar, ter opiniões diferentes. Mas acima de tudo é preciso ter respeito e VALORIZAR as relações e as diversidades.

Eu respeito muito amigos que pensam diferente de mim. Muitas vezes eles sinalizam uma outra forma de pensar e, se não me faz mudar de opinião, pelo menos me faz ver o outro lado.

Se a gente continuar dando unfollow a cada discordância vamos viver em que mundo? Estamos mostrando que mundo para os nossos filhos?

Parece até aquela máxima do "porque não e ponto". Tenho razão, sem argumentos e acabou.

Num mundo de unfollow e blocks compulsórios estamos dizendo: não quero argumentar, quero viver aqui no mundo irreal que criei com as minhas certezas e verdades. Seu ponto de vista diferente do meu não serve para mim, nem para me fazer pensar.

Definitivamente, não é esse o mundo que quero para os meus filhos. Quero que eles desenvolvam o poder de argumentação, quero que conheçam cada lado dos seus pontos de vista e escolhas.

Formar cidadãos críticos e que pensem e RESPEITEM os outros é o que mais quero para os meus filhos e isso não cabe na cultura do unfollow.

Filhos: cada fase uma dor e uma delícia

Num desses grupos de WhatsApp maternos, ou de amigas, uma mãe fala da felicidade do filho mais velho completando 16 anos, enquanto a outra fala da filha de 9 que descobriu que o Papai Noel é a mamãe.

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Filhos: cada fase uma dor e uma delícia

Enquanto o de 16 está começando a namorar, a de 9 ainda tem asco dos meninos porque eles são "muito bobos". Um já tem uma vida semi-independente, a outra está querendo conquistar algumas responsabilidades e autonomias.

As outras mães do grupo falam dos seus filhos: um que voltou a dar trabalho para comer, o outro que não quer fazer lição de casa, mais um que se mostrou solidário à nova aluna Down da escola, ou ainda aquele que ganhou a vaga no time principal da escolinha de futebol .

Mães e suas dores e delícias!

Todos os dias a gente aprende a lidar com sentimentos opostos, conflitantes, complementares, desconhecidos. Haja equilíbrio para aguentar a montanha-russa emocional diária.

A cada fase uma nova dor e uma nova delícia. Dos choros e cólicas às primeiras risadinhas, da alfabetização aos ralados nos joelhos, da fase do "por que?" à fase do "já sei"... eles crescem e extrapolam os nossos sentimentos e limites.

Você pode ficar brava, perder a paciência, mas depois vem algo que te enche de orgulho, de alegria e admiração por ser mãe dessa pessoinha ou desse adolescente maravilhoso. Em geral dá trabalho - se não tiver dando trabalho tem algo errado aí, mas a gente sabe que está no caminho certo (se é que isso existe mesmo) quando eles mostram o lado humano, sincero e puro do próprio desenvolvimento.

Conviver de perto com seus filhos e com outras crianças, ou acompanhar relatos de mães e pais (sejam seus amigos ou em grupos maternos da escola ou nas redes sociais) faz com que você aprenda mais sobre diversidade, educação, estilos de vida e, claro, dores e delícias individuais.

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escrita por
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HelenaSordili
Pra emagrecer, coma! Pra relaxar, grite! Pra ser perfeita, erre! Pra ser você, mude! Autora do blog Eu, ele e as crianças