Reflexões - vida de mãe
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Todo mundo tem uma história para contar
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A motivação de cada um

Em cada fase da vida somos movidos por um tipo de motivação. Quando pequenos só queremos brincar e a motivação é se divertir.

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Quando somos adolescentes podemos ter motivações emocionais/setimentais, os estudos (com bons resultados) e por aí vai.

Na vida adulta, assim que nos formamos e começamos a trabalhar, procuramos motivações que nos façam realizados profissionalmente.

A motivação de cada um

Falando assim parece que vivemos compartimentados, mas a verdade é que vivemos tudo ao mesmo tempo. Se o lado profissional vai bem, seria lindo que o lado emocional também seguisse nesse sentido e vice-versa.

Acontece que, além de aprendermos a viver com as pequenas felicidades - as felicidades das pequenas coisas do dia-a-dia, precisamos aprender que a vida adulta é cheia de nuances e coisas boas e não tão boas o tempo todo.

As motivações precisam ir além da idealização da vida perfeita, ultrapassar a barreira do ser feliz em tudo.

Andou circulando um texto sobre uma pessoa que, em teoria, tinha a vida perfeita, o emprego perfeito, a conta bancária perfeita mas que largou tudo e foi viver uma vida nova, completamente diferente da anterior e "perfeita".

Eu não estou dizendo para você largar tudo e mudar radicalmente. Só estou tentando planificar, até para mim, que as motivações são diversas e mutáveis.

Quando eu fico meio deprê (#quemnunca) penso no que me faz acordar, levantar da cama e continuar. Claro que na maioria das vezes a resposta é "minha família". Mas eu sei que, se eu não fizer as coisas POR MIM, não poderei fazer pela minha família, meu marido, meus filhos.

E também porque é muita irresponsabilidade colocar nas costas de duas crianças a minha motivação e felicidade.

Estar bem consigo é o primeiro passo para sentir-se motivado. Saber que você se ama e dá conta! Isso já é motivação de sobra.

Mas saber que seus filhos estão lá, seu marido, família e amigos também é ainda mais motivador. Mas isso é construção, não nasce de uma hora para outra.

Nasce uma mãe, nasce uma blogueira?

Essa frase está até ultrapassada, porque hoje em dia nasce uma mãe e nasce uma instagrete ou uma youtuber! Mas, já parou para pensar, por que a maternidade desperta essa exposição através perfis nas redes sociais?

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Nasce uma mãe, nasce uma blogueira?

*APENAS PARA CONTEXTUALIZAR* Eu participei de um hangout em 2013 com esse tema e, de lá para cá fiz algumas palestras dissertando sobre esse assunto também. Em 2016 lancei um curso e vários conteúdos específicos para quem quer ser creator no segmento materno-infantil-lifestyle. *

Eu brinco - falando algo que acredito mesmo - que toda mãe é contadora de histórias. A gente começa contando como conheceu o marido, conta sobre os planos para engravidar, fala sobre o positivo, a gestação, as dores e as delícias de ser mãe e sobre o crescimento dos filhos. E por aí vai.

E por que a gente fala tudo isso?

Acho que falamos sobre a experiência da maternidade por dois motivos principalmente: aprovação e acolhimento.

A todo momento - e isso independe do meio, o papel de mãe parece estar sob os holofotes de uma banca julgadora. Essa banca é formada por gente de toda sorte: de familiares e amigos próximos até pessoas que só te vêem pela rede social mas juram que te conhecem melhor que ninguém.

E quando falamos sobre a maternidade nas redes sociais buscamos tanto o endosso para nossas atitudes quanto a palavra de conforto sobre alguma dificuldade que estamos tendo com os filhos ou com a maternagem em si.

Partindo disso, e tendo uma ferramenta de busca poderosa nas mãos - o celular, o canivete suíço moderno, buscar na internet soluções para os seus problemas de mãe se tornou algo muito natural. 

Buscamos sobre aleitamento, sobre decoração para o quarto, pesquisamos temas para a festa de um ano (e dos outros anos também), e até sobre alguma insegurança ou dúvida que começou a nos preocupar em relação aos filhos. Antes mesmo de dividir isso com o marido ou pai dos filhos, com o pediatra ou na escola estamos lá, pesquisando na internet.

Quando eu montei o blog a minha ideia era dividir minhas angústias e dividir, com pessoas que estivessem na mesma situação, as minhas experiências. Sem pretensão comercial, sem complementação de renda, sem glamour.

Ser blogueira para mim era algo meu, natural pois sempre escrevi para desabafar e clarear as ideias - em agenda, diários e afins. Escrever no blog era só mais uma forma de me expressar. Depois se tornou algo mais, mas não nasceu com business plan nem gestor de mídias sociais... heheh (nem tenho isso ainda, nem sei se um dia terei!).

Toda mãe é mesmo uma contadora (ou pelo menos colecionadora) de histórias para contar. Mas para ser blogueira, instagrete ou youtuber, é preciso um algo mais. É preciso querer compartilhar suas experiências naturalmente, sem forçar a barra ou forjar uma realidade que não existe.

E é importante ter foco naquilo que você gosta! 

Ter um blog requer tempo e dedicação e o ideal é que você o faça por prazer e com temas/assuntos que curta mesmo. Eu, por exemplo, gosto de falar dos meus filhos, dos nossos passeios em família, das minhas artes (para e) com eles, das receitinhas que eu testo para mim e para eles. Essa é a essência do meu blog.

Não dá para glamourizar tudo. E não é porque você teve filhos que o registro do blog vem junto com a certidão de nascimento. É preciso, reforço isso para não parecer também que é simples, dedicação e uma trilha de auto-conhecimento até que o blog resulte em algo legal, de fato! Para você e para os outros.

Acho que todas as mães são blogueiras em potencial, mas é preciso entender um pouco mais a fundo o que tudo isso envolve!

Bora lá contar muitas histórias?

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escrita por
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HelenaSordili
Pra emagrecer, coma! Pra relaxar, grite! Pra ser perfeita, erre! Pra ser você, mude! Autora do blog Eu, ele e as crianças