Reflexões - vida de mãe
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Amigos de infância: a melhor coisa da vida!

Tem coisa melhor na vida do que ter amigos? SIM! Ter amigos de infância!

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Alguns vão dizer que amigos mesmo dá para contar nos dedos. Outros vão dizer que as amizades já não são as mesmas de antigamente.

Pois eu vou dizer que me sinto privilegiada por ter amigos, dos mais diversos círculos/tribos e que conservo amigos de uma vida inteira.

A medida que a gente cresce, muda de escola, entra na faculdade, começa a namorar, trabalhar ou se casa (e tem filhos) vamos selecionando/filtrando as amizades. É normal as amizades mudarem, há uma espécie de seleção natural de acordo com o momento.

Os meus amigos de infância

Mesmo tendo passado por isso e ter vivido numa fase pré-redes sociais digitais (para vocês terem uma ideia eu me cansei ANTES do ORKUT existir!!!), conservo amigos de infância.

E por amigos de infância entende-se amigos que estudaram comigo desde a 1ª série primária (com a licença poética aqui pois as novas nomenclaturas são confusas demais para essa cabecinha cansada).

A gente mantém contato graças às redes sociais, mas independente delas. Entende?

Alguns grupos se reúnem sempre. Outros se vêem apenas uma vez por ano ou no aniversário dos filhos. Não importa. Importa que sabemos que eles estão lá.

E amigo é aquele que, não importa onde paramos, podemos sempre retomar daquele ponto. Não tem cobrança, não tem #mimimi.

Os amigos de infância dos meus filhos

Quero muito que meus filhos tenham amigos de infância como eu tenho. Sei que hoje é mais fácil manter contato, mas mais difícil manter amizades.

Eles já são amigos dos filhos dos meus amigos, mas sei que isso é passageiro na maioria dos casos.

Amigos de escola em geral são os que permanecem. E acho que estamos no caminho para que esses laços de amizade permaneçam ainda que mudem de escola, bairro ou cidade.

Meus filhos já "perderam" amigos queridos nas transições de segmentos, mas tentamos manter as amizades, visitas ou o contato.

Quero que eles olhem para trás e tenham orgulho das amizades que construíram, assim como eu tenho das minhas.

Tempo de ser mãe

Fui mãe depois dos 30. As razões foram mais circunstanciais do que racionais.

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A verdade é que quando eu era mais jovem eu não queria ser mãe. Eu achava que seria uma pessoa do mundo, sem filhos. E também nunca estive com alguém que me despertasse a vontade de ser mãe, antes de namorar meu marido.

Entre namoro e casamento foram apenas 2 anos. Mas até a decisão de engravidar se consolidar demorou um pouco.

Morávamos de aluguel mas ter nossa casa não era premissa. Não tínhamos estabilidade financeira - já que somos sócios na agência, e isso não era também um empecilho. Engravidei terminando meu mestrado, mas também não tive contra tempos com isso.

A idade certa para a maternidade

Minha irmã do meio foi mãe bem novinha, aos 20 e poucos. Hoje minha sobrinha tem 17 anos. A relação delas é linda, ambas jovens podem curtir programas juntas sem ser um martírio para qualquer uma delas.

Eu fui mãe aos 32 e acredito que foi o meu tempo certo. A maturidade me trouxe confortos (mais psicológicos do que materiais) que aos 20 e poucos eu não teria.

Tempo de ser mãe

E agora eu curto a maternidade aos 40, com meus filhos com 6 e 8 anos. É uma delícia vê-los crescendo e ainda ter disposição para correr e brincar com eles - e trocar experiências, curtir coisas que eu gosto e que ensino a eles.

Mas a realidade é que a maternidade está cada vez mais tardia. Um relatório do IBGE, divulgado no final de 2016 e relativo a 2015, confirma novamente a tendência de as mulheres brasileiras, especialmente das regiões Sul e Sudeste, terem filhos mais velhas, entre 30 e 39 anos. Em São Paulo, por exemplo, 30% das mães engravidam nessa faixa etária, ante 22% em 2005.

Tem muitas questões envolvidas no adiamento da maternidade, da compra da casa ao término dos estudos ou estabilidade da carreira (uma ilusão em qualquer fase da vida, diga-se de passagem), mas a verdade é que o modo de vida atual faz com que o corpo não responda mais tão bem a maternidade tardia.

São opções, são escolhas e o mais difícil é estar ciente de todas as suas dimensões.

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escrita por
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HelenaSordili
Pra emagrecer, coma! Pra relaxar, grite! Pra ser perfeita, erre! Pra ser você, mude! Autora do blog Eu, ele e as crianças