Reflexões - vida de mãe
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Às vezes a gente só quer contemplar

Helena Sordili
há 9 meses1 visualizações

Parece que está proibido ficar de bobeira!

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Esse final de ano foi uma loucura porque com as datas no final de semana o que eu temia realmente aconteceu: trabalhei até dia 23 sem cessar. E dia 03 (ufa, ganhei um dia) estava aqui, de novo no trabalho.

Tudo bem que, com crianças de férias, todo dia é maratona. Todos os dias a criatividade e o nosso poder logístico tem que trabalhar. 

Mas sem aquela "leseira" de uns diazinhos de descanso fica ainda mais atropelado tudo isso.

Às vezes a gente só quer contemplar

Nem precisa ser férias

Nem estou falando de férias... só queria curtir uns dias sem o despertador ou sem a agenda cheia. Porque às vezes a gente só quer contemplar, curtir o nada, o silêncio e a preguiça. Por que não?

Depois que me tornei mãe amo mais o silêncio!

Essa semana, que já é a segunda de trabalho do ano, desliguei o alarme. Acordei mais ou menos no mesmo horário mas sem a "pressão" do despertador. Já comecei o dia mais disposta.

E também institui um dia por semana sem trabalhar, para sair com as crianças ou emendar o final de semana e fazer um bate-volta por aí.

Semana passada fomos para a praia, essa semana enforquei a quinta e fomos ao Museu Catavento - vale a visita.

A gente vive numa pressão de agenda que é enlouquecedora. E é uma falsa sensação de produtividade e trabalho. Parece que ninguém mais se lembra do ócio criativo, dos insights em momentos inesperados, das conversas sem objetivos - o típico besteirol adolescente.

É muito bom acordar e ter a agenda vazia! Poder começar o dia com a tela limpa, deixando o dia te conduzir por surpresas inesperadas.

O que você deixou de ser quando cresceu?

Vi um dia desses essa imagem (abaixo) no Instagram e ela me pegou de jeito.

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O que você deixou de ser quando cresceu?

Eu cresci muito rápido. Além de ser a filha caçula, sou (e a impressão que tenho é de que sempre fui) a mais alta das três. Nasci um bebê grande, fui uma criança grande e aos 12 anos eu já tinha a altura que tenho hoje (nada menos que 1.83m).

O filho caçula tem os supostos mimos mas tem o aprendizado atropelado. A gente não é tão paparicado ou mimado na atenção do dia-a-dia, vai no "bolo" do que estiver rolando.

Cresci meio na marra, mas relutei e brinquei de bonecas até os 15 anos porque me sentia criança. (e se deixar ainda brinco viu?)

Ser adulto dói... assumir responsabilidades, fazer escolhas é um processo muito forte de transformação. A gente só tem consciência disso depois.

Meus filhos estão crescendo

Eu tenho filhos pequenos. Não tão pequenos... Mas já sofro com o crescimento deles. 

Eu sinto muito quando uma criança aprende que as pessoas não são tão legais, ou quando descobrem que Papai Noel não existe, ou ainda quando lúdico não os encanta mais. Quando a gente cresce, deixa para trás o olhar fresco sobre as coisas/situações. Já não se surpreende ou emociona tão facilmente.

A Isa perdeu o colo aos 2 anos quando o irmão nasceu. Ela também foi o bebê grande. E eu quero muito que ela não sinta as dores de crescimento que eu senti.

A gente precisa dar aos filhos instrumentos para que eles cresçam e se desenvolvam. Sejam autônomos e assumam suas responsabilidades, suas decisões. Que corram riscos, façam cagadas... mas que consigam retomar a vida.

A gente pode crescer sem deixar para trás os valores, as boas lembranças, tudo o que vivemos de bom e os aprendizados da infância - que são milhares.

O desafio é crescer sem se perder, sem deixar para trás sua essência de criança.

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HelenaSordili
Pra emagrecer, coma! Pra relaxar, grite! Pra ser perfeita, erre! Pra ser você, mude! Autora do blog Eu, ele e as crianças