Reflexões - vida de mãe
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Do Home Office ao Coworking familiar

Helena Sordili
há 7 meses36 visualizações

Há uns anos atrás a grande polêmica em torno do trabalho da mulher era a questão de voltar ou não ao trabalho pós-maternidade.

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Acabada a licença maternidade muitas mães ficavam tensas com a decisão de voltar e deixar os filhos com babás, em berçários ou com cuidadores familiares (irmãs, tias, avós).

Mas, de acordo com a necessidade de cada um, as escolhas não são bem escolhas e aí você faz o que está dentro do seu contexto.

Passado um tempo, o que mais se falou foi sobre mães que passaram a empreender pós-maternidade para tentar ganhar tempo com os filhos. Balela! Empreender requer tempo e dedicação, ter filhos e cuidar dos filhos, idem. Não vai dar para fazer tudo ao mesmo tempo.

Nesse modelo, o trabalho em home office ganhou destaque. Um escritório dentro de casa que está sujeito a interrupções ao telefone, choros e gritaria ao fundo e cenas constrangedoras como a que vimos recentemente.

Do Home Office ao Coworking familiar

Você pode ter no mesmo terreno um outro espaço reservado e, ainda assim, pode "sofrer" com as consequências acima.

Atualmente a moda são os coworkings - lugares compartilhados de trabalho onde se paga por período e/ou hora, além de benefícios como lugar marcado, sala de reunião, secretária e telefone fixo.

A ideia, especialmente para as mães nesse momento de retomada do trabalho, é ótima pois você pode empreender e estar em contato com os outros profissionais, sair da toca, ver gente e respirar algo mais do que creme para assaduras e lencinhos umedecidos.

Começam a surgir os coworkings familiares. São espaços em que as mães podem levar seus filhos e estes estarão perto e terão atenção especial de cuidadores. Você não correrá o risco de ser interrompido no meio de uma ligação, por exemplo.

A ideia é muito boa mas deve ser acompanhada de regras. Crianças precisam se relacionar por faixa etária e podem demandar atenções especiais que espaços assim talvez não dêem conta.

De qualquer forma, é uma luz para os novos modelos de trabalho, novas formas de ocupação de espaços e mais possibilidades para aquela mulher que quer manter a produtividade e o trabalho formal ativo mesmo depois de ser mãe.

Por que precisamos de rótulos?

Helena Sordili
há 7 meses36 visualizações

Num tempo tão plural, ainda procuramos rótulos e definições que nos limitam e colocam em caixinhas únicas. Por que?

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Eu vou dizer que essa reflexão veio com mais intensidade depois de ir à pre-estreia do filme Os Smurfs e a Vila Perdida. Sim, para mim qualquer momento de lazer (ou não) é também de reflexão.

Por que precisamos de rótulos?

Eu sempre achei ruim ser enquadrada na categoria mãe (e só), por exemplo, porque nunca somos uma coisa só, frequentamos grupos diferentes, temos amigos de épocas diferentes e podemos nos relacionar com eles normalmente, em momentos distintos.

Se sou meio nerd no trabalho, sou também bem humorada entre os amigos, ainda tenho hobbies com outros grupos que se formaram por esses interesses e assim por diante.

A gente cresce e vai costurando uma série de retalhos que formam a nossa pele, o nosso "quem sou", complementar e plural. E moldável por situação e grupo de convivência.

E por que a reflexão ganhou forma depois do tal filme? Porque lá a crise de identidade de Smurfette está justamente em não delimitar nada na sua tagline. Enquanto um é o Papai Smurf, o outro é o Smurf Gênio ou ainda o Smurf Desastrado, ela é "apenas" Smurfette.

Ela não tem uma habilidade única, não tem algo marcante pelo qual pode ser nomeada e isso dá uma crise na menina. Durante a aventura fica claro que ela é plural, que Smurfette é uma mulher típica, cheia de habilidades - ela até encontra outras tantas como ela lá na Vila Perdida.

Infelizmente algumas mulheres demoram a entender essa nossa condição multitask, e ficam buscando algo essencial que as defina. Somos mães, mulheres, trabalhadoras, aventureiras, fortes e sensíveis. E isso já faz de nós seres únicos!

No mais, vale a pena levar as crianças ao cinema. O filme estreia dia 06/04 e é um programão para toda a família.

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HelenaSordili
Pra emagrecer, coma! Pra relaxar, grite! Pra ser perfeita, erre! Pra ser você, mude! Autora do blog Eu, ele e as crianças