Reflexões - vida de mãe
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Eu <3 SP

Não nasci na Mooca, não falo tanto MEU, nem como os Ss nas palavras. Mas falo que vou pra "cidade", que eu como bolacha e amo um shopping - a praia do paulistano.

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Eu amo São Paulo que hoje faz 463 anos! E amo desde pequena! 

Tenho lembranças de ir com meu pai para o oftalmologista (looonge - era em Pinheiros mas para mim parecia outro estado!) de carro, e admirar as avenidas largas, os prédios altos, o cinza da cidade. Ah o cinza... esse tão falado hoje em dia! 

Mas as lembranças também dão conta das fachadas, dos letreiros, dos outdoors que um outro prefeito varreu da cidade e que hoje, sinceramente, não sinto falta e acho que ficou tudo mais LIMPO mesmo.

Me lembro de ir ao cinema Marabá, onde um primo da minha mãe era gerente. Um lugar lindo mas que já dava sinais da idade. Ele foi todo reformado recentemente, após ser adquirido por uma rede de cinemas!! Lá assistimos muitos filmes nas férias, na época em que só havia um lançamento infantil por temporada, fatalmente dos Trapalhões.

Eu <3 SP

A sala era cheia de adornos, as poltronas de couro, o piso de madeira, longas escadas. A cara da Avenida Ipiranga. A cara de São Paulo.

Minha mãe, que nunca dirigiu, tinha uma logística inteligente para os passeios das meninas (ela e as três filhas): íamos de ônibus até o local, passeávamos bastante e, quando estávamos mortas de cansaço ela nos brindava com a volta de táxi. Uma GÊNIA!

Hoje a gente vai de carro ou a pé. Sou vizinha de um shopping cujo apelido virou MEU QUINTAL! 300 metros e estamos lá.

E andamos pelo bairro, valorizamos o que tem de mais legal por aqui, da padaria à loja de brinquedos ou roupas. A manicure, o cabeleireiro, aquele restaurante escondido ou simplesmente o cheio dos cantos da zona norte.

Nunca me importei por "morar longe". Até porque TUDO em São Paulo é longe. Mas tem de tudo em todo canto. Tem circuito de café, padarias, brechós, material escolar, presentinhos e bijoux. TI, startups, coworkings, museus. E você vai de carro, de ônibus, de metrô ou de Uber. 

Aliás, eu puxo papo! #soudessas Eu puxo papo com o taxista, com a mãe do meu lado no metrô, com a pessoa na fila do café. E nessas viagens conheço pessoas, engreno papos, descubro sonhos e desejos que a nossa cidade comporta, todos os dias. E a cada dia a vontade de estudar sociologia aumenta!

São Paulo nos brinda com a diversidade. Com os olhares diferentes de cada um. Uma cidade que nos entrega, todos os dias, ótimas oportunidades culturais e uma janela incansável para a prosa com o outro. 

Não é a cidade perfeita. Mas é a perfeita para mim, hoje!

O dia que a internet parou

O nome desse post é para os fãs de Raul Seixas... não tá entendendo nada? Então ouça aqui:

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No meu caso não foi sonho e o que parou foi a internet!

Por uma solicitação na operadora da minha linha de celular (e por uma desatenção anterior) meu pacote de dados sofreu redução de dados a partir do dia 10. E eu, que tava acostumada com a internet ilimitada no meu 4G ou via wifi me senti sem pernas/braços, cérebro?

Nos primeiros momentos fiquei brava. Como minha conexão estava tão ruim? Por que eu não conseguia mais abrir meus feeds de redes sociais como antes? Não conseguia jogar? Nem minhas mensagens iam na velocidade que eu estava acostumada.

Depois comecei a notar a minha dependência. Notei que estava irritada por não ver coisas que talvez não fossem assim TÃO importantes assim. Fiquei tentando alternativas para ver minhas séries antes de dormir.

Eu trabalho com internet mas eu estava brava porque fora do trabalho eu estava sem internet!

E num terceiro momento eu decidi não me irritar. UFA! Decidi me reconectar com coisas offline. 

O dia que a internet parou

E em 10 dias de redução de velocidade eu li 2 livros, fiz 3 álbuns de scrapbooking, brinquei mais com meus filhos, conversei mais com meu marido.

Amo estar conectada mas esse tempo "limitada" me ajudou a ver que estava demais. E que se eu estava demais, dou esse exemplo para os meus filhos. E não quero que eles fiquem só nas telinhas. Quero que eles brinquem mais com seus brinquedos, exercitem a criatividade em outros ambientes.

Amo tecnologia - e tento o usar o que ela tem de melhor, amo estar conectada - e falar com a amiga que mora na Califórnia como se ela estivesse aqui do lado, mas vale a máxima de uma grande amiga: a internet serve para aproximar quem está longe e não afastar quem está perto.

Que tal um café e um papo "olho no olho"? Coisa melhor não tem!

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HelenaSordili
Pra emagrecer, coma! Pra relaxar, grite! Pra ser perfeita, erre! Pra ser você, mude! Autora do blog Eu, ele e as crianças