Reflexões - vida de mãe
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Mãe de segunda viagem também tem medo

Há toda uma aura em torno da mãe de primeira viagem: dos apelos emocionais/comerciais, ao purismo de uma situação inédita e incrível que muda a vida da mãe e de todos à sua volta.

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Mas, e a mãe de segunda viagem?

Quando me dei onta de que era mãe de segunda viagem, percebi que haviam experiências e expectativas diferentes da primeira gestação.

Mãe de segunda viagem também tem medo

Medos de uma mãe de 2a viagem

Quando estava grávida do meu segundo filho muita gente me perguntava como estava a primogênita em relação ao irmão.

E eu sempre respondia que ela estava bem e sem grandes expectativas. Ela tinha 2 anos exatos quando ele nasceu, não tinha dimensão do que estava acontecendo. Apenas instintos.

Ela beijava a barriga, abraçava, falava do irmão, e foi ela quem deu os apelidos que ele carrega até hoje: Tato e Tatinho.

É CLA-RO que ela estava sentindo que algumas coisas iam acontecer e mudanças estavam por vir. Fizemos alguns marcos para essa transição de irmã mais velha: "demos" a nova cama para ela, eu já não a pegava no colo quando estava de pé, a minha barriga não parava de crescer, de repente a casa estava tomada de coisas azul/verde e não mais só o rosa/lilás dela. Começamos o desfralde, enfim, uma série de mudanças que alteraram, de alguma forma, a rotina dela.

Ela sempre foi uma criança carinhosa mas tinha receio das reações depois do nascimento do irmão.

Todos sempre me aconselharam dizendo que eu devia aproximá-la, pedir ajuda para cuidar do irmão e tal. E foi isso que fiz. Era estranho tentar prever as reações, tentar imaginar o que ia acontecer que até tentava não pensar nisso.

Meu maior medo era do período em que ficaria na maternidade.

Pensava desde a ida para a maternidade, onde ela estaria/ficaria... Como seria o nosso primeiro encontro e tal. Uma das nossas táticas foi o irmão trazer um presente para ela quando chegou. Foi bem legal e ela tem a boneca até hoje.

E eu pensava nela, tão pequena, como irmã mais velha. Perdendo o colo e dividindo as atenções.

Além disso, meu medo maior era de não amar meu segundo filho como amava a primeira. #quemnunca E, claro, também ficava me questionando se daria conta.

A verdade verdadeira é que a gente SEMPRE dá conta! E o amor se multiplica! UFA!

Fazer aniversário (dos filhos) fica mais fácil com os anos!

Minha filha mais velha está fazendo 9 anos e eu tenho uma grande conclusão: a medida que eles crescem, fazer aniversário fica mais fácil!

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Fazer aniversário (dos filhos) fica mais fácil com os anos!

Um pouco porque a gente CANSA de festas enormes, em buffets e cheias de roteiros (além da impessoalidade) e outro tanto porque eles já não querem mais festas cheias de gente, querem só passar a tarde/noite com os amigos no cinema, numa festa do pijama com muitas risadas, video game e risadas.

Os pais relaxam e sabem que o dia do aniversário é "apenas" um dia como outro qualquer. Claro que a gente comemora, faz as vontades do aniversariante, compra bolo e salgadinhos, recebe a família mas... tudo com MUITO mais tranquilidade.

Comemorar aniversário é bom demais, e continuo achando isso para mim e para os meus pequenos. Mas também acho que é melhor reunir poucos e bons, amigos mais próximos do que festanças homéricas onde nem conseguimos falar com todos os convidados com o carinho que merecem.

Quando minha filha viu que seu aniversário seria em plena terça de carnaval ela mesma desligou o botão da "expectativa" e partiu para o aniversário low profile.

Eles crescem e pelo menos isso fica mais fácil! Porque sei que agora, entrando na pré-adolescência, virá uma série de questionamentos e conflitos e tem muitas reflexões e longos papos nos esperando logo mais.

Só espero que ela mantenha essa praticidade em encarar "problemas" em todos os níveis da sua vida!

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escrita por
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HelenaSordili
Pra emagrecer, coma! Pra relaxar, grite! Pra ser perfeita, erre! Pra ser você, mude! Autora do blog Eu, ele e as crianças