Reflexões - vida de mãe
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Todo mundo tem uma história para contar
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Nasce uma mãe, nasce uma blogueira?

Essa frase está até ultrapassada, porque hoje em dia nasce uma mãe e nasce uma instagrete ou uma youtuber! Mas, já parou para pensar, por que a maternidade desperta essa exposição através perfis nas redes sociais?

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Nasce uma mãe, nasce uma blogueira?

*APENAS PARA CONTEXTUALIZAR* Eu participei de um hangout em 2013 com esse tema e, de lá para cá fiz algumas palestras dissertando sobre esse assunto também. Em 2016 lancei um curso e vários conteúdos específicos para quem quer ser creator no segmento materno-infantil-lifestyle. *

Eu brinco - falando algo que acredito mesmo - que toda mãe é contadora de histórias. A gente começa contando como conheceu o marido, conta sobre os planos para engravidar, fala sobre o positivo, a gestação, as dores e as delícias de ser mãe e sobre o crescimento dos filhos. E por aí vai.

E por que a gente fala tudo isso?

Acho que falamos sobre a experiência da maternidade por dois motivos principalmente: aprovação e acolhimento.

A todo momento - e isso independe do meio, o papel de mãe parece estar sob os holofotes de uma banca julgadora. Essa banca é formada por gente de toda sorte: de familiares e amigos próximos até pessoas que só te vêem pela rede social mas juram que te conhecem melhor que ninguém.

E quando falamos sobre a maternidade nas redes sociais buscamos tanto o endosso para nossas atitudes quanto a palavra de conforto sobre alguma dificuldade que estamos tendo com os filhos ou com a maternagem em si.

Partindo disso, e tendo uma ferramenta de busca poderosa nas mãos - o celular, o canivete suíço moderno, buscar na internet soluções para os seus problemas de mãe se tornou algo muito natural. 

Buscamos sobre aleitamento, sobre decoração para o quarto, pesquisamos temas para a festa de um ano (e dos outros anos também), e até sobre alguma insegurança ou dúvida que começou a nos preocupar em relação aos filhos. Antes mesmo de dividir isso com o marido ou pai dos filhos, com o pediatra ou na escola estamos lá, pesquisando na internet.

Quando eu montei o blog a minha ideia era dividir minhas angústias e dividir, com pessoas que estivessem na mesma situação, as minhas experiências. Sem pretensão comercial, sem complementação de renda, sem glamour.

Ser blogueira para mim era algo meu, natural pois sempre escrevi para desabafar e clarear as ideias - em agenda, diários e afins. Escrever no blog era só mais uma forma de me expressar. Depois se tornou algo mais, mas não nasceu com business plan nem gestor de mídias sociais... heheh (nem tenho isso ainda, nem sei se um dia terei!).

Toda mãe é mesmo uma contadora (ou pelo menos colecionadora) de histórias para contar. Mas para ser blogueira, instagrete ou youtuber, é preciso um algo mais. É preciso querer compartilhar suas experiências naturalmente, sem forçar a barra ou forjar uma realidade que não existe.

E é importante ter foco naquilo que você gosta! 

Ter um blog requer tempo e dedicação e o ideal é que você o faça por prazer e com temas/assuntos que curta mesmo. Eu, por exemplo, gosto de falar dos meus filhos, dos nossos passeios em família, das minhas artes (para e) com eles, das receitinhas que eu testo para mim e para eles. Essa é a essência do meu blog.

Não dá para glamourizar tudo. E não é porque você teve filhos que o registro do blog vem junto com a certidão de nascimento. É preciso, reforço isso para não parecer também que é simples, dedicação e uma trilha de auto-conhecimento até que o blog resulte em algo legal, de fato! Para você e para os outros.

Acho que todas as mães são blogueiras em potencial, mas é preciso entender um pouco mais a fundo o que tudo isso envolve!

Bora lá contar muitas histórias?

O silêncio da casa

Dia 1º de fevereiro, terceiro dia da volta às aulas.

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O silêncio da casa

Está tudo muito quieto por aqui. O silêncio da casa é daqueles, ensurdecedor. Eu amo um silêncio, amo ficar só mas depois dessas férias está difícil acostumar com a volta (??) da rotina.

A gente se acostuma com as crianças chamando a cada pouco, com o cheiro de pipoca que invade a casa pouco tempo depois do almoço, com os amiguinhos que visitam. Até com as brigas pelo brinquedo/controle remoto/tablet a gente se acostuma.

E sente falta.

A volta às aulas significa um novo passo no amadurecimento deles e todo esse silêncio que está aqui indica que eles estão mesmo crescendo. Que hoje é a rotina do período escolar, mas que já já serão os rolês com os amigos, as viagens, a ida para a faculdade, um intercâmbio, vida adulta e... silêncio por mais tempo.

É por isso que a gente precisa focar em duas coisas enquanto eles estão pequenos (e crescendo) e sob as nossas asas:

  1. Aproveitar ao máximo cada momento com eles;
  2. Buscar o auto-conhecimento e maximizar o amor próprio.

Aproveitar ao máximo os filhos pequenos

Esse é daqueles conselhos que só quem deixar passar vai sentir falta por não ter recebido.

Eu sei que temos rotinas loucas, agendas a cumprir e demandas diversas, mas curtir os filhos, estar perto, ter um momento família no dia - ainda que seja o jantar (que pode incluir do preparo a arrumação da cozinha), é fundamental.

Eu não acredito em tempo de qualidade. Acredito que só quando a gente se dedica de fato aos filhos a gente sabe ter qualidade na relação com eles.

Então é preciso cultivar esse hábito para não se arrepender depois.

Auto-conhecimento

Quem já ouviu falar da síndrome do ninho vazio? 

A chamada síndrome do ninho vazio é uma condição caracterizada pelo surgimento de um quadro depressivo por parte dos pais (afetando geralmente a mãe) após a saída dos filhos de casa, a partir do momento em que eles se tornam independentes, partindo para outra moradia. fonte

Se a gente se mantém ocupado, com a cabeça em desenvolvimento, com funções e atividades que vão além da criação dos filhos deverá ser mais fácil passar por esse período.

Vamos ter que aprender a viver sem os filhos por perto diariamente e isso vai gerar um silêncio na sua casa (metafórica ou não). Mas até lá (espero) já saberemos lidar com o silêncio.

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HelenaSordili
Pra emagrecer, coma! Pra relaxar, grite! Pra ser perfeita, erre! Pra ser você, mude! Autora do blog Eu, ele e as crianças