Reflexões - vida de mãe
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O que você deixou de ser quando cresceu?

Vi um dia desses essa imagem (abaixo) no Instagram e ela me pegou de jeito.

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O que você deixou de ser quando cresceu?

Eu cresci muito rápido. Além de ser a filha caçula, sou (e a impressão que tenho é de que sempre fui) a mais alta das três. Nasci um bebê grande, fui uma criança grande e aos 12 anos eu já tinha a altura que tenho hoje (nada menos que 1.83m).

O filho caçula tem os supostos mimos mas tem o aprendizado atropelado. A gente não é tão paparicado ou mimado na atenção do dia-a-dia, vai no "bolo" do que estiver rolando.

Cresci meio na marra, mas relutei e brinquei de bonecas até os 15 anos porque me sentia criança. (e se deixar ainda brinco viu?)

Ser adulto dói... assumir responsabilidades, fazer escolhas é um processo muito forte de transformação. A gente só tem consciência disso depois.

Meus filhos estão crescendo

Eu tenho filhos pequenos. Não tão pequenos... Mas já sofro com o crescimento deles. 

Eu sinto muito quando uma criança aprende que as pessoas não são tão legais, ou quando descobrem que Papai Noel não existe, ou ainda quando lúdico não os encanta mais. Quando a gente cresce, deixa para trás o olhar fresco sobre as coisas/situações. Já não se surpreende ou emociona tão facilmente.

A Isa perdeu o colo aos 2 anos quando o irmão nasceu. Ela também foi o bebê grande. E eu quero muito que ela não sinta as dores de crescimento que eu senti.

A gente precisa dar aos filhos instrumentos para que eles cresçam e se desenvolvam. Sejam autônomos e assumam suas responsabilidades, suas decisões. Que corram riscos, façam cagadas... mas que consigam retomar a vida.

A gente pode crescer sem deixar para trás os valores, as boas lembranças, tudo o que vivemos de bom e os aprendizados da infância - que são milhares.

O desafio é crescer sem se perder, sem deixar para trás sua essência de criança.

Amigos de infância: a melhor coisa da vida!

Tem coisa melhor na vida do que ter amigos? SIM! Ter amigos de infância!

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Alguns vão dizer que amigos mesmo dá para contar nos dedos. Outros vão dizer que as amizades já não são as mesmas de antigamente.

Pois eu vou dizer que me sinto privilegiada por ter amigos, dos mais diversos círculos/tribos e que conservo amigos de uma vida inteira.

A medida que a gente cresce, muda de escola, entra na faculdade, começa a namorar, trabalhar ou se casa (e tem filhos) vamos selecionando/filtrando as amizades. É normal as amizades mudarem, há uma espécie de seleção natural de acordo com o momento.

Os meus amigos de infância

Mesmo tendo passado por isso e ter vivido numa fase pré-redes sociais digitais (para vocês terem uma ideia eu me cansei ANTES do ORKUT existir!!!), conservo amigos de infância.

E por amigos de infância entende-se amigos que estudaram comigo desde a 1ª série primária (com a licença poética aqui pois as novas nomenclaturas são confusas demais para essa cabecinha cansada).

A gente mantém contato graças às redes sociais, mas independente delas. Entende?

Alguns grupos se reúnem sempre. Outros se vêem apenas uma vez por ano ou no aniversário dos filhos. Não importa. Importa que sabemos que eles estão lá.

E amigo é aquele que, não importa onde paramos, podemos sempre retomar daquele ponto. Não tem cobrança, não tem #mimimi.

Os amigos de infância dos meus filhos

Quero muito que meus filhos tenham amigos de infância como eu tenho. Sei que hoje é mais fácil manter contato, mas mais difícil manter amizades.

Eles já são amigos dos filhos dos meus amigos, mas sei que isso é passageiro na maioria dos casos.

Amigos de escola em geral são os que permanecem. E acho que estamos no caminho para que esses laços de amizade permaneçam ainda que mudem de escola, bairro ou cidade.

Meus filhos já "perderam" amigos queridos nas transições de segmentos, mas tentamos manter as amizades, visitas ou o contato.

Quero que eles olhem para trás e tenham orgulho das amizades que construíram, assim como eu tenho das minhas.

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escrita por
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HelenaSordili
Pra emagrecer, coma! Pra relaxar, grite! Pra ser perfeita, erre! Pra ser você, mude! Autora do blog Eu, ele e as crianças