Reflexões - vida de mãe
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O valor da experiência

A gente vive numa época tão maluca que as agendas são lotadas inclusive aos finais de semana. Parece que se não tiver um evento encadeado no outro sua vida é assim, meio sem graça.

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Uma amiga me disse esses dias: "eu gosto de sair sim, mas um compromisso só porque senão a gente nem curte".

Acho interessante esse olhar low dela mas confesso que, quando a agenda está vazia eu até estranho e me perco entre tudo o que posso fazer! Eu adoro ficar em casa, mas também adoro ir pra rua, encontrar amigos e viver boas experiências.

O valor da experiência

Só que o que eu entendo por passeio ou experiência pode ser diferente do que os outros entendem! Para mim, nem todo passeio precisa ser um acontecimento consumista. Explico: da roupa que se usa ao que voltou em mãos na sacolinha... se não tiver TUDO pode parecer que não valeu a pena.

Tem coisa melhor do que sair por sair? Bater perna, conversar, ficar horas sentada na mesinha do café só falando amenidades. Para mim isso já é um evento e tanto! Essa experiência tem valor incrível para mim. Poder estar com amigas, matar as saudades, sentir aquele momento.

Não preciso voltar pra casa com uma sacolinha de compras. O passeio em si já vale. E quando mostramos que isso não vale, as crianças miram em nós e também se frustram.

A lanchonete pode ser sem brinquedo, o parque temático pode ser sem lembrancinha, a ida ao shopping pode ser sem sacolinha cheia na volta.

Quando a experiência vale por ela, esses acessórios são dispensáveis. A gente pode ficar imerso na vivência, na conversa e ela vale por si. As lembranças ficarão guardadas no coração, na memória.

Tem maior valor do que isso?

Quantas crises existenciais temos ao longo da vida?

Helena Sordili
há 7 meses1 visualizações

Eu já disse algumas vezes que a crise da adolescência foi a mais marcante para mim. MEU DEUS! Eu era desengonçada, muito maior que a média, explosiva, emotiva, #tudoaomesmotempoagora!

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Quantas crises existenciais temos ao longo da vida?

Essa foi, para mim, a maior crise existencial até agora (e olha que já cheguei aos 40!!).

Eu entendo que cada fase da vida traz um desafio, um medo, uma angústia e um (ou vários) obstáculo(s) a ser(em) vencido(s). E a medida que passamos por tudo isso parece que se torna mais fácil superar e seguir em frente.

Agora que sou mãe consigo desenhar melhor algumas dessas fases. Os filhos começam a vida outdoor precisando superar uma crise adaptação absurda. A mudança de ambiente, a indisponibilidade de alimento, as variações de temperatura.

Seria essa a nossa primeira crise existencial?

Após esses primeiros meses de adaptação, outro marco importante é o sentar e depois, um libertador, é ficar de pé! Ver o mundo em outro ângulo. 

No auge dos 3 anos eles testam TUDO! Essa não é uma crise para eles, mas para os pais é um grande teste de paciência.

Até os 7 ou 8 anos a fase do lúdico, das brincadeiras se mantém. Mas, a partir daí, começa mesmo uma crise. Aquela da pré-adolescência: sou criança? Sou adolescente? O que isso implica?

Estamos convivendo com essa fase aqui.

Mudanças de humor constantes, sentimentos polares, confusão entre escolhas e vontades. Só para dar um exemplo: minha filha fez 9 anos e no aniversário ganhou livros, que aliás foram pedidos por ela. Algumas amigas deram perfumes, acessórios, outras deram roupas de presente. E ela? Ficou decepcionada por não ganhar.... BRINQUEDOS!

Aí eu disse: mas qual brinquedo você queria? Ela: não sei!

#táfácil #sqn

Sei que ainda teremos a crise da adolescência em si, depois da escolha da profissão/faculdade, o início da vida adulta, foco na carreira ou na vida emocional, enfim... tenho muito a viver e aprender com eles. Mas fico pensando como é duro crescer, como é difícil crescer, fazer escolhas.

Não há respaldo e segurança familiar que sejam suficientes para inibir uma crise.

Aos pais só resta compartilhar suas experiências e estar por perto para ouvir e (tentar) ajudar a sair da crise.

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HelenaSordili
Pra emagrecer, coma! Pra relaxar, grite! Pra ser perfeita, erre! Pra ser você, mude! Autora do blog Eu, ele e as crianças