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AHS Hotel: A Segunda Melhor Temporada

Ingrid Schmidt
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Ingrid Schmidt

Muitos criticaram as mais recentes temporadas de American Horror Story, dizendo que a série só vai de mal a pior. Para mim, porém, ela voltou aos trilhos com sua quinta temporada, “Hotel”.

De fato, essa temporada não dá tanto medo quanto a primeira e a segunda, e essa era a premissa de AHS. Entretanto, ela toca em outros assuntos psicológicos que são tão arrepiantes quanto fantasmas estupradores e experiências com humanos.

Já no terceiro episódio, confrontamos a estranha obsessão de Alex pelo filho Holden, O que, até então, não passava de um desaparecimento que destruiu os laços afetivos de uma família, ganhou uma nova perspectiva nesse Episódio. O relacionamento quase romântico de Alex com o filho fez com que ela fizesse coisa inexplicáveis, e ficamos pensando se ela realmente amava John, ou se seu verdadeiro amor era Holden.

Outra forte relação mãe e filho presente nessa temporada é a de iris com Donovan. A velha senhora não consegue deixar o filho ir embora de jeito nenhum. A Condessa também tem uma complicada relação com seu filho - um bebê totalmente deformado que teve alguns anos antes.

A psicopatia e a amnésia também são temas importantes que foram abordados em “Hotel”. Quando [SPOILER] o mocinho, John Lowe, se revelou ser o vilão, todos fomos pegos de surpresa. Ele havia passado várias semanas caçando, odiando e condenando a si mesmo. E, no final, Lowe finalmente assume seu papel de serial killer, nos deixando sem uma figura benevolente na série.

Horror à parte, essa temporada teve muitos outros pontos positivos. O close certo na personagem transexual Liz Taylor, a atuação de Finn Wittrock em dois papéis diferentes (Tristan Duffy e o ex-amante da Condessa, Rolfo Valentino, que se parecia tanto com Tristan), as várias referências ao contexto em que estávamos vivendo (menções de Kyle Jenner e “House of Cards”, músicas contemporâneas como “Hot Line Bling”…) e não vamos nem entrar no tópico dos figurinos incríveis.

Essa temporada cumpriu seu papel de tocar em temas perturbadores, com direito a um toque de luxo e glamour (que lembra um pouco “Coven”). Por esse motivo, considero ela a segunda melhor da série, perdendo apenas para a primeira, “Murder House”.