Ingrid Schmidt's story
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Esquadrão Suicida: Muito Melhor do que te Disseram

A crítica está sendo dura demais com “Esquadrão Suicida”. O filme realmente não tem nada a ver com os trailer, mas será que ele foi tão ruim assim?

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Preciso concordar com alguns pontos ruins do filme. Os sete não eram nem de longe “os mais malvados dos mais malvados”, a presença do Coringa foi totalmente aleatória, a ameaça que eles enfrentaram foi gigante demais para uma primeira missão, a Magia não devia ter virado vilã já no primeiro filme, a história da grande maioria dos personagens foi muito mal desenvolvida e as piadas deveriam ter ficado com o Capitão Bumerangue, não com o Pistoleiro.

Mas ainda assim, eu amei o filme suficiente para vê-lo não só uma, mas duas vezes (e ainda veria a terceira), e cito aqui meus motivos para ter gostado tanto.

O primeiro, de longe, foi a Arlequina. Há muito tempo eu não gostava tanto de uma personagem feminina num filme de quadrinhos. Ela não só é uma personagem incrível no presente, mas tem uma história tocante e impressionante. O modo como ela foi usada pelo Coringa (quem esperava que aquela cena do “I’m gonna hurt you real real bad” seria com ela?), a cena em que ela adquire a aparência de hoje em dia, o momento em que quase morre e é salva pelo Batman… As melhores cenas do filme eram, se dúvida, as da Arlequina.

O relacionamento dela com o Coringa foi outro ponto que eu amei no filme. Antes que caiam matando em cima de mim: não, eu não shippo os dois, não acho eles fofos e não queria um relacionamento assim para mim. O motivo pra eu ter gostado tanto, na verdade, foi justamente porque ele não foi retratado como um relacionamento dos sonhos. Ficou muito claro que o Coringa era completamente abusivo e a Arlequina não conseguia de jeito nenhum superar seu amor por ele, por mais que sofresse. Eu fiquei com uma raiva absurda dele. Mas o relacionamento não foi só muito bem retratado: ele tinha uma vibe de quadrinhos incrível. Tudo era tão fake e escrachado, que ficava cômico. Chegava uma parte do filme que você nem questionava mais a possibilidade de aquilo estar acontecendo, só aceitava e curtia.

As cenas de luta foram outro ponto muito bom. O filme foi estruturado como um videogame: tínhamos momentos de pancadaria e tiroteio de tirar o fôlego, seguidos de um momento de calmaria cheio de diálogos, e as c enas de ação ficavam mais difíceis a cada “nível”, até que eles enfrentaram o sub-chefe e o chefão.

E o que foi essa trilha sonora? Nirvana, Queen/Panic, Twenty One Pilots, Grimes, Skrillex, Eminem… Se esse filme não for no mínimo indicado ao Oscar de Melhor Trilha Sonora, vou achar que esse prêmio é realmente roubado.

O final do filme também foi muito bom. Eu realmente achei que o Pistoleiro não iria atirar e que a Arlequina iria se voltar contra ele. Eu teria ficado muito triste se eles tivessem se libertado no final, mas o filme não fez isso: eles voltaram para a cadeia, porque não importa o que façam, continuam a ser vilões, e isso é muito importante.

E, por fim, um pequeno detalhe que fez toda a diferença para mim: Amanda Waller. Vocês não acharam incrível como aquela que era pra ser a mocinha do filme, criadora do Esquadrão, acabou se tornando a maior vilã ao longo da história?

Agora, tendo visto esses pontos sobre o filme, vocês ainda acham que “Esquadrão Suicida” é tão ruim assim?

AHS Hotel: A Segunda Melhor Temporada

Muitos criticaram as mais recentes temporadas de American Horror Story, dizendo que a série só vai de mal a pior. Para mim, porém, ela voltou aos trilhos com sua quinta temporada, “Hotel”.

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De fato, essa temporada não dá tanto medo quanto a primeira e a segunda, e essa era a premissa de AHS. Entretanto, ela toca em outros assuntos psicológicos que são tão arrepiantes quanto fantasmas estupradores e experiências com humanos.

Já no terceiro episódio, confrontamos a estranha obsessão de Alex pelo filho Holden, O que, até então, não passava de um desaparecimento que destruiu os laços afetivos de uma família, ganhou uma nova perspectiva nesse Episódio. O relacionamento quase romântico de Alex com o filho fez com que ela fizesse coisa inexplicáveis, e ficamos pensando se ela realmente amava John, ou se seu verdadeiro amor era Holden.

Outra forte relação mãe e filho presente nessa temporada é a de iris com Donovan. A velha senhora não consegue deixar o filho ir embora de jeito nenhum. A Condessa também tem uma complicada relação com seu filho - um bebê totalmente deformado que teve alguns anos antes.

A psicopatia e a amnésia também são temas importantes que foram abordados em “Hotel”. Quando [SPOILER] o mocinho, John Lowe, se revelou ser o vilão, todos fomos pegos de surpresa. Ele havia passado várias semanas caçando, odiando e condenando a si mesmo. E, no final, Lowe finalmente assume seu papel de serial killer, nos deixando sem uma figura benevolente na série.

Horror à parte, essa temporada teve muitos outros pontos positivos. O close certo na personagem transexual Liz Taylor, a atuação de Finn Wittrock em dois papéis diferentes (Tristan Duffy e o ex-amante da Condessa, Rolfo Valentino, que se parecia tanto com Tristan), as várias referências ao contexto em que estávamos vivendo (menções de Kyle Jenner e “House of Cards”, músicas contemporâneas como “Hot Line Bling”…) e não vamos nem entrar no tópico dos figurinos incríveis.

Essa temporada cumpriu seu papel de tocar em temas perturbadores, com direito a um toque de luxo e glamour (que lembra um pouco “Coven”). Por esse motivo, considero ela a segunda melhor da série, perdendo apenas para a primeira, “Murder House”.

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