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"Meus 15 Anos": O filme que você não quer ver, mas precisa

Ingrid Schmidt
há 3 meses9 visualizações
"Meus 15 Anos": O filme que você não quer ver, mas precisa
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Quando se trata de cinema brasileiro, eu tenho a impressão de que existem dois tipos de filme: as comédias escrachadas “para toda a família”, que são o “cinema mainstream”, e os filmes “de cineasta para cineasta”, o “cinema cult”.

Os poucos filmes que fogem desse padrão são justamente os que mais fazem sucesso no Brasil e fora dele, mas mesmo esses filmes têm uma coisa que me incomoda: eles são extremamente brasileiros. São sempre sobre a vida na favela, corrupção, jogadores de futebol e coisas desse tipo que, para quem não vive nesse contexto, não há a menor identificação.

Eu sempre senti que o Brasil tinha dificuldade de contar histórias universais, que pessoas de qualquer país conseguiriam se identificar. Uma das poucas exceções que encontrei foi a série “3%” que, apesar de pecar em muitos outros pontos, conseguiu contar uma história universal e por isso se saiu tão bem em muitos outros países.

“Meus 15 Anos” foi o primeiro filme brasileiro que realmente achei capaz de atingir uma audiência global. É claro que eu provavelmente nem teria ido ao cinema para vê-lo se não tivesse ganhado dois ingressos numa promoção do “Frango Assado”, mas fui completamente surpreendida.

É claro que precisamos levar em conta que se trata de um filme voltado para o público adolescente, e por isso não podemos comparar o roteiro com filmes muito mais profundos e reflexivos. Mas podemos compará-lo com os famosos filmes do Disney Channel, como “High School Musical”, “Camp Rock”, “Lemonade Mouth” e “16 Desejo” e, devo dizer, nesse contexto ele está no mesmo nível que os filmes americanos.

A vibe de filme do Disney Channel já deixa a proposta interessante, mas o fato de ser brasileiro foi o que mais se destacou para mim. “Meus 15 Anos” soube fazer uma história genuinamente brasileira, mas com a qual os adolescentes de qualquer outro país poderiam se identificar.

Afinal, quem não se lembra da sensação de estar no primeiro colegial e vivenciar todas aquelas festas de quinze anos? O momento da entrega dos convites, a dúvida de ser chamado ou não, a competição de quem teria a melhor festa. Nesse ponto, é como se o filme fosse uma versão brasileira e muito mais identificável de “High School Musical.”

Num primeiro momento, eu me perguntei “por que uma menina não aceitaria uma festa de quinze anos incrível com tudo pago e show da Anitta?”. Mas o filme conseguiu dar uma justificativa muito inteligente para isso, e criou várias tramas e conflitos paralelos que moveram a história como um todo.

"Meus 15 Anos": O filme que você não quer ver, mas precisa

Outro crítica que eu geralmente faço a filmes brasileiros é a atuação exageradamente teatral dos atores — uma vez que muitos fizeram sua carreira no teatro para depois ir para as telas. É claro que um ou outro ator de “Meus 15 Anos” deixa a desejar, mas, no geral, a atuação foi muito convincente — o suficiente para me fazer chorar em algumas cenas.

Os personagens são muito originais e se encaixam perfeitamente no contexto de hoje: a personagem principal tímida e excluída, o melhor amigo awkward que não tem coragem de se declarar, a ex-melhor amiga que agora só se preocupa com a popularidade, a louca dos signos, a aspirante a influencer, o garoto bonito do terceiro ano e seus amigos nem tão bonitos mas que sempre tentam pegar geral… E, é claro, o pai da protagonista. Edu, vivido por Rafael Infante, é o grande destaque do filme. É engraçado, preocupado com a filha na medida certa, e colabora para gerar a grande questão do filme: a diferença entre “querer” e “precisar”.

"Meus 15 Anos": O filme que você não quer ver, mas precisa

Outro ponto incrível é a trilha sonora: como se já não bastasse a música tema do filme — “Meu Pacto”, cantada por Larissa Manoela -, que é extremamente catchy, e a performance especial de Anitta, a trilha ainda conta com a famosa “A Thousand Years”, de Christina Perri, uma nova versão de “Fico Assim Sem Você” e um cover acústico maravilhoso de “I’m Yours”, feito por Bruno Botelho.

A produção, principalmente na parte da festa, é impecável. Fiquei extremamente feliz de saber que não é só a Globo que tem capacidade técnica para fazer um filme tão bem produzido no Brasil, e espero por mais produções como essa.

"Meus 15 Anos": O filme que você não quer ver, mas precisa

No final, “Meus 15 Anos” é uma grande lição sobre independência, sororidade e amadurecimento. Não vou entrar em detalhes aqui porque realmente espero que vocês assistam, mas se você é uma dessas pessoas que amou o final de Frozen porque o que salvou a Anna foi o amor da irmã e não do príncipe, tenho certeza que vai se orgulhar e se emocionar com esse filme.

Vale ressaltar também que quatro dos cinco roteiristas são mulheres, assim como a diretora Caroline Fioratti. Isso com certeza contribuiu para a criação de um filme que inspirasse milhares de adolescentes brasileiras.

Ah, e se mesmo depois desse texto você achar que não está a fim de ver um filme de adolescente protagonizado por uma ex-atriz do Carrossel, considere ao menos levar suas filhas/primas/sobrinhas mais novas para vê-los. Esse é certamente um filme que toda pré-adolescente brasileira precisa assistir. Eu já amei o filme agora, mas tenho certeza de que se tivesse assistido com 14/15 anos, teria se tornado meu filme favorito na época.

7 perguntas que Westworld deixou no ar para a segunda temporada

Tapa Da Pantera
há 10 meses83 visualizações

A primeira temporada de Westworld chegou ao fim arrasando. A série teve atuações excelentes, direção impecável e um roteiro muitíssimo bem escrito e conduzido gloriosamente. Não por acaso, os mistérios do seriado fizeram brotar montes de grupos de discussão que consideraram teorias a baldes.

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7 perguntas que Westworld deixou no ar para a segunda temporada

Um dos méritos de Westworld foi conseguir fechar no season finale uma história tão rica em detalhes, dando resposta (viu, Lost?) para quase tudo que foi levantado ao longo dos episódios anteriores. QUASE tudo, né? Porque sempre fica alguma coisa no ar, e é pra isso que existe a segunda temporada (que vem só em 2018, meu deus!). E o que ficou no ar já está dando muito pano pra manga.

1. Existe outro parque chamado Samurai World?

7 perguntas que Westworld deixou no ar para a segunda temporada

Os samurais apareceram muito rápido, durante a fuga da Maeve, e o Felix nem quis explicar. Só disse que era complicado. No entanto, quem viu o filme Westworld, de 1973, sabe que havia três parques. Será que o seriado vai introduzir uma espécie de Samurai World em algum momento?

2. Em que parque está a filha da Maeve?

7 perguntas que Westworld deixou no ar para a segunda temporada

Ainda pegando o bonde dos múltiplos parques, quando Felix entrega para a Maeve a localização da filha dela, o papel diz “Parque I”, ou seja, há mesmo mais de um parque. Mas qual será o “Parque I”? Westworld ou outro? De qualquer modo, é forte a sensação de que a segunda temporada vai trazer novidades nesse sentido.

3. O que aconteceu com Logan?

7 perguntas que Westworld deixou no ar para a segunda temporada

 A gente viu o William colocando ele nu no cavalo e dando um tapa na traseira do bicho, mas ficou nisso. William assumiu o controle da Delos, mas como? Ficou a impressão de que outra parte da história ainda vai ser revelada. Logan ficou vivo? Voltou para o parque? Ele era o herdeiro da Delos, então como aconteceu essa troca de poder?

4. Elsie e Stubbs estão vivos?

7 perguntas que Westworld deixou no ar para a segunda temporada

A gente viu Bernard estrangulando Elsie, mas ninguém sabe com certeza se ela morreu. Quem já viu muito seriado sabe bem que ninguém está morto até que o espectador tenha provas incontestáveis de que isso aconteceu. Não é o caso, então vale ficar de olho nessa narrativa. O mesmo, aliás, vale para o Stubbs, o chefe da segurança que foi pego por índios quando estava à procura da Elsie.

5. Onde fica Westworld?

7 perguntas que Westworld deixou no ar para a segunda temporada

Em nenhum momento, a série dá alguma indicação sobre em que parte do planeta fica Westworld. Aliás, não há nenhuma cena no “mundo real”, o que dá margem para uma série de teorias. Será que Westworld fica mesmo na Terra? E em que ano? Ninguém sabe porque ninguém viu. Rolou essa expectativa quando a Maeve fugiu, mas ela não chegou a sair do parque, né?

6. Quem reprogramou Maeve?

Uma das grandes revelações do season finale é que a fuga de Maeve fazia parte da reprogramação dela. Mas quem fez isso? No sistema, constava a assinatura de Arnold, mas a gente sabe que ele morreu antes de a série começar. Será que isso também faz parte da nova narrativa de Ford? Essa pergunta ficou no ar.

7. O que Charlotte instalou em Abernathy?

7 perguntas que Westworld deixou no ar para a segunda temporada

A série não explica isso, e como ficou tudo tão bem explicadinho, a gente imagina que esse mistério tenha ficado sem resposta de propósito. Aparentemente, Charlotte queria que ele saísse do parque com alguma informação, mas ninguém sabe exatamente o quê. Dá pra esperar muita intriga na segunda temporada, não?

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