Nunca se esqueça
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1. Ana

Ana, que nome singelo e rápido, que dito várias vezes soa como uma música um pouco engraçada – sorria Ana ao falar com o espelho. Seus cabelos castanhos alaranjados refletiam a luminosidade de seu quarto, uma voz ecoava chamando seu nome, era sua jovem irmã, Lilian. Muitos falavam sobre a grande semelhança entre as duas, mas Lili - como era chamada intimamente - tinha os cabelos ondulados e mais escuros que de Ana, com sua bochecha com leves sardas e seus olhos arregalados de uma menina curiosa de 13 anos. Já Ana, com 17 anos e 5 meses, com os cabelos mais longos e escorridos, pareciam seguir a curva de sua cintura quando soltos. Seu rosto levemente mais redondo que o de Lilian.

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- O que está fazendo Ana? Vamos nos atrasar – dizia Lili ao abrir a porta do quarto da irmã. Ana assentiu com a cabeça e voltou seu rosto para o espelho terminando de passar seu batom rosado. Ana então saiu de seu quarto e foi a caminho de sua irmã e seus pais que a aguardava na varanda. Sua mãe, Eve, era Ana mais velha e com os cabelos cortados acima do ombro, vestida em um belo vestido vinho e um sapato com um pequeno salto, olhava por debaixo de seus óculos e avaliava contente sua família unida. Já seu pai, Tom, estava sempre com sua roupa social, o cabelo bem penteado e um sorriso discreto em seu rosto. Todos iriam a um jantar do irmão de Tom.

- Você está linda – Ana dizia para Lili, ambas sorriam. – Está bem frio, um outono bem frio este – Eve puxava o assunto, Tom assentiu com a cabeça e continuou a dirigir. Chegando a casa dos tios, Ana imaginava a longa noite entediante que teria com as longas conversas dos adultos sobre política e trabalho. Seus tios, Ben e Clarice, eram carismáticos, com os cabelos mais grisalhos do que de seu pai e de um humor bem melhor também, eram pais de Gus e Luke, dois jovens rapazes, Gus tinha 22 e Luke tinha 19. Fazia tempo que eles não se viam, desde seu aniversário de 10 anos. Ana era uma menininha, Lili tinha apenas 6 anos. Como será que eles estão? Chatos como quando eram crianças? – Falava Ana em seu subconsciente.

Ao chegar foram recepcionados pelos seus tios e seus primos, todos estavam como ela se lembrava. Sua tia havia emagrecido e estava bem mais cuidada e jeitosa, e seu tio com uma barriga mais saliente e o rosto muito bem conservado com os cabelos rebeldes e grisalhos. Gus estava mudado. Estava mais sorridente! – pensava Ana. Realmente estava, ele havia crescido e não estava mais com tanto acne em seu rosto, nem marcas ficou, cresceu e estava com cara de um homem na casa dos vinte anos. Seus pensamentos foram interrompidos pelo abraço fervoroso de seu tio.

- Vejam esta moça linda, quase não a reconheci Ana. – disse seu tio Ben – E veja, aquela pequena criança já está deste tamanho, Lili está linda. – e foi em direção a irmã, que sorria em resposta. Ana se voltou e foi cumprimentada pelos outros, até chegar em Luke. Foi diferente o olhar dos dois, foi como na festa de 10 anos, a última vez que tinham trocado aquele olhar. Ana lembrou-se imediatamente daquele momento.

“Todos corriam e brincavam, eu queria fazer parte daquilo mais, parecia que algo não estava certo comigo. Senti alguém sentar do meu lado, e olhei rapidamente assustada e lá estava Luke, com seu cabelo liso e preto, sorria para mim - Porque está sozinha? – abaixei a cabeça e respondi com a voz triste – Estou feliz, mas parece ter algo de errado comigo, como borboletas no estômago. Ele sorriu para mim, como nunca havia visto, éramos muito próximos e sempre que eu estava ao seu lado as coisas eram diferentes. Senti sua mão tocar a minha e ele continuava a me olhar profundamente – Não fique triste, estarei com você para sempre ouviu? Agora vamos – me levantou e me levou em direção as outras crianças. “

Aquela cena ecoou e não conseguia dizer uma palavra, e então ele veio até mim – Como está Ana? Meu pai tem razão, você está linda! – e ele sorriu com aquele mesmo sorriso de toda nossa infância. Senti algo estranho, um borbulhar no estômago que parecia passar por todo meu corpo, respirei fundo e respondi – Bem, e obrigada. Vejo que mudou também – sorri em resposta. Aquele momento não poderia ser mais desconfortante de alguma forma, mas entramos na casa e nossa longa noite começou.

O Jantar já estava posto a mesa, só no aguardo de todos chegarem e todos logo se acomodaram a grande mesa de jantar da família, uma herança dos pais de Tom e Ben. - Porque ele tem que sentar de frente para mim? – Ana se questionava, mas preferiu ficar quieta e continuar a noite em família. 

- continua - 
Nunca se esqueça 

Conto escrito por Jessica Mendes 

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Jessie
Um ponto de exclamação em meio a tantas interrogações. Perdidos. Despercebidos. Acho que sou um pouco sabida demais. Um mero projeto de escritora.