OUTROS

10 lugares que não querem mais turistas

Kristina Haddad
Author
Kristina Haddad

Quem viaja num roteiro bed-and-breakfast e conversa com donos de pousadas sabe a diferença que a alta temporada faz na vida dessas pessoas. Tem muita gente por aí que depende do turismo e tem muita cidade que se desenvolve graças ao viajantes que estimulam a economia local. Só que não é assim no mundo inteiro, não. Alguns lugares querem até reduzir o número de turistas. Quer ver?

10. Barcelona 

10 lugares que não querem mais turistas

A cidade espanhola quer um turismo equilibrado e está preocupada com seu “ponto de saturação”. Em 2015, a prefeita da cidade discutiu a implementação de um limite de entrada na cidade. Por enquanto, a intenção é limitar a construção de hotéis e desenvolver políticas preventivas.

9. Islândia

10 lugares que não querem mais turistas

O turismo não para de crescer na Islândia, o que preocupa um país que se baseia em atrações naturais. O país encomendou uma pesquisa para descobrir o número máximo de pessoas que podem visitar um lugar sem causar danos à estrutura e sem prejudicar a experiência do turista.

8. Machu Picchu 

10 lugares que não querem mais turistas

O principal destino turístico do Peru passa por um processo de “reconceitualização” com orçamento de US$ 43,7 milhões e que vai terminar em 2019. Para visitar a cidadela inca, viajantes terão que contratar um guia, seguir uma das três rotas (nada de andar solto por aí) e obedecer um limite de tempo. O local foi classificado como sítio em risco pela UNESCO este ano.

7. Lord Howe

10 lugares que não querem mais turistas

A ilha na costa australiana (fica a uns 500 quilômetros, não é tão perto assim) é conhecida por abrigar mais de 400 espécies de peixe e 90 tipos de corais. O local tem só 350 habitantes e um limite de 400 visitantes por dia. Sobra espaço para os poucos turistas.

6. Monte Everest 

10 lugares que não querem mais turistas

Para evitar tragédias, o governo do Nepal quer reduzir o número de times e montanhistas que tentam, anualmente, alcançar o topo do mundo. Depois do terremoto de 2015, a taxa para montanhismo já subiu de U$ 10 mil para US$ 11 mil. Também foi criado um órgão para conferir a experiência e a saúde de quem aparecer para escalar o Everest. O próximo passo é diminuir o tamanho dos times (grupos de excursionistas) que fazem a escalada.

5. Cinque Terre 

10 lugares que não querem mais turistas

Como o nome diz, a cidade é um grupo de cinco vilarejos no Mar Lígure, na Itália. Em 2015, o cidade recebeu 2,5 milhões de turistas, mas a administração, preocupada com questões ambientais, já anunciou medidas para reduzir esse número. Para 2016, a intenção é receber não mais do que 1,5 milhão de viajantes.

4. Butão 

10 lugares que não querem mais turistas

Falta espaço mesmo no Butão, por isso o governo local investe em um turismo que eles chamam de “baixo volume, alto valor”. Hoje em dia, o turismo tem que querer muito ir ao Butão para superar os obstáculos. Para entrar no país, é preciso obter visto e agendar a viagem com um operador licenciado pelo Butão. Além disso, o viajante também tem que pagar um pacote mínimo diário que não sai por menos de US$ 200 (cobre hospedagem, alimentação, guias e transporte. Esse dinheiro financia educação e saúde, entre outros benefícios, para o povo local.

3. Galápagos

10 lugares que não querem mais turistas

A mais ou menos mil quilômetros do Equador, o arquipélago de 19 ilhas que inspirou Charles Darwin foi listado pela ONU como patrimônio da humanidade em risco. Por isso, 97% da parte terrestre do arquipélago foi transformada em parque nacional, com o turismo monitorado de perto. Turistas só podem visitar lugares específicos, obrigatoriamente acompanhador por um guia local registrado, e ainda precisam seguir à risca um livrinho regras

2. Seicheles

10 lugares que não querem mais turistas

O arquipélago escolhido para lua-de-mel de William e Kate tem o turismo com o principal fonte de receitas, mas o número de turistas continua aumentando perigosamente. O número de visitantes em 2015 foi de 250 mil, seis vezes o número de habitantes. O Ministério de Turismo e Cultura já considera estabelecer um limite anual.

1. Antártica

10 lugares que não querem mais turistas

Depois de um número excessivo de visitantes em 2009, as regras para visitas ao continente foram alteradas em 2011. Hoje em dia, cruzeiros com mais de 500 passageiros não podem mais atracar. Além disso, o número de passageiros ao mesmo tempo em solo não pode passar de 100, e o monitoramento da região é rígido, seja para quem estiver em solo ou no mar.