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5 histórias que a internet transformou em novelas sem necessidade em 2016

Kristina Haddad
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Kristina Haddad

Internet é um negócio fantástico. Ninguém questiona. Tem informação, entretenimento, relacionamento, humor, vídeo, áudio, tudo para todos os gostos. Não dá mais pra viver sem ela, ponto. Maaaaas a internet e, principalmente, seus usuários também são responsáveis por transformar em bola de neve certas coisas que não deveriam ser mais que floquinhos. Acontece todo ano, e em 2016 não foi diferente. Vamos lembrar?

1. Ken Bone e o suéter vermelho

Em um dos debates presidenciais dos EUA, a internet escolheu um espectador chamado Ken Bone para fazer famoso. Sem motivo nenhum. E Ken Bone, então, ficou famoso. E aí Ken Bone resolveu aproveitar a fama e e realizar um AMA (“ask me anything”, que significa algo como “pergunte-me qualquer coisa”). Só que Ken usou sua conta pessoal, em vez de criar uma apenas para o evento.

Com isso, a galera aproveitou para revirar o histórico de postagens dele. Isso incluía suas opiniões sobre assuntos americanos, seus fetiches e ate que ele tinha visto e gostado de certas partes do corpo de Jennifer Lawrence. Foi o que precisou para a internet transformá-lo em uma espécie de monstro. Tudo, no fim das contas, porque ele usou um suéter vermelho no debate.

2. O homem que não viu Caça-Fantasmas

James Rolfe, do Cinemassacre, é um conhecido cinéfilo que faz reviews de todo tipo de filme. Além disso, ele é um enorme fã da série Caça-Fantasmas. Mas um belo dia ele anunciou que não veria o novo filme, lançado em 2016 e com um elenco só de mulheres. Ele até publicou um vídeo argumentando que o novo filme era um caça-níqueis que só queria ganhar dinheiro baseado no sucesso dos outros filmes da franquia.

A explicação não adiantou nada. Rolfe foi atacado em vários sites, blog e fóruns. Até celebridades entraram na briga. Ele foi acusado de machismo, de ser infantil e até de ser um símbolo da “direita alternativa”, nome que dão nos EUA a uma parte da extrema direita, a parte mais radical dos conservadores. E isso durou semanas!

3. O tiroteio na pizzaria que não realizava tráfico sexual

5 histórias que a internet transformou em novelas sem necessidade em 2016

É outra consequência bizarra das eleições nos EUA. Em muitos dos emails vazados pelo site WikiLeaks, havia referências a comidas que não faziam sentido. Aparentemente, tratava-se de alguma espécie de código que ninguém conseguiu desvendar. Mesmo assim, alguém suspeitou de tráfico sexual em uma pizzaria chamada Comet Ping Pong, que era citada em vários emails como local de captação de recursos.

A pizzaria foi assediada de todos os jeitos imagináveis. Até aí, tudo bem. Quer dizer, não era “tudo bem” de verdade, mas o pior estava por vir. Um cidadão chamado Edgar Maddison Welch entrou na pizzaria com uma arma e deu tiros. Ninguém se feriu, e Welch saiu de lá dizendo para a polícia que não encontrou provas de tráfico sexual.

4. O gorila Harambe e ameaças de morte

5 histórias que a internet transformou em novelas sem necessidade em 2016

Em maio, uma criança caiu na área dos gorilas no zoológico de Cincinnati e, para salvar a criança, um dos tratadores matou o gorila Harambe, que havia agarrado o menino. A notícia logo ganhou a internet, e aí mais de 500 mil pessoas (!!!) assinaram uma petição para culpar os pais do garoto pela morte do gorila.

A coisa ganhou ainda outra proporção quando as informações pessoais dos pais vazaram. Eles e o filho, que tinha 3 anos de idade, começaram a receber ameaças de morte. A coisa foi tão séria e durou tanto tempo que o zoológico de Cincinatti, três meses depois, precisou fazer um comunicado pedindo que acabasse o assédio contra os pais do menino.

5. A realidade virtual que foi censurada (só que não!)

Quando a Sony anunciou o lançamento do PlayStation VR (VR = realidade virtual), todo mundo logo quis saber se teria pornô. A Sony não respondeu oficialmente, então os boatos começaram: haveria censura!

Logo que o aparelho foi lançado no Japão, o povo correu para comprar e ver que tipo de travessura pornográfica seria possível. Aparentemente, “segundo a internet”, aparecia uma tela preta com uma mensagem em japonês toda vez que alguém chegava perto demais de uma personagem mulher ou tentava olhar por baixo da saia de alguém. E aí a internet logo julgou: censura!

Bobagem. A tela preta apenas informava que o jogador estava fora da visão da câmera VR (que detecta os movimentos do usuário). Não teve nada de censura, mas até hoje tem gente dizendo que ela existe.