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Em Nova York, a mania agora é malhar com ex-presidiários

Kristina Haddad
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Kristina Haddad

Um sedentário cidadão chamado Coss Marte pesava mais de 100 quilos, tinha os níveis de colesterol nas alturas e embolsava cerca de US$ 2 milhões de dólares por ano liderando um esquema de venda de drogas em Nova York. Preso e condenado a sete anos de cadeia, mudou radicalmente. Adotou um estilo de vida saudável, perdeu peso e, quando saiu, iniciou um negócio lucrativo - e honesto! Malhação com ex-presidiários.

Em Nova York, a mania agora é malhar com ex-presidiários

Marte (o cidadão da foto acima) perdeu 30 quilos correndo e malhando sozinho na prisão. Mais do que isso: ajudou vários presidiários a perder peso. Segundo sua estimativa, ele contribuiu para a perda de mais de 450 quilos na penitenciária. Em seu último ano de prisão, montou um plano de negócios. Quando saiu, abriu a ConBody, uma academia que é rigorosa com os clientes e foca em exercícios simples, no menor espaço possível (tipo uma cela!).

Na ConBody, todos instrutores são ex-presidiários. E falam grosso como presidiários, o que ajuda a criar o “clima” da academia. A trilha sonora é hip-hop e, dependendo da filial, a sala de exercícios é uma cela de verdade, de onde você só sai quando o instrutor destranca a porta.

As vantagens do treino lá? Marte diz que o programa de lá é mais cardio do que de força, mas vai trabalhar o corpo inteiro. Além disso, tem a questão do incentivo. Os instrutores ficam no pé o tempo inteiro, gritando e dizendo do coisas do tipo “Tá doendo? Tô adorando!”

O negócio fez (e faz) tanto sucesso que Marte está abrindo outras filiais nos EUA, inclusive trazendo instrutores - ou melhor, treinando ex-presidiários-  da Austrália para preencher as vagas. Ficou curioso? Então dá uma olhada no site da academia: