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Estudo aponta que para cada cinco CEOs, um deve ser psicopata

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Estudo aponta que para cada cinco CEOs, um deve ser psicopata

Bastou um cartão de visita mais belo para que Patrick Bateman, colérico de inveja, tirasse a vida a machadadas do colega de escritório. O ato extremo é cena do filme Psicopata Americano, em que um alto executivo de Wall Street se torna um serial killer inicialmente movido pelo orgulho e que encontra nos assassinatos violentos imenso prazer em matar.

O filme, de 1999, assustou bastante as plateias norteamericanas. Imaginar que alguém que tem tudo na vida pudesse despirocar completamente e sair matando as pessoas, no ano 2000, não era algo muito comum para a época. A essa patologia dá-se o nome de psicopatia. No entanto, a doença é muito mais do que sangue derramado pelo chão.

O psicopata é alguém antissocial, com quase nada de sentimentos como empatia e remorso, além de baixo autocontrole e uma necessidade de dominância o tempo todo. Realmente, esse tipo de comportamento é relacionado com a ocorrência de delinquência, crime, assassinatos, mas também é associado com competência social, liderança e uma habilidade de manipulação ótima.

Pois pensando nessas características de liderança e competência social, um estudo conduzido pelo psicólogo forense Nathan Brooks, da Austrália, e apresentado no congresso da Sociedade Australiana de Psicologia, identificou que, para cada cinco presidentes de empresas é provável que um apresente traços de psicopatia. A pesquisa foi realizada com 261 alto executivos nos Estados Unidos e identificou que 21% deles possuíam quadros mentais próximos o suficiente para serem classificados como psicopatas.

Gente, isso é quase que a mesma proporção do que nos presídios americanos! Só para se ter ideia, a relação dessa matemática na população em geral é de um psicopata para 100 habitantes.

Estudo aponta que para cada cinco CEOs, um deve ser psicopata

Oh! O horror, o horror.

Na palestra proferida no Congresso, ele explica que os head hunters e a galera do RH focam apenas nas habilidades e qualidades profissionais, sem avaliar o aspecto humano. Isso favorece os psicopatas, que, uma vez nas corporações, não pensam duas vezes em derrubar quem cruza o caminho para chegar ao topo, com atitudes antiéticas, amorais e altamente competitivas. Esse ambiente negativo acaba influenciando quem é uma pessoa normal e incentivando as más práticas para a conquista do sucesso.

Brooks explica que os psicopatas nas organizações tendem a criar o caos em torno de si e jogar as pessoas umas contra as outras. Estabelecem de vez as duras leis da selva internamente, onde ele consegue jogar com as próprias regras. O problema é que os emocionalmente imaturos embarcam na onda e os mais resistentes acabam deixando o ambiente nocivo.

Calma que as notícias são boas! A pesquisa serviu para a criação de um instrumento para os departamentos de RH poderem identificar essas pessoas nocivas ao ambiente da companhia e corrigir a situação.

E você? Conhece ou já conheceu alguém assim?

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