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Nutrição infantil: veja os bons hábitos à mesa que não saem de moda

Kristina Haddad
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Kristina Haddad
Nutrição infantil: veja os bons hábitos à mesa que não saem de moda

Poucos pais tiveram a bênção de não se preocupar com a alimentação das crianças. Não raro, esses pequerruchos dão o maior trabalho à mesa para comer as coisas mais básicas como legumes, frutas e algumas verdurinhas. A maioria come uma variedade bem restrita, o que ainda garante certo sossego de papais e mamães. Outros, no entanto, tocam o terror na hora das refeições e se negam em absoluto a comer qualquer coisa que a terra dá. Na verdade, esses outros representam hoje 40% da população infantil brasileira entre 6 meses e 2 anos, de acordo com o Ministério da Saúde.

O que fazer?

Difícil, né? Eu sei. Há dicas de alguns especialistas para você ajudar seu pequerrucho a se alimentar bem, mas atenção: a educação à mesa não costuma ser apenas para a criança, mas para os adultos também. Exemplo é tudo!

Há alimentos ruins e de consumo regular dos pais que não devem fazer parte da alimentação da criança. Ela não vai entender que não pode comer certas guloseimas, então é bacana não ficar dando muita bandeira e exibindo maus hábitos, né?! Biscoito recheado é um bom exemplo disso. Não é nem um pouco legal que bebês comam esse tipo de produto antes dos dois anos e, no entanto, 72% comem regularmente. O motivo, na maior parte das vezes, é porque o biscoito recheado já faz parte da alimentação normal dos pais.

Macarrão instantâneo e petit suisse (Danoninho) não devem fazer parte da alimentação dos guris antes do sexto mês. Deve-se dar apenas o leite materno. Essa regra não é respeitada pelos papais e mamães de 30% das crianças que consomem a comida láctea e de 12% dos bebês que já comem a massa. Esses erros na dieta são algumas das principais causas de obesidade infantil hoje.

Tão importante quanto o que comer é o como comer. Refeições devem ser feitas sempre à mesa e sem qualquer interrupções como celulares, televisão e tablets. As distrações normalmente induzem a gente a comer mais quantidades e de forma mais rápida.

A criança também deve ser encorajada a se alimentar sozinha. Isso melhora a autoconfiança porque representa uma das primeiras conquistas dela: a independência da mãe. Também ajuda o pequeno a se naturalizar com a comida, as texturas, cores e sabores. É bom que seja uma experiência prazerosa, sem brigas ou distrações.

O filhinho, mamãe, deve estar devidamente sentado à mesa – e não na cama, no sofá ou correndo pela casa com você correndo atrás desesperada segurando o prato de comida. A boa postura diminui os engasgos e a aspiração de alimentos, além de melhorar a mastigação e deglutição.

Enfim, hábitos saudáveis que jamais saíram de moda!

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