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Eles iam comprar um iate, mas acabaram pagando a faculdade de 26 crianças

PrincessButtercup
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Eles iam comprar um iate, mas acabaram pagando a faculdade de 26 crianças

Faltavam duas semanas para o Natal, e faltava pouco para um casal da Califórnia alcançar a quantia que precisava para comprar um iate. Marty Burbank, 51 anos, e sua esposa, Seon Chun-Burbank, 43, se conheceram em um barco, ficaram noivos em outro barco e se casaram em um iate. Fazia todo sentido do mundo finalmente adquirir uma embarcação própria. Seria um iate dos sonhos.

Naquele dia, porém, o pastor fazia um sermão sobre sacrifício, e o casal mudou de ideia. O advogado e a doutora em educação, que vinham fazendo trabalho voluntário em uma escola de ensino fundamental, então, deixaram de lado o sonho de velejar. Impressionados com a dedicação da escola em preparar seus alunos para o futuro, principalmente porque o local atende criança de famílias de baixa renda, Marty e Seon tomaram uma decisão: usariam todo dinheiro poupado para pagar o ensino universitário de todas 26 crianças matriculadas no jardim da infância daquela escola californiana.

“Eu achei que o que aquela escola estava fazendo na preparação dos meninos para a faculdade era muito empolgante, mas dinheiro era um problema em potencial. Cancelei os planos de comprar o barco até que essas crianças tenham sua educação. Se eu ganhar na loteria, talvez compre um barco”, diz o advogado.

Marty Burbank já fez as contas e estima que, contando a inflação até lá, custará cerca de US$ 1,1 milhão para financiar todas as crianças em dois anos de faculdade comunitária e outros dois anos dentro de universidades no estado da Califórnia.

Eles iam comprar um iate, mas acabaram pagando a faculdade de 26 crianças

O casal sabe os benefícios que a educação de nível superior dará às crianças. Tanto Mary quanto Seon foram os primeiros de suas famílias e conseguirem diplomas universitários, e ambos tiveram ajuda financeira. Marty foi auxiliado pelas forçar armadas, e sua esposa, nascida na Coreia do Sul, recebeu ajuda de uma tia. “Sem ela, tenho 100% de certeza que não estaria aqui e não seria como sou hoje. Nem todos precisam fazer faculdade, mas o ensino superior dá muitas oportunidades e abre muitas portas”, conta Seon.

A única exigência feita pelo casal é que os alunos lhes enviem, a cada ano, um desenho ou uma redação sobre o que significará para eles completar o ensino superior e ter um diploma universitário. “Quero que as crianças imaginem como suas vidas serão como formandos. Quero que elas visualizem a cada ano o quanto suas famílias se orgulharão”, diz Marty.

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Por Pilar Magnavita

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