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O Demolidor, O Perdedor

O Demolidor, O Perdedor
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Esse episódio da Alezzia, me lembra um filme e um episódio de black mirror; No primeiro um policial é congelado por 36 anos e quando é descongelado acorda numa sociedade com um politicamente correto exagerado, onde tudo que não é certo  é errado e ninguém pratica, não se fala palavrão, não se come carne ou sal os rebeldes são os que querem a liberdade de escolher.

O segundo estamos numa sociedade onde todos são classificados e pontuados, as pessoas com menos de 4.0 são de segunda categoria, se tiver menos que dois então... Todos tem dispositivos e lentes que analisam o perfil e a pontuação.

Sobre a Alezzia, não vou discutir a qualidade das fotos ou do comercial em si, que já viu comercial do mercadão de Madureira, fica pouco exigente. O ponto onde quero chegar, é de onde se definiu que as mulheres não podem se comportar como objetos, ou usar a beleza para ganhar dinheiro? A mulher que questiona "que nem comercial de cerveja "objetifica" as mulheres", ela chegou a ver o comercial da Itaipava e o vai Verão, vem Verão? Que fez a menina despontar. Por que mulheres que querem usar o eu corpo como objeto, não tem esse direito? Acredito que ser livre é poder escolher entre seguir ou não determinado pensamento. Eu sei que não é certo comer em fast food mas não é proibido, e eu como, imagina a Bela Gil me vendo com o Big taste na mão, comendo aquela carne, com vontade, imagina se ela reunisse um grupo e resolvesse me xingar, que mundo horrível, não? O mesmo vale para as mulheres e suas escolhas, se querem ser recatadas, despudoradas ou objeto, ok, sem problema, se não querem raspar o sovaco, ok também.

O que as feministas de hoje fazem, é o outro lado da moeda do que as mulheres dos anos cinquenta e antes faziam, nesse tempo mulher de respeito era recatada e a preocupação era em ter um bom marido, que pudesse dar conforto material, e ela em troca cuidaria do provedor, qualquer mulher que saísse desse comportamento seria xingada, humilhada e excluída dos grupos sociais. Hoje qualquer mulher que use o corpo para ganhar dinheiro também é xingada, humilhada e excluída, as empresas que se suspeite estar usando esse recurso, também, por que? Acho obrigar uma mulher a usar burca, tão prejudicial quanto obrigar a mulher usar biquíni e tão quanto obrigar a mulher a não usar, e agredir qualquer empresa ou órgão que o faça.

Será que chegaremos a uma sociedade politicamente correta e ranqueada?A desafio me lembra o episódio por conta do teor, se atingir 4 ela doa 10 mil para AACD, se chegar a 1, dez mil vão para a "questionadora", seria um começo de uma sociedade ranqueada? Espero sinceramente que não. 

Para quem não sabe do que estou falando:

Sobre a intervenção Militar

Existe uma corrente que acha que uma intervenção militar seria maravilhoso.

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Os motivos são muitos e claro, falaciosos. O Brasil tinha uma inflação baixa, o crime não prosperava, militar não é corrupto.

A maior parte dos defensores é da geração Baby boom, viveram essa época e apoiavam a direita, família tradicional, homem provedor, pode ter amantes mas nunca abandonar a família, desde que ninguém saiba, tudo bem; mulheres do lar, recatada, dócil.

Para esse tipo de pensamento a ditadura militar funciona, pois não importa o caos, importa parecer perfeito, ora se ninguém critica é por que está perfeito.

E quem critica? Subversivo, vagabundo, terrorista.

A geração X e Y que apoiam o militarismo, são baseados em Jair Bolsonaro, com o seu jeito machão de dizer as duras verdades, não ter pena de bandido, convence(me convenceu um tempo atrás também) E por conta disso e da Geração Baby Boom que faz uma propaganda progressista e de ordem no militarismo, as pessoas começam a achar que seria ótimo, temos um comando forte, honesto que honra a família e detesta bandido.

Muito lindo, até a página 2.

Vamos supor que você trabalhe e perca o emprego, fazem 3 meses e você não arrumou nenhum ainda, uma blits "Documentos cidadão, carteira de trabalho, o que tá fazendo na rua depois das 22:00." Leva o cidadão, vadiagem. Mas você não fez nada, estava só voltando para casa depois de ter ido visitar um amigo, não interessa, desempregado e a essa hora na rua, só pode ser vagabundo ou pior, subversivo.

Vamos supor que você tenha um amigo de esquerda, eu tenho vários(assim como sou Flamengo e tenho vários, tricolores, vascaínos...) Vão te interrogar, e querer saber o que você sabe sobre esse amigo, se você não convencer, já sabe, tortura, por mais que você negue, se não convencer amigo, muita porrada, muito choque e muito pau de arara pra você, É o jeito militar de resolver as coisas, não os culpo, guerra é guerra.

Você quer mesmo mesmo alguém assim decidindo o destino do país sozinho, sim, esqueça congresso, votação, protesto, este último, é cavalo e cachorro em cima, que mané bala de borracha, é tiro mesmo, eles sabem o que é melhor para você, então cale a boca e respeite a hierarquia.

Se você for minoria, tanto pior, Gay, negro(não é minoria mas é considerado), mulher solteira ou separada com certa idade( trinta e poucos, vá lá)Vai sofrer preconceito e este preconceito será apoiado pelo estado, no mínimo uma omissão.

O Governo militar fez o Brasil entrar numa dívida externa quase impagável, nós ficávamos de joelhos para o FMI, tudo por causa do famoso Milagre Econômico, cinquenta anos em cinco. Militar trabalha e respeita hierarquia, "Se eu sou o presidente eu sei o que é melhor para o país, você é só ministro da fazenda, faça o que estou mandando."

Quando Sarney assumiu estávamos com uma inflação galopante, uma dívida astronômica(sim, antes também mas não era divulgado, inflação de 100% divulgada como 10%)

Dizer que os militares não terminaram ricos, não é argumento, não fizeram mais do que a obrigação, e mesmo assim, terminaram muito bem de vida, sem ostentação mas tranquilos(os principais pelo menos)Não roubar não é mérito, é obrigação ética. Você cumprimenta alguém alguém e diz "Obrigado por não me matar, você é muito legal." não, né?

Dizer que a criminalidade era menor, também não, o filme "Cidade de Deus" baseado em fatos reais se passa em plena ditadura, o crime só não chegava nas elites, sim era menos violento, mas não por causa dos militares, os tempos eram outros. Alguém uma vez disse para a polícia não entrar em favela para não prejudicar moradores, isso transformou as favelas em QGs dos bandidos, lá eles eram intocáveis.  Foi isso que aumentou a criminalidade, mas ficou cômodo, a violência ficava restrita ao morro(guerras entre traficantes rivais)no máximo um playboy querendo dar uma cheirada ou fumada mas só. E então começou a extrapolar, com traficante decretando feriado, achando que mandava em tudo e mais seis coisas, vieram as UPPs mas isso é outro assunto.

Sim a roubalheira no Brasil está demais, os políticos estão abusando da nossa inteligência mas intervenção militar não é a solução.

A solução:

Essas soluções são baseados em meus próprios conceitos, pode chocar, aviso.

Temos que qualificar o voto, portanto o voto deve ser facultativo, deve ser proibido a menores de 21( CNH também), proibido para analfabetos, totais ou funcionais.  Reeleição de qualquer cargo legislativo, só por duas vezes no máximo. Enfim uma reforma eleitoral total, acabando com votos proporcionais, suplente deveria ser eleito também, não indicado.

Legisladores, deveriam ter folha de ponto como qualquer trabalhador, o salário é mais do que suficiente para bancar todo o conforto que eles precisam, embora o ideal seria um salário simbólico.

Com o que temos hoje, o que nos resta é tentar escolher representantes menos ruins, não reelegendo quem fez besteira, conscientizar os eleitores dos feudos(principalmente Maranhão e Alagoas) Mostrar que o voto deles os transforma em patrões dos eleitos e não o contrário.

Textos melhores virão, prometo.

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Robertolandia
Crônicas de quem nem sabe direito o que é uma crônica mas acredita estar no caminho certo.